Lua de Papel (Paper Moon – Peter Bogdanovich, 1973)

Por filmes como este que não sinto receio algum em colocar Bogdanovich no primeiro panteão dos diretores americanos de sua geração. Mágico, simplesmente. Bogdanovich alcança em seus filmes um tom de inocência e carinho tão grande que faz até mesmo imagens como uma criança fumando e trapaceando serem tão doces quanto um beijo ou o mais apertado dos abraços. E Lazslo Kovacs chutando bundas total, vai filmar assim na pqp.

4/4

Daniel Dalpizzolo

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O Lutador (The Wrestler – Darren Aronofsky, 2008)

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O Aronofsky abandonou aquele cinema cheio de maneirismos e tiques estéticos (sim, eu gosto de Requiém Para Um Sonho assim mesmo) nesse novo. A impressão que fica é que ele resolveu preocupar-se mais com o estado psicológico de seus personagens do que massagear seu ego de diretor-cult-fazedor-de-arte. Pois bem, mostra talento sendo mais comedido e, principalmente, objetivo. O Lutador dentre toda sua gama de complexidade psicológica, é, acima de tudo, um filme sobre o passado e o presente, sobre o velho contra o novo, sobre o esquecimento, sobre a solidão.

4/4

Djonata Ramos

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Billy Elliot (Stephen Daldry, 2000)

Há quem ache Stephen Daldry um diretor péssimo. Eu não acho, não depois de rever Billy Elliot. Tudo bem que Daldry é um poço sem fim de pretensão em As Horas. Tudo bem que Daldry é menos que um amador descontrolado no medíocre O Leitor. Mas o Daldry de Billy Elliot é um diretor concreto, de uma câmera precisa em cada um de seus reveladores planos gerais (inclusive os mais pretensiosos); é um cuidadoso diretor que monta em cena uma mágica presença como a de Jamie Bell em toda sua inquietude ambulante e dançante, num sem fim de números espetaculares, todos eles. Daldry pode ter virado um bosta, mas ainda pode haver solução, afinal ele começou com este filme excelente… Vai saber.

3/4

Thiago Macêdo Correia

 

ou:  Billy Elliot (Stephen Daldry, 2000) – Cassius Abreu

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X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine – Gavin Hood, 2009)

Muito, muito fraco… Comete basicamente os mesmos erros de X-Men 3: priorização da ação em detrimento da construção dos personagens. Gambit aparece apenas para umas acrobacias e umas caras e bocas, totalmente sidekick. Asséptico, comportado, enfim 100% recomendado para adolescentes de hoje. Vale pelo Jackman e pelo Liev e olhe lá, já que até a relação dos dois personagens foi esmagada pela intenção dos responsáveis por isto em oferecer cenas de ação duca…

1/4

Daniel Costa 

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Marcas da Violência (A History Of Violence – David Cronenberg, 2005)

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Logo no início do filme, quando Sarah, a filhinha de Tom, acorda gritando depois de um pesadelo, ela diz que: “havia monstros aqui”, e a cena que precede isso é a qual dois assassinos fazem uma chacina em um desses hotéis de beira de estrada, como se esse fosse o pesadelo que ela teve, como se eles fossem os monstros. E Marcas da Violência é isso, uma guerra sobre a lama, monstros matando monstros, e os respingos disso fazendo vitimas que não tenham nada a ver com a história. Na verdade o título original “history of violence” é perfeito, já que tudo não passa de uma espécie de conto de fadas invertido, onde ao em vez de ser uma história para se contar para crianças ninar, deveria ser lido por algum aspirante a bandido que esteja em alguma detenção infantil, como a Cinderela dos marginais. Já que o protagonista, o “herói” que é nos dado para torcer, é simplesmente o maior filho da puta do filme, e um dos melhores vilões da filmografia do Cronenberg.

O que há em Marcas da Violência é um confronto entre o que parece ser e o que realmente é, Cronenberg cria uma mística em torno de Tom Stall semelhante a que Clint Eastwood fez com Bill Munny, em Os Imperdoáveis. Ele torna um personagem comum, uma pessoa comum, dedicada a família, amigos, trabalho, etc… Em um ser alienígena, de estudo, daqueles que olhamos com desconfiança como se tivesse uma bazuca por de baixo da pele. Quando olhamos pra Tom enxergamos o tipo de cara que acorda no meio da noite para tranquilizar a filha depois de um pesadelo, que é recebido na rua por quem quer que seja sempre com um sorriso no rosto e uma entusiasmada saudação, que é idolatrado pela família como se fosse um herói e etc… Cronenberg filma Tom assim, filma da forma que Tom gostaria de ter sido, e ao mesmo tempo, sugestiona algo totalmente diferente. Cronenberg nos mostra a ilusão da vida perfeita, e depois nos lança para realidade violenta e podre. Ele torna Tom no herói modelo a ser seguido, e depois, inesperadamente, destrói toda a imagem que tínhamos criado até ali, nos dando apenas duas alternativas de como seguir o filme dessa hora em diante: torcer para que Tom se safe e continue com seu castelo ilusório que construiu até ali, ou que sofra as consequências por ser o que realmente é.

Tom não existe, apenas Joey. Torcer para ele é como torcer para a impunidade. É acreditar que um arrependimento moral (que não existiu também, apenas uma fuga covarde) seja o suficiente para livra-lo da pena de toda barbárie que já tenha cometido. Quando sua esposa descobre toda a verdade, de que no passado tinha sido um assassino covarde no qual sentia prazer em eliminar suas vitímas, ele alega que essa pessoa não existe mais, que tinha ido até o deserto, passado anos, até conseguir fazer seu último assassinato, – simbólico – de Joey. E isso na verdade cria vários paradoxos ideológicos para o personagem: Joey criou Tom para se dar uma nova chance, criou Tom para se livrar de Joey, dar o castigo que esse merece e continuar vivendo uma vida comum. Acontece que Tom foi criado para matar, e isso evidência todo o comportamento violento do personagem. Ele cria um assassino para acabar com outro. Ele acaba com a mente de Joey, que usou aquele corpo para todo tipo de violência, e coloca no lugar uma igualmente mente assassina, se não fisíca, pelo menos psicológica. Não interessa se é Tom ou Joey, ambos são igualmente assassinos e perturbados. E o fato de Tom (ou seja quem for) querer “matar” Joey, é equivalente a querer acabar com o remorso, o mínimo de castigo que ele deveria carregar consigo. O justo. Se o arrependimento fosse verdadeiro, o mínimo que poderia fazer é viver sendo Joey, lamentando o que fez, acordar suado a noite com pesadelos sobre suas vítimas, com as famílias que ele destruiu. Se não sofrer as consquências físicas, pelo menos as psicológicas. O seu suposto arrependimento foi o suficiente para ele se dar uma nova chance, achar que tinha o direito de começar uma nova vida, com uma nova família, e sair impune de qualquer ato que tenha cometido, e isso é a principal prova de que não existiu arrependimento, existiu um desgaste, uma vontade de levar uma outra vida, ele decidiu ser bom da mesma forma que antes decidiu ser mal, foi uma escolha sem muitas reflexões “agora eu sou bom, não vou mais matar e quero levar uma vida comum”. Acontece que não a volta depois que se puxa o gatilho, principalmente repetidas vezes. Ele merecia um castigo do qual se deu o luxo de esquecer.

Quando o passado surge a tona de novo, a fins de desmoronar toda a ilusão de vida que ele havia criado, Joey surge imediatamente do nada. Ele volta a matar, adere ao seu antigo comportamento assassino, entende talvez que aquelas pessoas merecem morrer. Mas merecem morrer por serem o que ele já foi (ou é)? Isso não importa, e Joey decide convenientemente reviver Joey, pelo menos as habilidades assassinas dele. Ele mata quem julga merecer morrer, principalmente se esses ousarem desestruturarem a família que ele levou tanto tempo para formar, a vida que lhe deu tanto trabalho para criar. Tom vira um alter ego e Joey uma identidade secreta, o homem para o trabalho sujo, e quando esse acaba, volta a ser novamente Tom livre dos remorsos e tudo mais. Acontece que Tom não existe, e quando ele deixa Joey tomar as redéas novamente, ele mesmo se da conta disso. A última cena, do jantar, ele voltando pra casa, não é apenas a melhor cena do filme – e que sintetisa o filme todo – mas sim a melhor da filmografia do Cronenberg, e uma das melhores do cinema. É Joey entrando em casa pela primeira vez (ok, sempre entrou, mas agora concientemente) e tendo que encarar pela primeira vez sua família sendo um assassino. E mais, tendo que encarar a família de mais uma de suas vítimas, já que Joey criou Tom, e Joey, da mesma forma, matou Tom. Tom não existe mais. Ele mata o marido da sua própria esposa e pai dos seus próprios filhos. Ele vê sua filha colocando um prato a mais na mesa para o assassino de seu próprio pai. Acaba com a família das pessoas que mais ama, e a expressão dele diante disso (aliás, o Viggo tá um monstro aquela hora) é de uma melancolia desesperadora.

Finalmente ele começa a sofrer as consquências, e as coisas tentendo a melhorar devido a desgraça interna que ele sofre. Já que não poderia existir justiça se não o sofrimento para ele. Ele é tão monstro quanto qualquer outro que tenha matado, e merece tudo aquilo, apenas se escondeu atrás de uma família convencional.

 

4/4

Thiago Duarte

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Sinédoque, Nova York (Synecdoche New York – Charlie Kaufman, 2008)

Meio difícil dizer que esse filme é ruim. Mas ele é. Ou melhor, não dá pra saber bem. Ele é a coisa mais pretensiosa do mundo, a idéia mais complexa…e também, a mais óbvia, pois todo mundo já deve ter pensado nisso, mas ninguém “fez” nada, não assim. Mas no final, parece um esforço vazio. Talvez esse tenha sido o objetivo do Kaufman e talvez, tendo alcançado, tenha sido perfeito. Não sei…

2/4

Thiago Macedo Correia

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Cinegame – FINAL

cinegame1ca7cinegame

O resultado do Game #8, o último desta temporada do CINEGAME, foi bastante conturbado. Primeiro anunciamos a vitória do Angelo, com 3 pontos de diferença em relação ao Thiago. Depois foi anunciado um empate, e até data e hora para o desempate entre os dois. Toda essa confusão se deu devido a erros na correção das 3 etapas que formavam o game final.

Tudo corrigido, e temos o resultado final. Se no ano passado ele amargou o segundo lugar, perdendo para o Vítor, dessa vez ele chegou lá. Por um ponto de diferença, Angelo é o campeão desta temporada do CINEGAME!

>> Confiram as contas feitas:

ETAPA 1: RESULTADO

Angelo = 20
Thiago = 20
Rafaéu = 11

ETAPA 2: RESULTADO

Angelo = 19
Thiago = 21
Rafaéu = 06

ETAPA 3: RESULTADO

Angelo = 09
Thiago = 06
Rafaéu = 05

Ranking Final:

1º Angelo – 48 pontos
2º Thiago – 47 pontos
3º Rafaéu – 22 pontos

final_angelo_campeão

Parabéns Angelo!!! Entre em contato via email, ou comentários, indicando quais os 3 DVDs você deseja, dos disponíveis na lista que encontra-se na aba do CINEGAME, ali em cima. Ah, e não esqueça de informar o endereço onde quer que sejam entregues.

Muito obrigado a todos pela participação, em especial aos finalistas Thiago e Rafaéu, por terem chegado até aqui, sem desistir no meio do caminho, como alguns fizeram. Essa foi a primeira temporada do CINEGAME fora do fórum Cinema em Cena, e cheio de erros e improvisos, fomos tentando adaptar a dinâmica do jogo, que já era sucesso por lá, ao Multiplot!, e acredito que deu muito certo.

Agradecimentos calorosos aos meus amigos Vinícius (Jack Bauer) e Luis Henrique (Forasteiro), que me ajudaram a realizar o game, principalmente enquanto estive ausente nas primeiras semanas.

E aguardem por novidades relacionadas ao CINEGAME, que tanto pode voltar, no ano que vem, com uma temporada de 2 meses, como pode virar um “plot” fixo aqui no Multiplot!, assim como eram os Tops!, Screenshots e Versus (os dois primeiros estão em férias por tempo indeterminado, já o terceiro volta na semana que vem, não percam). Mas isso só daqui a alguns meses. Continuem de olho no Multiplot!, o blog de cinema mais foda do qual eu tenho a honra de fazer parte (opa, é o único hehe)!

Rodrigo Jordão 

 

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Réquiem Para Um Sonho (Requiem for a Dream – Darren Aronofsky, 2000)

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Antes de qualquer pedra: 1.eu não tenho nada contra câmera esquizofrênica, desde que saibam usa-la, e, principalmente, QUANDO usar. 2. Eu não tenho nada contra intelectualismo travestido por narrativa ou estética moderna e etceteras, desde que saibam como fazer. 3. E, definitivamente, eu não tenho nada contra a implantação de algum estilo próprio que tenha como único objetivo alcançar algum requinte visual (ou audiovisual) ou simplesmente para ser usado como uma muleta narrativa cool (se tivesse, não adoraria o Tarantino, por exemplo), desde que isso seja interessante. Mas o que eu com certeza tenho contra é ter que aturar 1 hora e meia de filosofia vazia sendo filmada como se tivessem fazendo um remake de 2001 “dahora”, não na mensagem, mas na suposta pretensão de determinado assunto.

Essa porcariazinha que esse sujeito qual nome eu não estou afim de fazer um ctrl c,v, fez, é o exercício mais bizonho de inutilidade cinematográfica. Réquiem Para um Sonho é simplesmente nada. Ele finge ser tudo, mas não é porra nenhuma. Ou seja lá o que ele for, é muito pouco perto do que ele finge ser.

O que Réquiem Para um Sonho é? Um filme que trata apenas e exclusivamente das consequências do uso de drogas. Eu uso e vou ficar assim e blá,blá. O que Réqueim Para um Sonho pensa que é? Ha, muita coisa: pensa que trata da solidão, alienação emocional, deslocamento no mundo, etc. E é filmado de tal forma que faça você acreditar que realmente existe algo por trás de tudo isso, quando na verdade ele ta filmando o vazio.

Vou pegar exemplos práticos do que Réquiem Para um Sonho é, e o que ele finge ser: Jennifer Connelly e Jared Leto, estão os dois deitados em uma cama, e então o diretor resolve corta-los, fazendo duas perspectivas na mesma cena, a dela e a dele, e então é um desfile de câmera pelos corpos dos dois. Primeiramente há apenas um confronto de olhares, eles obviamente estão em uma sintonia emocional fantástica, os olhos falam mais que a boca, são dois seres que definitivamente tem muito o que dizer (o diretor sugestiona isso com sua câmera), e então, infelizmente, o silêncio é quebrado, e o que antes era sugerido pelos olhares, agora é transformado em poesia pelos jovens rebeldes. “você é a pessoa mais linda do mundo” diz ele, “você acha mesmo?!” retruca ela, “sim, sim… sei que nunca devem ter te dito isso, mas é o que penso” indaga o james dean contemporaneo, “não é isso, já me falaram… mas é que antes não significava nada. E agora que você falou, significa, sabe…?” Sabe? É… E depois vai a Jennifer Connelly pra frente do espelho, nua na parte de baixo, e levanta os braços deixando com que uma luz acolhedora branca tome conta do lugar. Cada um pode interpretar como quiser, uns podem achar que ela estava em um estado de libertação espiritual muito forte, mais ou menos quando a mente se separa do corpo, ela pôde se desprender dos elos carnais e se livrar, momentaneamente, dessa terra cheia de injustiças, podridões, e alienação (alienação) que nossa gravidade nos obriga a sermos prisioneiros. Um momento muito belo do cinema. Ou simplesmente levantou os braços para cima enquanto estava nua na parte de baixo, que foi tudo o que aquela cena me disse. Ta, eu sempre sonhei em ver os pelinho pubianos da Jennifer Connelly, mas tinha que ser assim? Mas ok, ta valendo.

Ou vamos voltar um pouquinho no tempo, quando Jennifer Connelly e Jered Ledo invadem um prédio. Eles vão para a cobertura desse, contemplar a linda vista e desprender suas mentes juntos. Depois desse exercício emocional, o diretor comete o erro (de novo, ou primeiramente, tanto faz) de deixar eles falarem, daí ela reclama dos pais, e ele retruca “po,mas teus pais são legais, eles te dão tudo” daí ela explica “ah, sabe, eles me dão comida, dinheiro,estudo, etc,mas não dão o principal, sabe? O principal” (sabe?), daí ele “hmmm, tu tem razão. Mas pq tu não pede pra eles (pais filhas da puta) abrirem uma loja pra ti fazer teus desenhos?” daí ela “ta louco, não quero depender deles pra nada” então ele tenta a ultima cartada “mas pq tu não trabalha então?” daí ela da o touché “pq assim eu não teria muito tempo pra ficar contigo” Óunnnnnn, fufis. O diálogo foi mais ou menos assim, mas não consegui transmitir a mesma elegância. Ou seja, já deu pra entender a merda de tudo. O diretor filma eles como se fossem aspirantes a John Lennon, como se tivessem um lado Freudiano onde suas indagações transbordassem por suas peles. É quase como se ele usasse patins para filma-los, e por certas vezes, confundisse a câmera com um violino, é tudo muito belo. A grande merda é ele não assumir seu filme simplesmente como um choque visual, mostrar as consequências e pronto, um braço podre, uma mulher espumando, uma garota sendo enrabada pra conseguir a droga, etc. A merda é que ele sugere algo mais, ele endeusa os personagens, e não faz nada pra que essa expectativa seja alcançada. Ah, e tem o negão também, mas desse não quero falar, mas ele tem um lance com a mãe e tal. Hmmm…

E, enfim, a Ellen Burstyn… Chega a ser triste ver o esforço que ela faz pra tornar tudo digno. Aliás, isso é o mais triste do filme. A atuação dela ta fenomenal, é a única que consegue demonstrar a fragilidade e sensibilidade que a personagem exige. Mas a câmera desse sujeito… Ok, ele prefere satirizar a personagem no começo, adotar um tom irônico com aqueles glup glup glup e os cacete, usar uma geladeira e televisão como vilões e tudo mais. Ele é um sujeito engraçado (mais ainda quando não resolve ser). Mas o sujeito não tem noção de quando parar, ou acalmar. Ele transforma a personagem em uma palhaça, não digna de pena, mas de indiferença. A Ellen se fode lá pra sentirmos pena, mas é só indiferença mesmo, ou risos (ok, até tem como sentir pena, mas não da personagem, mas sim da atriz). O cara parece um diretorzinho recém saído da escola de cinema que quer mostrar seu estilo “muderninho” de filmar, e acaba jogando toda as sutiliezas que certas partes exigiam pelo ralo, devido a esse egocentrismo babaca. É um cara que implanta um estilo bobo, que não serve pra porra nenhuma narrativamente, e fica ridiculo visualmente, só pra parecer legalzão. É daqueles filmes perfeitos pra colocar em perfil do orkut. Tudo que se trata com a personagem da Ellen Burstyn é uma muvuca, um troço feio, ruim de assistir. Ele estraga uma personagem ou atuação, sei lá, fantástica, devido a não ter a minima noção do ridículo. O filme parece aquelas festas infantis criadas por uma bagaceira que casa com um velho rico (aquelas com unhas gigantes vermelhas, vestido de oncinha e um sinal que parece um buraco negro no rosto) e agora que tem dinheiro, inventa de fazer tudo sozinha, cheia de palhacinhos e lingua de sogra (e pescaria com brindes). O filme é feio visualmente, e um nada no que se refere mensagem. Simplesmente não existe, é como se filmassem Todo Mundo em Pânico com Mozart no fundo.

Ah, ok, tem uma cena boa: quando as amigas da Ellen Burtyn vão até aquela clinica lá e encontram ela com os cabelos cortados, toda horrível etc, e depois muda pra elas no banco, chorando. A Ellen não fala nada, mas é comovente mesmo, e se esse tom fosse adotado desde o começo… Isso é um choque visual, apenas. Isso que ele devia ter se assumido,mas não…

E não quero terminar elogiando: o filme é uma grande bosta.

0/4
Thiago Duarte

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Depois do Vendaval (The Quiet Man – John Ford, 1952)

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Muitos conhecem o John Ford principalmente pelos seus inúmeros westerns, principalmente os filmes em parceria com John Wayne. E muitos dos aspectos ligados s seus filmes ambientados no velho-oeste são facilmente reconhecíveis, especialmente o que se convenciou de “persoangens fordianos”, além do apego as tradições. O que talvez muitos não saibam é que John Ford tinha fortes raízes irlandesas, e que muitas dessas características dos seus filmes vinham exatamente dessa descendência. E, depois de mostrar e delinear como se filmava o Momument Valley, em 1952, ele resolveu mergulhar fundo em suas raízes. O resultado: um filme que poderia se classificar como “aconchegante”.

Todos os persongens “fordianos” estão lá, só que, desta vez, em seu habitat natural. Isso acaba dando ainda mais veracidade e importância a história do filme, que ainda brinca com toda a história de fuga de traumas do passado, aliado à sempre interessante questão do filho que retorna a pequena cidade natal de sua família e é confrontado com as fortes tradições da região, sendo tratado como um forasteiro. E essa mistura gera um filme interessantíssimo em sua simplicidade, o que acaba sendo um contraponto interssante em relação as obras-primas do western filmadas por Ford. E muito dessa atmosfera bucólica e leve do filme é criada pelos atores. John Wayne como o personagem principal, Maureen O’Hara como a parte amorosa e impetuosa dele, Victor MacLaglen como o enfezado irmão de Maureen (e antagonista de Wayne), o colaborador habitual de Ford Ward Bond como o Padre Lonergan e Barry Fitzgerald como o beberrão da cidade, todos eles estão afiados como nunca, o que acaba rendendo inúmeras cenas divertidíssimas (especialmente nos últimos 20 minutos, onde o desfecho da história se dá justamente numa “briga de rua”).

Pode não ser um clássico como “Rastros de Ódio”, “No Tempo das Diligências” ou mesmo “O Homem Que Matou o Facínora”, mas “Depois do Vendaval” é o filmes mais pessoal e “fordiano” da carreira do diretor.

3/4

Adney Silva

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Game #8 – RESULTADO

– FINAL : EMPATE? –

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Depois de 50 dias (tirando os 16 de recesso, entre 28/04 e 15/05) de competição, envolvendo 8 games, mais 3 painéis de sorte, 10 participantes (alguns desistentes, outros eliminados), 2773 visualizações nos posts e 308 comentários, sobraram só 3 caras que estavam disputando a grande final.

Angelo, Rafaéu ou Thiago? Quem vai levar os 3 DVDs de prêmio para casa? Todos se perguntavam…

Mas, por ironia do destino, aconteceu o inesperado: Thiago e Angelo (depois de ser anunciada a vitória do Angelo, por 3 pontos) empataram, ambos com 48 pontos!

Porém, com uma revistada melhor nas 3 etapas, que eram cheias de nuances, e bônus espalhados por todos os lados, voltamos a não ter certeza se haveria mesmo um empate, ou se Angelo seria mesmo o vencedor, como anunciado anteriormente.

 

Confira como se deu toda a correção das 3 etapas (e entenda melhor a confusão da quase-vitória do Angelo, lendo os comentários):

– GAME #8 –

O oitavo jogo do CINEGAME foi dividido em 3 etapas, e a disputa foi acirrada entre os dois primeiros colocados, sendo que o terceiro correu por fora o tempo todo. Mas vamos devagar, mostrando o resultado de cada etapa.

 

– ETAPA 1 : GABARITO –

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A – Addams Family, The
B – Birdcage, The
C – Close Encounters of Third Kind
D – Driving Miss Daisy
E – Elf
F – Forgotten, The
H – Hellboy
I – It’s Alive
K – Kinky Boots (BÔNUS)
M – Mamma Mia!
O – One Flew Over The Cuckoo’s Nest
P – Pirates of the Caribbean
R – Raiders of the Lost Ark
S – Sin City
T – Toy Story
W – Willy Wonka & the Chocolate Factory

 

– RESULTADO –

Angelo e Thiago gabaritaram fácil essa prova. Só o Rafaéu que realmente foi mal, e não conseguiu acertar quase metade das letras da sopa. Angelo saiu na vantagem, por ter acertado, antes do Thiago, a letra na colher. O Thiago desperdiçou essa chance, já que postou antes do Angelo, porém dando um palpite errado. Rafaéu veio na rabeira e conseguiu o bônus de 2º lugar. Escorregada feia do Thiago… O ordem de envio por email foi Thiago/Angelo………………../Rafaéu. O Thiago por ter sido o primeiro a gabaritar, ganhou +3 pontos. Ficou assim:

Angelo Antonio Cordeiro
– Acertos: 15 >> 15 pontos
– Bônus:  3 + 2 = 5 pontos
TOTAL: 20 pontos

Thiago M. Cezimbra
– Acertos: 15 >> 15 pontos
– Bônus: 0 + 3 + 3 = 3 pontos
TOTAL:  21 pontos

Rafaéu Lopes
– Acertos: 8 >> 8 pontos
– Bônus: 2+1 = 3 pontos

TOTAL:  11 pontos

——————–

– ETAPA 2 : GABARITO – 

Nesta segunda etapa, pouco importava descobrir quais eram os filmes retratados pelos personagens no mosaico, já que eram todos muito fáceis. O interessante mesmo estava em tentar decifrar quanto “valia” cada quadradinho. Rafaéu não pôde participar desta etapa (que foi toda feita via comentários) e ficou com uma tremenda desvantagem devido a isso, em relação aos outros dois, praticamente anulando sua participação no último game. Depois de 24 hrs de espera, Angelo foi autorizado a “furar a fila” e passar a vez, que era do Rafaéu, e assim ele e o Thiago encerraram a etapa em poucos minutos.

As apostas feitas para cada figura poderiam valer +3 pontos, -1 ponto, ou simplesmente nada. Angelo preferiu não arriscar muito, e apostou no Dado 1 em todas as figuras (já que só perdia ponto se você indicasse um número menor que aquele que estaria “atrás” da figura), e acabou achando o “Coringa”. Thiago foi mais ousado, e acabou se dando bem com isso. Já no Bônus por envio mais rápido, via email, só o Rafaéu conseguiu gabaritar. Vejamos:

– RESULTADO –

a) Respostas enviadas via comentários. (Todas corretas. Entre parênteses está o valor adquirido em cada “aposta”):

>> THIAGO:

4- Hellboy, dado 1 (0)
12- Homem Aranha 2, dado 3 (-1)
13- Matrix, dado 2 (+3)
10- Daredevil, dado 1 (+3)
19- Rocky IV, dado 1 (0)
24- Elf, dado 2 (-1)
18- Blade – O Caçador de Vampiros, dado 1 (0)
21- Napoleon Dynamite, dado 1 (+3)
22- Aeon Flux, dado 1 (0)
16- Hellraiser, dado 1 (+3)
17- Cassino Royale, dado 1 (+3)
23- Star Wars, dado 1 (0)

TOTAL = 16 PONTOS

>> ANGELO:

8 – Toy Story, dado 1 (+3)
1 – O Estranho Mundo de Jack, dado 1 (0)
2 – Kill Bill, dado 1 (+3)
7 – Gremlins, dado 1 (+3) CORINGA
3 – O Guia do Mochileiro das Galáxias, dado 1 (0)
5 – Piratas do Caribe, Baú da Morte, dado 1 (0)
9 – Harry Potter, dado 1 (0)
6 – Sin City, dado 1 (+3)
11 – O Último Samurai, dado 1 (0)
14 – O Exterminador do Futuro, dado 1 (0)
15 – A Batalha de Riddick, dado 1 (0)
20 – Austin Powers, dado 1 (0)

TOTAL = 14 PONTOS

>> RAFAÉU:

Não participou.

 

b) BÔNUS 1 (Eles tinham que relacionar a 1ª com a 2ª etapa. Haviam 5 relações. Qualquer erro nesta etapa significava -1 ponto):

GABARITO:

ELF
HELLBOY
PIRATES OF THE CARIBBEAN
SIN CITY
TOY STORY


ANGELO:  2 pontos

Recebido em 03/06/2009 20:42

Pirates of the Caribbean
Sin City
Elf

1+1+1-1 = 2

THIAGO: 3 pontos

Recebido em 03/06/2009 22:25

Elf
Hellboy
Pirates of the Caribbean
Sin City

1+1+1+1-1 = 3

RAFAÉU: 5 pontos

05/06/2009 10:16

HELLBOY
PIRATAS DO CARIBE 2
SIN CITY
TOY STORY
UM DUENDE EM NOVA YORK

1+1+1+1+1 = 5


c) BÔNUS 2 (por envio mais rápido, via email – não havia bônus para quem gabaritasse):
1º – Angelo = 3 pontos
2º – Thiago = 2 pontos
3º – Rafaéu = 1 ponto
 
  

 TOTAL DE PONTOS – ETAPA 2:

1º THIAGO = 21 PONTOS
2º ANGELO = 19 PONTOS
3º RAFAÉU = 6 PONTOS

 

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-ETAPA 3 : GABARITO –

08_GAME8c1_corrigido4

A terceira etapa teve erros em sua confecção (assim como a cruzadinha, na 4ª semana de games), que foram corrigidos depois dela publicada. E nesta etapa, o bônus valia ouro, já que só o primeiro a descobrir que filme estava nos quadradinhos amarelos ganhava-o. E Angelo foi mais rápido.

– RESULTADO –

Angelo Antonio Cordeiro
– Acertos: 6 >> 6 pontos
– Bônus:  3 pontos
TOTAL: 9 pontos

Thiago M. Cezimbra
– Acertos: 6>> 6 pontos
– Bônus: ZERO pontos
TOTAL:  6 pontos

Rafaéu Lopes
– Acertos: 5 >> 5 pontos
– Bônus: ZERO pontos

TOTAL:  5 pontos

 

 

————————-

>> Ainda não está definido o resultado final. Ainda hoje, veremos se Angelo venceu mesmo, ou se houve empate. Estejam aqui às 20:30 hrs para o resultado definitivo. 

 

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