


Como não podia deixar de ser, tem sua bela cota de momentos/falas/cenas/etc MEDONHAS, mas a vivacidade do resto recompensa. É um filme do gênero com os exageros de quem gosta, e com uma auto ironia sensacional. Se passa na revolução mexicana, e o maior contraste é de um lado Franco Nero e Jack Palance como picaretas de marca maior e o Prof. Xantos e um idealismo completamente caricato e ingênuo. No meio dessa panela, o tal do Vasco, que é uma espécie de termômetro do filme: tem o lado dos ideais, de serem mais fortes que qualquer coisa; tem o lado mais sangrento, de uma espingarda ser mais eficiente em resolver as coisas; e mistura isso naquele espírito de ‘viva la revolución’, tratado de um jeito que dá tanto pra zombar quanto se divertir com isso. O finalzinho é genial nesse aspecto, huehuehue.
E Morricone não merece comentários.
3/4
Pedro Kerr
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