Jornada nas Estrelas (Star Trek – Robert Wise, 1979)

Aos 30 anos de idade, é impressionante constatar como este primeiro filme sobrevive a uma certa indiferença (quando não ojeriza) por parte da crítica e também dos fãs. Alguns até dizem que este filme pode até ser sci-fi, mas não é, de modo algum, Star Trek, o que é absurdo.

É impressionante constatar também que, ao completar 3 décadas de vida, Jornada nas Estrelas – O Filme, permanece, intacto, como um padrão que foi estabelecido em termos de estética para os filmes da série que se seguiram. É notável o quanto Wise explora todo e cada cantinho do quadro de 2,35:1 mostrando que, se Trek se deu bem na TV, seu destino e objetivo final era, sem dúvida, o cinema, mesmo com toda a motivação mercantilista da Paramount em levar a série para a tela grande.

Mas não é só… ao abordar a idéia de um ser com um nível de consciência avançadíssimo, definitivo, criado pelo limitado ser humano, Jornada nas Estrelas – O Filme mostra a que veio, discursando que a ficção científica era relevante e podia permanecer adulta, contemplativa em uma época em que blockbusters de verão começavam a pipocar, auxiliado por uma trilha sonora estupradora, a MELHOR já composta pelo mestre Jerry Goldsmith, audaciosamente indo onde nenhum filme de sci-fi jamais esteve, exceto por Kubrick e Tarkovski, que já chegaram lá…

4/4

Daniel Costa

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Eu Te Amo, Cara (I Love You Man – John Hamburg, 2009)

O que de melhor eu posso dizer a respeito da idéia de Eu Te Amo, Cara é que é genial. Porque de certo modo, o John Hamburg conseguiu (re)inventar um gênero, usando os mesmos signos e vícios, mas soando completamente novo e original. Ou seja, ele conseguiu ser inovador e atingiu a plenitude da interação com a platéia, já que qualquer um que veja o filme (principalmente os machos escrotos) irá se identificar com os momentos de “amor” entre Sidney e Peter.

Fora a originalidade, cabe dizer que Paul Rudd é dos caras mais engraçados do mundo. E que esse Jason Segel será o novo Seth Rogen. E que a nota que eu estou dando pro filme não é muito válida, porque passei metade da sessão com as mãos na cara, tamanha a vergonha alheia que eu sentia do Paul Rudd. E que eu quase tive que sair do cinema, caso eles não dessem uma pausa nas piadas incessantemente geniais. E que “you two are my best friends…you and Hank Marducas!” é a piada previsível mais engraçada do mundo!!!

Um dos filmes mais engraçados e bem escritos que vi nos últimos anos.

3/4

Thiago Macêdo Correia

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Screenshots! – Jornada nas Estrelas (Robert Wise, 1979)

Daniel Costa

Às vésperas do lançamento do novo filme da série (que na verdade é um reboot), o Multiplot orgulhosamente apresenta imagens estonteantes do original de 79, onde tudo começou (no cinema), audaciosamente indo onde nenhum blog jamais esteve…

“Clique nas imagens para ver em tamanho original:

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Cinegame – Recesso

Fala galera! Como o Enxak disse nos comentários do Game #4, o Cinegame entra em recesso por duas semanas e só volta no dia 15 de maio. Com o problema de drogas do Enxak ter se tornado inegavelmente evidente na última prova, ele vai tirar um tempo pra desintoxicação.

As respostas do game #4 ainda devem ser entregues até amanhã (quarta-feira), 23:59.

Além disso, essa quarta é dia de Screenshots, não percam.

Falou!

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MOSCA 5

A MOSCA 5 – Mostra Audiovisual de Cambuquira-MG está com as inscrições abertas para os curtas-metragens interessados em participar da mostra até o dia 08 de maio.  São aceitas obras de até 30 minutos realizadas em qualquer formato e concluídos a partir de janeiro de 2007. A inscrição deve ser feita através do site www.mostramosca.com.br. Os vídeos selecionados serão votados por um júri popular. A MOSCA acontecerá entre os dias 15 e 19 de julho, com entrada gratuita para o público e atividades paralelas às exibições dos filmes, como debates, oficinas e exposições.

A MOSCA é uma mostra audiovisual que acontece anualmente, desde 2005, no Espaço Cultural Sinhá Prado, em Cambuquira, e promove o encontro do curta-metragem e de seus realizadores – ansiosos por exibir e discutir seus trabalhos, com espectadores ainda mais ansiosos por oportunidades culturais e de entretenimento na área de cinema. A mostra busca se firmar no circuito de mostras de cinema como um evento inteligente e popular, fazendo conexão entre o público e a produção nacional.

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Solaris (Solyaris – Andrei Tarkovsky, 1972)

“Só me interessa a verdade. Não posso guiar-me por impulsos da alma. Não sou poeta.”

Mais uma tour de force de quase 3 horas. E quando se fala de Tarkovski é a duração sentida na pele mesmo, cada minuto é de fato um minuto. E aqui o Tarkovski-way me deixou um pouco de saco cheio… Toda a primeira parte do filme, apesar de decorada com imagens saídas de sonho, diálogos fantásticos e exposição de plot que atiça a curiosidade do verdadeiro cinéfilo, é complicada de acompanhar, já que o Tark não está nem aí para a paciência do expectador e dá-lhe sequências inteiras de 5 minutos em que nada acontece, exceto o sono pesado por parte de quem se aventura a assistir.

Mesmo assim, nesta primeira parte Tark acaba sendo bem sucedido ao aprontar o mote do que virá. Chris Klein, o psiquiatra pragmático e cético terá a oportunidade de fazer o que qualquer ateu fundamentalista sonha mas não consegue levar a cabo: pôr fim à crença naquilo que transcende a compreensão (limitada) humana. Mal sabe ele que seu juízo será colocado à prova quando ele chegar na estação na órbita do planeta título e se deparar com sua própria consciência, intensificando sua crise existencial já profunda quando o filme tem início.

Solaris, da mesma forma como Stalker, discursa em favor da crença, da fé. O incrédulo (aqui protagonista) sofrerá o diabo a menos que reconheça a sua pequenez e assuma que a sua incredulidade responde dúvidas até a primeira esquina. Dali em diante, ou ele crê ou ele pira.

Tecnicamente falando o filme é aquele desbunde que se espera do Tarkovski e que ele entrega com a eficiência de sempre. O filme cresce assustadoramente quando Kelvin finalmente chega na Estação Solaris e o que se segue é quase um filme de terror com vultos passando, silêncio inquietante, um clima realmente assustador. Mas não pára aí. Os personagens da Estação representam as concepções de mundo de uma humanidade em crise. Uma crise da verdade, onde o relativismo dita as regras; uma crise do pragmatismo, onde a busca pelo conhecimento em todos os seus níveis é sacrificado pela demanda de um resultado concreto, palpável, crível. E, por fim, uma crise onde o homem se mostra totalmente incapaz de lidar com todas as camadas do universo que o cerca e que o forma.

Li em algum lugar que Solaris era um “ensaio” para o que viria a se tornar Stalker. Depois de vê-lo, concordo plenamente, para o bem e para o mal. Solaris vai pegando pelas bordas, como um gourmet que começa a apreciar sua refeição pelas beiradas; Stalker vai no ponto nevrálgico da questão. E esse “ensaio” poderia muito bem explicar a falta de ritmo da primeira parte do filme… Ou talvez tenha sido o meu sono mesmo que interrompeu o processo de total imersão no filme… Quem sabe o filme não cresce na revisada?

3/4

Daniel Costa

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Cinegame – Game #4

Cruzadinhas

*clique na imagem para ver em tamanho original

Como podem ver, o game dessa semana trata-se de palavras cruzadas. O assunto, óbvio, é cinema, em todos os quadradinhos. Cada acerto vale 5 pontos.

BÔNUS: Como podem perceber, há alguns quadradinhos, na diagonal, de cor cinza, e uma imagem no meio da cruzada. Há o título de um filme nesses quadrados cinzas. É o “filme secreto”. O primeiro a matar o título, e postar aqui nos comentários, ganha +25 pontos de bônus. O segundo ganha +10 e o terceiro +5 pontos.

ATENÇÃO:

Veja como a cruzadinha deve ser respondida:

> São 29 ítens, mais o filme secreto, que formam a cruzadinha. Como obviamente (acho) ninguém vai se dispor a imprimir isso e responder à mão e nos mandar a resposta scaneada, as respostas devem ser enviadas da seguinte forma:

Errata: onde consta “21 Vertical: ___Feratu” se trata, na verdade, da 22 vertical.

HORIZONTAIS:

01. XXX
07. XXX
08. XXX
09. XXX
10. XXX
13. XXX
15. XXX
16. XXX
17. XXX
19. XXX
20. XXX
21. XXX
23. XXX
24. XXX
25. XXX
28. XXX
29. XXX

VERTICAIS:

01. XXX
02. XXX
03. XXX
04. XXX
05. XXX
06. XXX
07. XXX
11. XXX
12. XXX
13. XXX
14. XXX
18. XXX
22. XXX
25. XXX
26. XXX

As respostas devem ser enviadas para: multiplotcinema@gmail.com
Prazo final: quarta-feira, 23:59.

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Versus! – Resultado

Quentin Tarantino 12 x 6 Irmãos Coen

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Cinegame – Game #3 – RESULTADO

Sopa de Letrinhas

Recuperando-se da liderança tripla da 2ª prova, o Cinegame agora possui 1ª, 2ª e 3ª posições distintas. Importante dizer também que dois concorrentes não participaram desta prova: Faéu Lopes e Fabiano Augusto, e que Francielly Pierre está chegando agora como a 10ª participante do Cinegame (ainda há 5 games pela frente e o Rodrigo tem uma mentezinha diabólica, não desistam).

O 4º game será postado amanhã, por volta das 20:30, como sempre. Esteja por aqui, o bônus pode fazer a grande diferença.

– GABARITO –

A – AMERICAN GRAFFITI
C – CHINATOWN
F – FOOTLOOSE
G – GARFIELD
I – I ESCAPED FROM DEVIL’S ISLAND
J – JUNO
K – KING SOLOMON’S MINES
N – THE NEW WORLD
O – THE OMEN
S – SHE-DEVIL

BÔNUS: B – BEAVIS AND BUTTHEAD DETONAM A AMERICA

– RESULTADOS –

– Thiago M. Cezimbra

– Acertos: 10 – 50 pontos (GABARITOU A PROVA)
– Bônus: 25 pontos
TOTAL: 75 pontos

– Angelo Antonio Cordeiro

– Acertos: 9 – 45 pontos
– Bônus: 5 pontos
TOTAL: 50 pontos

– Emely Jensen

– Acertos: 10 – 50 pontos (GABARITOU A PROVA)
TOTAL: 50 pontos

– Lucas Duarte

– Acertos: 9 – 45 pontos
TOTAL: 45 pontos

– Jefferson Ribeiro

– Acertos: 4 – 20 pontos
– Bônus: 10 pontos
TOTAL: 30 pontos

– Marcos Cad

– Acertos: 6 – 30 pontos
TOTAL: 30 pontos

– Francielly Pierre

– Acertos: 6 – 30 pontos
TOTAL: 30 pontos

– Nothingman

– Acertos: 2 – 10 pontos
TOTAL: 10 pontos

– RANKING da Prova –

1º – Thiago M. Cezimbra – 75 pontos

2º – Angelo Antonio Cordeiro – 50 pontos
Emely Jensen – 50 pontos

4º – Lucas Duarte – 45 pontos

5º – Jefferson Ribeiro – 30 pontos
Marcos Cad – 30 pontos
Francielly Pierre – 30 pontos

8º – Nothingman – 10 pontos

– RANKING GERAL –

1º – Thiago M. Cezimbra – 280 pontos

2º – Angelo Antonio Cordeiro – 255 pontos

3º – Lucas Duarte – 250 pontos

4º – Jefferson Ribeiro – 195 pontos
Marcos Cad – 195 pontos

6º – Emely Jensen – 150 pontos

7º – Nothingman – 145 pontos

8º – Faéu Lopes – 135 pontos

9º – Fabiano Augusto – 80 pontos

10º – Francielly Pierre – 30 pontos

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Versus! – Quentin Tarantino vs Irmãos Coen

A 2ª edição do Versus traz dois dos nomes mais importantes e apaixonantes do cinema contemporâneo, inspiração de fãs no mundo todo. Pra quem chega agora, ou não lembra como funciona, a gente explica de novo:

Os redatores dão os seus votos, as suas justificativas/comentários (caso queiram), e fica a parcial da equipe do Multiplot!. No entanto, queremos a sua ajuda, e você vai poder votar até as 19:59 de sexta-feira, sendo postado então o resultado final entre a combinação de votos da equipe e dos leitores. Ok? Espaço aberto nos comentários pros votos, argumentos e xingamentos da pior espécie. Participem!

Quentin Tarantino vs Irmãos Coen

Daniel Dalpizzolo – Tarantino

Porque os irmãos Coen jamais chegarão perto de promover um evento da grandeza de Kill Bill.

Adney Silva – Tarantino

Enquanto os Coen só conceberam uma obra-prima, Barton Fink (não sou fã de Fargo, Onde os Fracos Não têm Vez é “apenas” muito bom – apesar de ser o melhor dentre os concorrentes do Oscar daquele ano, e ainda não vi “Queime Depois de Ler”), Taranta redefiniu parte do cinema contemporâneo ao salpicar suas obras com trocentas referências típicas de um rato de locadora que ele sempre foi.

Djonata Ramos – Irmãos Coen

Apesar de concordar em partes com o Daniel, já que se eu for comparar Kill Bill com qualquer filme dos Coen, o Taranta leva vantagem, tenho que discordar quando diz que os irmãos “jamais chegarão perto” já que ao meu ver, já chegaram muito perto sim. No entanto, eu fico com os irmãos, pela simples contagem de obras-prima: Tarantino tem duas (Kill Bill e Cães de Aluguel) e os Coen tem 6 (Onde os Fracos Não Têm Vez, O Grande Lebowski, Fargo, Gosto de Sangue, Queime Depois de Ler e Barton Fink).

P.S. tomara que dê empate. :B

Thiago Duarte – Tarantino

Esse é foda mesmo. Kill Bill bate com Barton Fink. Cães bate com No Country. Death Proof com Queime Depois de Ler. E daí tem Jackie Brown que eu nem curto tanto (mas apenas se comparado aos outros dele), enquanto que os Coen ainda contam com O Homem que Não Estava Lá, Ajuste Final, Lebowski, etc. Seria os Coen, com certeza, se o Tarantino não tivesse feito uma das melhores coisas do mundo, que se chama Pulp Fiction. Daí não tem pros irmãos.

Cassius Abreu – Irmãos Coen

Porque mesmo quando se repetem são igualmente – ou até mais – eficazes e inteligentes do que na primeira vez.

Pedro Kerr – Tarantino

Até um diretor conseguir emplacar algo da grandeza do que ele já fez vai demorar décadas. Mas bom, os Coen chegaram perto, mesmo, mas simplesmente não tem como.

PARCIAL da Equipe:
Quentin Tarantino 4 x 2 Irmãos Coen

RESULTADO

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