![[image]](http://3.bp.blogspot.com/_EsKj-O9H8ZM/SNqKwQ0pIhI/AAAAAAAAAfY/r8AweyadKmc/s400/soi_cowboy.jpg)
Esse filme é extremamente confuso. Investe uma hora e meia num tom ultra-realista em P&B, mostrando a total incomunicabilidade de um casal que vive na Tailândia (ele, estrangeiro; ela, local, retirada por ele da vida de meretriz na cidade que dá título ao filme. Até aí, nenhuma obra-prima, mas também nenhum grande desastre, exceto quando o diretor cisma em fazer tomadas inexplicáveis e que destoam totalmente da trama (como um longo close de uma torradeira e uma tomada angustiante de cinco minutos de uma velhinha se locomovendo com um andador!!!). Ainda assim, o clima de angústia e de “acompanhamento em tempo real” da trama estava sendo mantido.
Entretanto, o diretor resolve mudar tudo no filme na última meia hora, deixando o telespectador totalmente desnorteado: o filme passa a ser colorido, o tom realista some completamente, e a trama apresentada não têm nada a ver com a hora e meia inicial, e os dois personagens principais daquela hora e meia inicial aparecem totalmente mudados, a ponto de não sabermos se são realmente aqueles personagens.
Talvez o diretor tenha uma explicação fabulosa para o significado desse trecho (assim como das tomadas WTF do filme). Só que, sinceramente, nem eu e muito menos as pessoas que o assistiram na sessão de hoje captaram. Será que o problema está com a gente??
1/4
Adney Silva