


Foi exatamente a partir desses poucos mais de uma hora e meia de filme que se iniciou esse movimento. E devo dizer que esse é um dos maiores exemplos da velha máxima de que é a partir das limitações que aparece a criatividade. A partir de uma premissa até certo ponto simples, além de um orçamento bastante reduzido, Melvin Van Peebles nos traz uma das coisas mais originais que se passaram no cinema. Através de colagens de inúmeras referências e técnicas (filmes de perseguições, policiais, noir. superposições, imagens congeladas, telas divididas, etc..), o diretor, ator principal, roteirista e principal produtor nos extrega um filme que antecipa muito do que vemos no cinema atual (inclusive muitos dos cacoetes utilizados por Tarantino, por exemplo, que já declarou ser um grande fã do gênero – Jackie Brown comprova isso), mas utilizados de forma a complementar o produto principal. Sem falar que aqui o material é extremamente constetador, como era de praze com o conflito racial que acontecia na época.
Mais do que um filme, ele é um manifesto!
4/4
Adney Silva
One Response to Sweet Sweetback’s Baadasssss Song (Melvin Van Peebles, 1971)