It – Uma Obra-Prima do Medo (It – Tommy Lee Wallace, 1990)

Um homem aparentemente feliz janta tranqüilo com sua família. O telefone toca, ele levanta e vai atende-lo.  A expressão que antes era de alegria e de tranqüilidade é substituída por uma palidez e tremedeira. Gaguejando (coisa que não fazia até atender o telefonema) ele mal consegue responder a voz do outro lado que insiste em lhe falar “Ele voltou, Richard”. Considerado por muitos como uma das melhores adaptações do escritor norte americano Stephen King, It – Uma Obra-prima do Medo, conta á história de oito pessoas que enfrentaram seus maiores temores quando criança e precisaram voltar a faze-lo mais uma vez agora, já adultos e com familia. 

It (a coisa), é um ser alienígena, que, ironicamente, usa a forma de um palhaço para atacar impiedosamente criancinhas. A criatura escolhe a pacata cidade de Derry, no Maine, para palco de suas atrocidades.  Nessa pequena cidade, oito crianças se vêem vulneráveis a esse ser, e sabendo do fim trágico que certamente lhes reserva, as crianças resolvem então se unir, sabendo que esse seria o único jeito de terem alguma chance contra a impiedosa criatura. Nesse aspecto, o filme tem certas semelhanças com outra obra de Stephen King, “Conta Comigo”, no qual a amizade e a confiança são as únicas armas capazes de vencer as dificuldades (e um estilingue). As crianças saem vitoriosas do confronto, mas não conseguem exterminar a criatura por completo, apenas a ferir, e ali mesmo, todos fazem um juramento, que se um dia “a coisa” retornasse, eles se uniriam novamente e a enfrentariam mais uma vez.

Trinta anos depois dos acontecimentos que traumatizaram a todos, a criatura volta a cidadezinha fazendo de vitima uma nova criança. Michael Hanlon, único dos oito amigos que continuou a viver na cidade, telefona para todos os outros os lembrando do juramento que haviam feito trinta anos antes. E é nesse momento, que todos os seus traumas que pareciam estar superados ou ocultos, vão á tona novamente, fazendo assim com que todos voltem a relembrar as terríveis experiências que tiveram com “a coisa”.

Como na maioria dos filmes que são baseados nas histórias de Stephen King, esse aqui também usa como bengala o terror psicológico de seus personagens, e pelo fato de inicialmente ter sido feito para ser uma mini-série de televisão, eles puderam investir bastante no desenvolvimento do medo de cada um deles, fazendo assim com que todos os personagens tenham um papel igualmente importante no filme. Outro ponto alto é Pennywise, a criatura que aterroriza as crianças. Encarnado na medida certa pelo nem sempre brilhante Tim Curry, aqui ele faz uma atuação que beira a perfeição, com um misto de palhaço bonzinho e engraçado, ele muda radicalmente para uma expressão aterrorizadora (graças também, a ótima maquiagem).

 Mas o filme não é perfeito, ele falha vergonhosamente em seu final, culpa do Stephen King e também do diretor. Como havia dito antes, o ponto alto do filme é justamente o terror psicológico e a aparência excêntrica do palhaço It, e o que estraga o final é justamente acabarem com os dois. Quando o clímax chega, e os amigos já adultos voltam a enfrentar a criatura, só que dessa vez em sua verdadeira forma, é decepcionante. A história fica comum, como inúmeras que tem hoje em dia. Todos partem pra porrada em cima de uma criatura que é constrangedoramente ridícula, muito mal feita até para os padrões da época. Sem esse defeito, certamente esse seria um dos melhores filmes de terror já feito. É claro que o defeito é mínimo (pelo menos pra mim) se comparado a todos os acertos. Mas é broxante saber que o filme poderia ter se transformado realmente em uma obra-prima, assim como o titulo rotula. Mas a culpa disso não é apenas do diretor, o maior erro vem da fonte onde foi inspirado, o erro foi da megalomania do Stephen King em tentar fazer um confronto histórico quando o melhor era deixar que as coisas seguissem o caminho que estavam tendo.

 Mas no geral, o filme ainda é um dos melhores do gênero, e o melhor a fazer é encarar o final como uma mera escorregada. Nenhum filme é perfeito, mas que esse aqui chegou perto, chegou.

3/4

Thiago Duarte

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Cinegame – Game #8 [Etapa 3]

– Final – 3ª Etapa –

E chegamos à etapa final do último game desta temporada do CINEGAME. Ufa! Sem me extender demais, vamos direto ao que vocês, finalistas, devem fazer, e pronto.

 

Fechando o Game #8, nada melhor que lembrarmos da querida e muito bem sucedida “Cruzadinha”, o 4º game desta temporada, hahahaha…

Como eu disse anteontem, e voltei a dizer ontem, as etapas se interligam. Essa última etapa consiste simplesmente em preencher essa cruzadinha com títulos de filmes que figuraram aqui, deste a 1ª etapa, pura e simplesmente. O desafio está em conseguir encaixá-los corretamente,e em descobrir quais são os seis filmes (desconsiderem o filme 5, só percebi o erro nele agora, e é tarde demais para confeccionar uma nova imagem para a prova… É a maldição das cruzadinhas hahahaha).

É, eu disse seis. Mas se você prestar bastante atenção, há espaço para um sétimo, bem ali, com quadradinhos pintados de amarelo, e com discretos pontos de interrogação azuis. Ali está o filme secreto (remetendo láaa ao princípio, quando fizemos o “13 Filmes e 1 Segredo“, lembram?). Há um estranho aí no meio, que não apareceu em nenhuma das etapas anteriores, e que vocês terão que descobrir qual é, pesquisando entre os bilhões (ou trilhões, ou quatrilhões, sei lá) de filmes já realizados até hoje, qual se encaixa perfeitamente ali.

Detalhe muito importante: Todos os filmes deverão ser pensados com o seu título original, e não em português. Isso também vale para o filme “estranho”.

Enviem as respostas, via email, da seguinte forma:

1. XXX
2. XXX
3. XXX
4. XXX
5. …
6. XXX
7. XXX

PRAZO FINAL: As respostas (cada acerto vale +1 ponto, cada erro -1 ponto), com os 6 títulos, devem ser enviadas via email até amanhã, sexta (05/06), às 20:30 hrs.

BÔNUS: O primeiro a matar qual é o filme “estranho”, deverá postar aqui nos comentários o título dele, levando, na hora, +3 pontos de bônus. E só o primeiro a acertar leva esse bônus, mais ninguém (lembrando que cada participante só pode chutar uma única vez). O prazo é o mesmo da etapa toda.

É isso aí. Agora é pra valer: Boa sorte ao finalistas, e até segunda-feira, quando saberemos finalmente quem é o grande vencedor do CINEGAME!

PS: A Etapa #2 continua rolando, não deixem de completá-la.

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Sinais (Signs – M. Night Shyamalan, 2002)

Um cara que consegue se aproveitar de uma invasão alienígena para fazer um filme sobre a manifestação da fé, sobre a constatação de que há algo por trás disso tudo, tem que ser, ao menos, levado em consideração, com alguma atenção. Hoje, é meu filme preferido do Shy. Mas, estranhamente, sempre fico com essa sensação, ao rever qualquer um de seus filmes (excluindo aí, A Vila e A Dama Na Água). Aquela constatação final, do personagem do Gibson, assim como sua conversa com o irmão, na metade do filme (“estamos sozinhos”), enchem meus olhos de lágrimas e arrepiam os pêlos dos meus braços, sensação genuína e cada vez mais escassa na contemplação do que quer que seja. O que surpreende são aqueles que preferem se preocupar com o aspecto do E.T digital, ou na inteligência do bicho, em invadir um planeta cheio de água (pelos motivos que os que já viram o filme sabem bem porque). Esse sim é do tempo em que o Shyamalan não era superestimado à toa.

Não que eu considere Fim Dos Tempos ruim, muito longe disso, o considero um dos melhores dele, Fim dos Tempos é uma retomada, porque para mim a carreira do Shy chegou a seu ápice com Sinais, aí ele enlouqueceu com as três primeiras obras, todas primas (dane-se, para mim os três primeiros são obras-primas) e fez dois filmes para mostrar aos outros o quanto ele era foda, da forma mais forçada possível, e sem obter sucesso na tentativa, claro. Só então caiu na real, e saiu Fim dos Tempos, sua quarta obra-prima. E que venham mais duas, até ele pirar novamente.

4/4

Rodrigo Jordão

ou: Sinais (M. Night Shyamalan, 2002) – Luis Henrique Boaventura – 4/4

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Cinegame – Game #8 [Etapa 2]

– Final – 2ª Etapa –

Ontem, como viram, a primeira etapa remetia a um game que já aconteceu aqui, e nesta segunda etapa, as referências a games que rolaram nesta temporada do CINEGAME continuam.

ETAPA 2_FINAL

Isso te lembra o “Mosaico”? Ou o “Dos Pés à Cintura”? Certo, lembra os dois, mas não fica por aí. Além disso, essa segunda etapa terá resquícios brabos do temido e polêmico “Painel”.

Um detalhe importante: O finalista Thiago, por ter conseguido terminar o Game #7 na liderança do ranking, terá a regalia de ser uma espécie de “líder” nesta etapa.

Vejam como vai funcionar:

– O líder deverá forma uma fila com os demais 3 participantes, sendo que ele é, necessariamente, o primeiro dela. Ou seja, ele deve indica quem será o 2º e o 3º a participarem desta etapa, via comentários (o Lucas desistiu, portanto serão só 3 apartir de agora);

– Toda esta etapa acontecerá via comentários;

– O líder Thiago deverá então começar a brincadeira, que é muito simples: Identificar a qual filme se refere cada um dos 24 quadradinhos com fotos de personagens, fragmentados ou não;

Cada participante, começando obrigatoriamente pelo líder, deverá dizer, num único comentário, o título de no máximo 3 filmes de uma vez (no máximo, podem dizer só um ou dois se não souberem). E junto a isso, ele deve indicar ao próximo da fila, qual número (cada figura contém um número, de 1 a 24) ele quer que o participante seguinte decifre. O próximo da fila precisa responder, e adcionar mais duas escolhas próprias. Se ele não souber, ou errar, perde -1 ponto. A mesma coisa ele deve fazer com o terceiro da fila, e assim sucessivamente, voltando ao 1º da fila, até que os 3 participantes terminem o quadro, decifrando todos os títulos dos 24 filmes;

– Cada acerto vale +1 ponto;

– Além dessa vantagem de ser líder e poder escolher os 3 primeiros filmes (certamente os mais fáceis, garantindo os 3 pontos), o Thiago terá uma outra regalia: Quando o 3º da fila for participar, ele não terá o direito de indicar um número para o líder;

– Atrás de cada uma das 24 cartas, há um segredo. Não, não há Mulher Gato, Nem Salieri, nem Robin-Hood. Mas há dados. Alguns com o número 1, outros com o número 2, e outros com o número 3. Junto com cada resposta, o participante deverá indicar que número do dado aposta naquela figura, por exemplo: Figura 2, dado 2. Caso ele acerte na mosca, e por trás daquela figura estiver o dado 2, ele ganha +3 pontos. Se houver o dado 1 (menor que 2), ele perde -1 ponto. Se houver o dado 3 (maior que 2), ele não perde nada. Ou seja: Igual, ganha +3 pontos / menor, perde -1 ponto / maior, não perde nem ganha;

– Mas há um detalhe: Somente 23 das figuras contém dados. Uma delas contém um Coringa, valendo +3 pontos àquele que tiver a sorte de pegá-lo.

– O prazo para terminar essa etapa encerra-se na sexta-feira, às 20:30 hrs. Como foi explicado anteriormente, é muito importante que a ordem na fila seja respeitada. Furar a fila significa perder -3 pontos;

>> Right-right? É muito importante ler esse regulamento, não dá pra ser piedoso ou compreensivo a essa altura do jogo, qualquer erro será fatal.

EDIT: Para a fila não parar, prejudicando o andamento desta etapa, se o próximo da fila ficar mais de 24hs sem aparecer, o próximo poderá furar a fila, dando continuidade ao jogo. E uma vez furada a fila, aquele que deixou de participar só poderá participar ainda se chegar a tempo de encontrar ainda algo a ser feito, pois a fila vai continuar andando, com ele presente ou não.

Ou seja: Se o Rafaéu não aparecer aqui até as 20:30 hrs, Angelo pode furar a fila, passar a vez pro Thiago, que passará para o Angelo, e assim sucessivamente, até que o Rafaéu apareça (ele pode furar a fila a qualquer momento, não sendo necessário esperar sua vez, mas depois da primeira participação, deverá reassumir seu lugar na fila). Lembrando sempre que o Thiago, por ser líder nesta etapa, não deve ser desafiado com números indicados a ele, do painel de figuras.

Mas não acabou:

BÔNUS: Diferente das outras semanas, o bônus deve ser enviado via email.
Consiste no seguinte: Lembram da sopa de ontem? Pois bem, lembram que eu disse que uma etapa se ligaria com a outra e etc? Pois bem. Basta enviar via email os títulos dos filmes que estavam na sopa, e que estão aqui, neste painel de figuras. O 1º a enviar (com pelo menos 50% de acertos) ganha +3 pontos, o 2º ganha +2 pontos e o 3º ganha +1 ponto. Run, lola, run!

Boa sorte finalistas, e amanhã estejam aqui para a última etapa do GAME #8.

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Garapa (José Padilha, 2009)

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Simplesmente sensacional e visceral. José Padilha retorna em grande estilo aos documentários ao fazer esse “retrato em branco e preto” da batalha de várias famílias contra a fome. E, mais do que o tema extremamente relevante, Padilha conduz o documentário com maestria, com o mínimo de interferência no seu desenrolar, deixando o filme fluir naturalmente. Com isso, além de aumentar a força do seu argumento (inclusive deixando vários pontos relacionados as consequências e a certas “políticas públicas de assistencialismo” adotadas), mostra a muitos pseudo-documentaristas (Michael Moore, alguém??) como se faz um documentário de verdade.

Deveria ser exibido não só em salas de cinema (aliás, aqui no Rio só está em uma), mas em qualquer canto do Brasil, para que se provoque uma reflexão sobre esse assunto.

4/4

Adney Silva

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Cinegame – Game #8 [Etapa 1]

– Final : 1ª Etapa –

Chegamos à grande final do Cinegame. Depois de todas essas semanas e de dez participantes, só sobraram quatro. Vejamos o que os aguarda.

O último game será dividido em três etapas, de hoje até quinta-feira, porém essas três etapas se interligam, não são etapas distintas, são pedaços de um todo. Portanto, é muito importante se dar bem na 1ª etapa, para que se chegue à 2ª etapa e por fim à 3ª etapa, com maior tranquilidade. Não vai dar pra entender muito bem essa ligação de uma etapa com a outra agora, mas já apartir de amanhã todos vão compreender melhor como isso se dará.

Vamos começar do começo então:

ETAPA 1: 

08_GAME8a

Opa! Esse game você já viu! Sim, mas as letrinhas na sopa eram outras, e não havia tantas assim.

A missão nessa 1ª etapa é bastante objetiva: Decifrar a que filme se refere cada uma das 15 letras que estão dentro desse prato. As respostas devem ser enviadas via email. Cada acerto vale +1 ponto. Mas atenção, não vale ir chutando qualquer coisa quando bater aquele desespero, pois cada erro custará -1 ponto de seu total de pontos (Isso também vale para o BÔNUS da colher).

Uma dica valiosa: Em todos os casos, a letra é a 1ª do título original de cada filme.

>> O primeiro a enviar as respostas (com pelo menos 50% das respostas) ganha, além dos pontinhos ganhos com as letrinhas, +3 pontos.  O segundo ganha +2 pontos, e o terceiro +1 ponto.

>> O primeiro a gabaritar, acertando as 15 letrinhas, ganha +3 pontos de bônus. Mas só o primeiro a gabaritar.

BÔNUS: Como na outra vez, há uma letrinha na colher. Essa letrinha é especial, e vale +3 pontos. Isso só para o primeiro que decifrar do título de que filme ela foi capturada e postar aqui nos comentários. Para o segundo, ela vale +2 pontos, e para o terceiro, ela vale apenas +1 pontinho. Mas pra quem não tem nada, como é o caso de vocês, já é alguma coisa.

Como podem ver, cada pontinho vale ouro nessa 1ª etapa.

PRAZO PARA ENVIO VIA EMAIL: Até as 13:00 hrs de sexta (05/06).

Boa sorte finalistas, e até amanhã.

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Cinegame – Game #7 – RESULTADO

– Caça-Palavras –

Quanta emoção! Ainda hoje começa a grande final do Cinegame. Mas vamos por partes. É hora de conferir o tão aguardado resultado desse 7º game, que deixou o pessoal com dor de cabeça de tanto olhar para a tela do computador, tentando achar os títulos dos filmes, no meio de tantas letrinhas. Antes de mais nada, o gabarito:

– GABARITO –

GABARITO_CACA PALAVRAS1

1. AKIRA (DIAGONAL)
2. CÃES DE ALUGUEL (HORIZONTAL INVERSA)
3. COCOON (DIAGONAL)
4. COMO ERA VERDE MEU VALE (VERTICAL)
5. DEBI E LOIDE (DIAGONAL)
6. DOGVILLE (VERTICAL)
7. E O VENTO LEVOU…(HORIZONTAL)
8. ERA UMA VEZ NO OESTE (HORIZONTAL)
9. FIM DE CASO (HORIZONTAL)
10. GHOST (VERTICAL)
11. GIGI (DIAGONAL INVERSA)
12. GLÓRIA FEITA DE SANGUE (DIAGONAL INVERSA)
13. HOMENS DE PRETO (HORIZONTAL)
14. JUMANJI (VERTICAL)
15. JUNIOR (DIAGONAL INVERSA)
16. MATRIX (VERTICAL INVERSA)
17. OS OUTROS (HORIZONTAL)
18. ROBOCOP (HORIZONTAL)
19. TEMPOS MODERNOS (VERTICAL INVERSA)
20. VIDA DE INSETO (DIAGONAL INVERSA)
21. VIDEODROME (VERTICAL)

FILME REPETIDO: FARGO.
(VERTICAL INVERSA & DIAGONAL INVERSA)

>> Os participantes precisavam indicar os 21 filmes + o filme que se repetia, totalizando então 23 títulos de filmes a serem caçados no caça-palavras. Quem gabaritasse a prova, ganhava um gordo bônus, de 200 pontos.

 

– RESULTADOS –

Ninguém gabaritou a prova. Mas foi por muito pouco. Pequenos erros (que foram tolerados) e filmes que não estavam no gabarito rechearam as respostas. Angelo foi o que chegou mais perto, sendo que só esqueceu de “Gigi”, e incluiu um filme que não constava no gabarito, “It”.

Já o Thiago não encontrou “Ghost”, incluiu “Tape”, que também não constava no gabarito, e ainda errou a posição do filme “Gigi”. 

Lucas também errou a posição, só que do filme “Cães de Aluguel”, e justificando que queria pegar o bônus por envio mais rápido, deixou de citar a 2ª posição onde estava o filme “Fargo”, além de “Ghost” e “Junior”.

Rafaéu mandou suas respostas já aos 44 minutos do segundo tempo, garantindo sua vaga na final, e esqueceu de vários filmes, além de citar “Gloria” e “Asas”, filmes que não constavam no gabarito também.

Detalhe: Lucas indicou “Cães de Aluguel” como estando na horizontal, sendo que estava na horizontal invertida. E Thiago indicou “Gigi” como estando na diagonal, sendo que está na diagonal inversa. Não foram marcados os 25 pontos, nestes dois casos. Mas demos 10 pontos para justificar o acerto, já que só erraram a posição, provavelmente na pressa por conseguirem os bônus.

>> Quem enviou primeiro as respostas via email foi o Lucas, seguido por Angelo, Thiago e Rafaéu.

Sem mais, vamos ao resultado final:

Angelo Antonio Cordeiro
– Acertos: 21 >> 525 pontos
– Bônus:  75 pontos
TOTAL: 600 pontos

Lucas Ribeiro
– Acertos: 18 (+10 pontos) >> 450 pontos
– Bônus:  100 pontos

TOTAL: 550 pontos

Rafaéu Lopes
– Acertos: 12 >> 300 pontos
TOTAL: 300 pontos

Thiago M. Cezimbra
– Acertos: 21 (+10 pontos) >> 535 pontos
– Bônus: 50 pontos
TOTAL: 585 pontos

 

– RANKING da PROVA –

1º – Angelo Antonio Cordeiro – 600 pontos

2º – Thiago M. Cezimbra – 585 pontos 

3º – Lucas Ribeiro – 550 pontos

4º – Rafaéu Lopes – 300 pontos

Com isso, temos então os nomes dos 4 finalistas do CINEGAME!

Marcos Cad, Nothingman e Fabiano (quem é esse cara?), que não formalizaram suas desistências, foram então eliminados. Agradeço a todos, incluindo aí também os desistentes, Francielly, Jefferson e Emely, pela participação, em nome de toda galera do Multiplot!

Confiram o resultado final do ranking, que apartir de agora não terá validade nenhuma já que no GAME #8, os 4 finalistas terão os pontos zerados, clicando aqui.

Angelo, Lucas, Rafaéu ou Thiago? Quem será consagrado campeão? Ainda hoje inicia-se a corrida pela vitória. Estejam aqui às 20:30 hrs para iniciarmos a grande final desta temporada do CINEGAME.

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Pacto Sinistro (Strangers On A Train – Alfred Hitchcock, 1951)

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Traduzido horrendamente para o português como Pacto Sinistro – com claras intenções lucrativas -, Strangers pode ser visto como a preparação de Hitchcock para a consagração definitiva em Psicose, por várias coisas. Num primeiro momento – o próprio título original corrobora essa dedução -, Hitchcock ensaia a troca de protagonistas imperceptível, apesar de isso não passar muito claro diante do segundo fator, que é uma das maiores cenas de suspense da década de 50 (pau-a-pau com os minutos finais de Vertigo) e, não seria exagero dizer, de toda a história cinematográfica: a do carrossel. Além disso, em Psicose, Hitchcock voltaria a filmar em preto-e-branco, para destacar a adrenalina nos momentos de ataque de Norman Bates e, mais claramente, para o seu desfecho de personagem antológico – e o que isso tem de comum com Strangers é que o P&B aqui também é ressaltado em momentos de suma importância para a narrativa. Guy Haines e Bruno Anthony são dois desconhecidos quaisquer que estão no mesmo vagão qualquer de um trem qualquer. Anthony, após puxar papo com o jovem tenista, demonstrando interesse em sua vida extra-curricular, conversa-lhe sobre a troca de crimes, o plano perfeito. Como é notável, acompanhando onze filmes da carreira de Hitch em menos de um ano, e para o espectador atento ao estilo dos filmes do diretor, o plano perfeito sempre é apresentado por Hitchcock e é conduzido como tal até o grand finale. Neste caso, o diretor obtem seu primeiro êxito ao colocar dois atores desconhecidos, mas de eficiência mutuamente ambidestra: Farley Granger (Guy) aparenta uma certa imaturidade, o que confere um nervosismo extra ao transcorrer do filme, mediante a sapiência ousada interpretada por Robert Walker (Bruno).

Nesse breve diálogo que os dois têm dentro do trem, também se repara em outra característica que traz a diferenciação deste para os demais filmes de Hitch: o emprego do humor sarcástico e sujo, com direito a uma cena em que Bruno “ensina” a duas senhoras a melhor maneira de fazer um assassínio, como um mágico exibicionista. Por aí, é possível obter uma breve interpretação de uma das personagens, porém, a análise que Hitchcock faz de ambas, em vários âmbitos, é o que permite flexionar o espectador para a adrenalina final. Sobre o encontro dos dois, vê-se uma crítica à publicidade das trocas românticas, bem como sua interpretação imaginária e coletiva muito desviada do que pode ser a realidade (no caso, o Senador, pai de Anne, não é tão responsável como se espera pela relação esperada de Guy); por outro lado, Anthony parece tão distante de seus pais – a mãe, louca, e o pai, viajante e incapaz de valorizar um momento – que a sua procura por trabalho é insatisfeita, afinal, se há algo que ele não quer é uma “felicidade” (muito menos um romance como o do protagonista benévolo), e, para disfarçar o tempo, ele viaja e procura pensar em mirabolantes planos – quase como se assistino a vários filmes de Hitchcock – até que consegue a chance de ser reconhecido por algo e por alguém, além de ter a chance de se ver livre da família impresente. Talvez a conclusão perfeita do plano não seja um alento para Anthony por tudo, enfim, ter dado certo, ou por obter essa “folga”, mas, sim, por ver sua idéia ilustrada na realidade e um homem que colaborou e mostrou algum serviço de correspondência. Eis que Hitchcock muda a protagonização para o lado de Guy, e passamos a ver o plano como algo realmente lunático (até então, era admirável e digno de torcida), num brilhante exercício narrativo: ter de ser vigiado dia e noite simplesmente por uma conversa num trem qualquer com um maluco qualquer, que não ousa parar para pensar se dá ou não prosseguimento a sua idéia. Na conversa que Guy tem com o Senador e Barbara, logo após o caso de homicídio, a situação cínica e verdadeira fica colocada bem como a fotografia do filme – num panorama preto-e-banco -: é engraçado como soa comum a suspeita policial, Hitch joga com o imaginário do espectador e tem um resultado perfeito.

É chegado o momento de decisão e os dois lados foram-nos expostos; assim é que Alfred cria a sua tensão eletrizante desde a cena da partida de tênis até o desfecho no mesmo parque de diversões, capaz de condenar qualquer um, por um mero capricho de um isqueiro. A cena do carrossel deve ter entrado para a galeria do cinema, pois nela há uma quase ininterrupta seqüência de giros e dois personagens lutando ao lado de crianças que pretendiam a diversão – e pensam estar obtendo quando a coisa não pára mais e ainda acelera. Além de ter os dois lados do crime em foco, há ainda essa terceira perspectiva, de quem saiu para um dia comum como outro qualquer. Em se tratando de filmes de Hitchcock, Strangers on a Train é um clássico capaz de trazer o que sua carreira foi mais hábil em apresentar, assim como demonstra um preparo prévio a obras futuras, principalmente Psicose. E se o sorriso de Norman Bates ilustra o final desse, a última fala de Anthony ganha ainda mais valor quando percebida essa relação.

3/4

Cassius Abreu

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A Hora do Pesadelo (A Nightmare On Elm Street – Wes Craven, 1984)

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One, two, Freddy’s coming for you/ Three, four, better lock your door/ Five, six, grab your crucifix/ Seven, eight, gonna stay up late/ Nine, ten, never sleep again…
 
Essa é a música cantada no início do filme, por umas meninas pulando corda. Freddy Krueger está no senso comum das crianças, devido a seu passado. Freddy Krueger era pedófilo e foi assassinado, e busca vingança, atacando as pessoas durante os sonhos. A idéia é genial: brinca com um dos medos mais marcantes das crianças, o medo de dormir. Só que dessa vez, não tem Mr. Sandman ou Fada Madrinha pra ajudar. É essa mitologia que traz uma identificação muito forte do espectador com “A Hora do Pesadelo”. Mesmo assim, não abandona a aura gore, da trilha de suspense mix heavy metal. Um monstro punk dos sonhos. Não tem nada ultra-escatológico, e o (spoiler) momento da morte do Johnny Deep é de cair o queixo, literalmente. Craven se mostra um exímio contador de histórias; dosa muito bem, a montagem é ótima. A relação gore/personagens/história está muito bem disposta. Sobre o gore: o filme é contido e econômico nesse aspecto. Isto é algo que falta muito em slashers, o que os deixa cansativos. Craven também cria uma atmosfera aterrorizante, que só um grande diretor poderia causar: te deixar assustado(a) por não conseguir mais distinguir o que é sonho e o que é real. Isso é bem assustador, dá uma desnorteada terrível, te enfraquece para roer as unhas. Vale lembrar que no filme foi criado um dos personagens mais carismáticos do cinema. Freddy é cool. Freddy é grunge (pensa que a camisa listrada engana?).

Freddy é tragicômico. Freddy tem pele de polenta. Freddy tem voz alterada pra ficar mais grave. Você torce por Freddy, mas também não torce. O ator Robert Englund que o interpreta foi engolido pelo papel, e não é para menos: Freddy, ao lado de Jason, já está imortalizado na cultura pop como símbolo dos slashers dos anos 80. A Rua Elm, onde Freddy ataca, pode não parecer ameaçadora a primeira vista, mas depois que você descobre quem mora lá, fica terrível.

4/4

Pedro Kerr

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Cinegame – Game #7

– Caça-Palavras –

Depois das palavras cruzadas, é hora de homenagearmos outro velho ícone das revistinhas Coquetel.

07_GAME7

Um Caça-Palavras é o game desta penúltima semana do Cinegame. Com uma leve diferença, aqui não há uma listinha com as palavras a serem caçadas. Bom, acredito que todos saibam como funciona, mas como também acredito que nenhum de vocês já fez isso na tela de um computador (por favor, não vão riscar o monitor), vou dar as coordenadas de como as respostas devem ser enviadas, via email.

É IMPORTANTE LEREM ATENTAMENTE O REGULAMENTO DESSE GAME:

– Há 22 títulos de filmes neste Caça Palavras. É importante alertar que os possíveis subtítulos (“Uma Sereia Em Minha Vida”, em Splash, por exemplo) foram ignorados em todos os casos.

– Ao enviar suas respostas, atentem a um detalhe muito importante: Vocês devem indicar se o filme está na vertical, horizontal ou diagonal, e se o filme está disposto de forma inversa (de trás pra frente, ou de cima pra baixo). Somente os títulos dos filmes, sem essa especificação, serão desconsiderados, e não terão os pontos computados, por mais que estejam corretos. Vejam como devem ser enviadas as respostas:

1. Filme A (vertical)
2. Filme B (vertical inverso)
3. Filme C (diagonal)
4. Filme D (horizontal)
5. Filme E (diagonal inverso)
6. (etc…)

PONTUAÇÃO: Como trata-se do penúltimo game, reservamos um esquema de pontuação especial. Vejam como se dará:

– Cada acerto vale 25 pontos;

– Quem GABARITAR a prova, ganha +200 pontos de bônus;

– Aquele que enviar as respostas antes via email (com pelo menos 50% de acertos) ganha +100 pontos (no caso de este mesmo cara gabaritar, ele acumula então 300 pontos);

– O segundo a enviar as respostas antes, via email (com pelo menos 50% de acertos) ganha +75 pontos, e o terceiro ganha +50 pontos.

BÔNUS:  Há 22 títulos de filmes no meio destas letras todas. Um deles, porém, aparece DUAS VEZES. O primeiro a detectar o título desse filme, e postar aqui nos comentários, ganha +100 pontos de bônus. O segundo ganha +50 e o terceiro +25 pontos. Acabou aquilo de roubar pontos, ok?

Entendido? Espero que sim. O prazo para entrega das 23 respostas (o filme que se repete deve ser citado, e indicado em que posições ele está no caça palavras, mas só via email, nos comentários basta o título do tal filme) encerra-se às 13:00 hrs da próxima terça-feira (02/06).

Bom divertimento!

 

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cinegamefinal

Alguns exclarecimentos quanto ao que ficou decidido quanto à final do Cinegame, em definitivo:

> Serão 3 etapas, a primeira iniciada na terça, a segunda na quarta, e a terceira e última na quinta;

> O horário para divulgação dos games será o de costume, 20:30 hrs, via de regra, como consta no regulamento inicial;

> O 1º colocado no ranking geral (após o resultado do Game #7) terá uma certa vantagem em relação aos demais, mas não numérica, como prêmio pelo melhor desempenho;

> Haverá bônus por respostas mais rápidas via email e via comentários, como também consta no regulamento, porém, por ser o último game, haverão algumas particularidades nestes bônus, que irão diferir de game pra game (que serão 3, como já disse);

> O prazo final para entrega das respostas via email será no sábado, às 13:00 hrs.

> Na segunda-feira, por volta das 13:00 hrs, saberemos quem é o grande vencedor do Cinegame.

É isso. Até terça!

 

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