Tag Archives: nouvelle vague

Nas Garras do Vício (Le Beau Serge – Claude Chabrol, 1958)

Se em diversos filmes de Claude Chabrol o mistério residia em algum movimento da mise en scène (um plano sequência, geralmente, que elucida mais do que vemos: um interesse oculto), em Nas Garras do Vício o mistério é o de corpo presente. … Continue reading

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Ascensor Para o Cadafalso (Ascenseur Pour L’Echafaud – Louis Malle, 1958)

Ascensor Para o Cadafalso é um noir de acidentes. Não (apenas) na superfície dos fatos, mas na estrutura. Se partirmos da matriz americana, ele começa no terceiro ato; é quebrado, interrompido e invadido pelo espírito inconsequente da juventude francesa naquela … Continue reading

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La Jetée (Chris Marker, 1962)

Vinte e seis minutos que evocam, geram, dizem coisas num fluxo inacreditável. É um experimento dos limites da linguagem cinematográfica retirando exatamente aquilo que é seu atributo mais característico, o movimento das imagens – aqui são só fotos, e que … Continue reading

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O Homem Errado (Alfred Hitchcock, 1956)

Quando percebemos que, ao invés das tradicionais pontas que o diretor fez em quase todos os filmes, ele resolve aparecer logo no início, através de uma tomada bastante dramática dele em um dos cenários do filme apresentando-o, sob a alegação … Continue reading

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Weekend à Francesa (Jean-Luc Godard, 1967)

É mais do que saborosa a sensação de se assistir a uma obra-prima do Godard. E Weekend à Francesa proporciona isso em doses fartas, de degustação plenamente satisfatória. Uma viagem alucinante, apocalíptica, na qual o fanfarrão mergulha de cabeça num … Continue reading

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O Jogador (Jean Pierre Melville, 1956)

Onze anos antes de realizar um dos grandes filmes do cinema francês, Jean-Pierre Melville já experimentava a inusitada exposição sentimental das peças que compunham o submundo do crime francês – ingrediente principal de sua filmografia. O resultado deste promissor projeto … Continue reading

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Masculino, Feminino (Jean-Luc Godard, 1966)

É como se o Godard tivesse resolvido lançar um olhar realista em cima da juventude francesa às vésperas da revolução estudantil de maio de 1968, sem interferir dramaturgicamente e, principalmente, deixando de lado a habitual descontinuidade narrativa. Masculino, Feminino é … Continue reading

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O Samurai (Jean-Pierre Melville, 1967)

É estranho como toda a frieza e disciplina e metodismo do personagem parecem ter sido transmitidos a todo o filme como que por contágio viral. Ele é inteiro impregnado de uma beleza pálida, com as cores desaparecendo morrentes em cada … Continue reading

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Muriel ou o Tempo de um Retorno (Alain Resnais, 1963)

A primeira seqüência de Muriel ou o Tempo de um Retorno é uma colagem imprecisa de uma cena que se estilhaçou. Um quadro visto aos pedaços, rapidamente, como a fotografia de uma época cujo filme não tenha ficado tempo suficiente … Continue reading

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O Ano Passado em Marienbad (Alain Resnais, 1961)

Sem dúvida alguma o mais belo delírio visual da história do cinema. Tudo é limpo, simétrico, perfeito, imaculado; numa ordem tão impossível que contrasta brilhantemente com o caos na sobreposição de tempos, lembranças e imagens. Como centenas de peças de … Continue reading

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