Monthly Archives: May 2008

Paixões que Alucinam (Samuel Fuller, 1963)

Dentre tantos filmes concebidos como linhas de fogo contra a América e seus pilares feitos de ossos, Paixões que Alucinam talvez seja o mais maciço. Resumindo um século de história e fazendo das paredes do hospício as fronteiras do seu … Continue reading

Comments Off on Paixões que Alucinam (Samuel Fuller, 1963)

Filed under Comentários

O Samurai (Jean-Pierre Melville, 1967)

É estranho como toda a frieza e disciplina e metodismo do personagem parecem ter sido transmitidos a todo o filme como que por contágio viral. Ele é inteiro impregnado de uma beleza pálida, com as cores desaparecendo morrentes em cada … Continue reading

2 Comments

Filed under Comentários

Império dos Sonhos (Inland Empire – David Lynch, 2007)

Não estou certo, mas, mesmo que soe um impropério desmedido se tratando do cara em questão, não quero acreditar que Lynch ainda possa ir além de Inland Empire. Se for, uma fenda vai se abrir no céu e tragar o … Continue reading

4 Comments

Filed under Comentários

Chinatown (Roman Polanski, 1974)

Falar de Chinatown apenas como uma mera homenagem ao film noir, e pior, assistí-lo desta forma, significa limitar profundamente o potencial de uma das mais extraordinárias experiências cinematográficas às quais um espectador no limiar quase inocente de sua passividade pode … Continue reading

Comments Off on Chinatown (Roman Polanski, 1974)

Filed under Resenhas

No Silêncio da Noite (Nicholas Ray, 1950)

Todo noir, ainda que revestido generosamente de um charme e de um bom humor como caminhos quase sempre terminados em peças genuínas de uma diversão e de um entretenimento (e que todas fossem assim) que simplesmente não se encontra mais, … Continue reading

Comments Off on No Silêncio da Noite (Nicholas Ray, 1950)

Filed under Comentários

O Eclipse (Michelangelo Antonioni, 1962)

“Gostaria de não amá-lo ou amá-lo muito mais”, afirma a personagem de Mônica Vitti desta emblemática apoteose de sensações catalisada por Michelangelo Antonioni, um dos maiores mestres do cinema. A sentença, proferida em um dos momentos-chave desta singular obra-prima que … Continue reading

6 Comments

Filed under Resenhas

A Queda da Casa de Usher (Jean Epstein, 1928)

Mesmo com 80 anos de idade, a atmosfera de horror e degradação psicológica de A Queda da Casa de Usher permanece intocada no ineditismo e exclusividade dos seus efeitos opressivos e por vezes insuportáveis. Isso porque o macabro impera nos … Continue reading

Comments Off on A Queda da Casa de Usher (Jean Epstein, 1928)

Filed under Resenhas

O Espelho (Andrei Tarkovsky, 1975)

Um bom modo de começar a filmografia do cara, já que é visivelmente o próprio na lâmina do espelho, enxergando em si a confluência de dois tempos, trazendo ao mesmo nível passado e presente, unindo-os na corrente de um fluxo … Continue reading

Comments Off on O Espelho (Andrei Tarkovsky, 1975)

Filed under Comentários

Ensaio de um Crime (Luis Buñuel, 1955)

Só os primeiros seis minutos desta obra-prima do humor negro já deixariam qualquer filminho que tenta-brincar-com-a-morte-como-se-estivesse-projetando-imagens-de-pegapega-em-um-parquinho-infantil no chinelo: ainda enquanto criança, o bizarro protagonista de Ensaio de um Crime se mostra vislumbrado pela caixinha de música de sua mãe. Com … Continue reading

Comments Off on Ensaio de um Crime (Luis Buñuel, 1955)

Filed under Comentários

Paranoid Park (Gus Van Sant, 2007)

Jamais suportei o modo como a adolescência é tratada no cinema. Quase sempre chega-se com um pé na porta, uma câmera na mão, encontra-se um fundo falso multicolorido e pronto, o espectador dá de cara na parede, interrompido, permanecendo apenas … Continue reading

2 Comments

Filed under Resenhas