River Phoenix (Especial James Dean)

1970 – 1993

“… vi um filme tantas vezes pra desvendar os olhos teus”

É algo meio inexplicável o fascínio que River Jude Phoenix exercia através, simplesmente, de um olhar, lançado como um feitiço sobre o público. Fascínio este que lhe rendeu, além, claro, de fama, dinheiro e uns gritinhos histéricos, uma carreira em ascensão, reações quase que encantadas tanto de pessoas comuns, rapidamente convertidas em fãs, quanto de grandes personalidades (já, já conto a história de Milton Nascimento, a quem pertencem as palavras entre aspas) e, como que por obra de algo ou alguém, uma morte trágica e precoce, passaporte direto para a eternidade, a invenção de uma fábula. E sua história parecia mesmo não poder terminar de outra forma.

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River era “consciente”, engajado em movimentos de preservação ambiental, vegetariano e membro do PETA (órgão voltado aos direitos dos animais), influências da criação de pais hippies. Tinha três irmãs, Rain, Summer e Liberty, e um irmão, Leaf Phoenix (que depois mudaria o nome para Joaquin). Depois de quase dez anos perambulando pela América Latina com o culto cristão Filhos de Deus (há inclusive boatos de pedofilia, conforme uma declaração de 91 posteriormente desmentida de que, segundo River, ele teria perdido a virgindade aos 4 anos durante um dos cultos), os Phoenix (nome aderido exatamente após a saída do movimento) retornam aos Estados Unidos, em 1977, dispostos a recomeçar, e o teatro é o caminho que Arlyn e John Lee escolhem para seus filhos.

Apesar de uma participação no obscuro Explorers, em 1985 (oficialmente seu primeiro papel no cinema), River alcança a fama logo em 86 com o clássico vespertino Conta Comigo. No mesmo ano trabalharia ao lado de Harrison Ford em A Costa do Mosquito (que aliás era sua atuação favorita), mas só seria realmente notado, provando ser algo além de um dos inúmeros atores mirins oitentistas que cairiam no ostracismo, em 1988, com O Peso de um Passado, de Sidney Lumet, filme que lhe renderia uma indicação ao Oscar (perdido para Kevin Kline por Um Peixe Chamado Wanda). Ainda assim, Phoenix permanecia sem desafios na carreira, história que mudaria em 1991. Garotos de Programa (My Own Private Idaho, Gus Van Sant) foi o grande responsável por realmente alçar Phoenix àquele plantel de atores cujo talento é incontestável, no papel de um prostituto narcoléptico e bissexual.

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Muito de Garotos de Programa (que, já antecipando, eu não gosto) parece retratar um River Phoenix naquele nível turvo e onírico da estrada no deserto. Sem começo e sem fim, e com um constante anseio de voltar, voltar, voltar não se sabe pra onde, voltar para um carinho materno que existe apenas nos sonhos mais incertos, onde memória e imaginação se confundem. E River segue adormecido no caminho de um asfalto rumo ao infinito ao pegar essa carona do final de Idaho exatamente na porta da Viper Room, numa madrugada de Helloween, da Califórnia pra eternidade.

River morreu de uma overdose de speedball (um coquetel de heroína e cocaína), e embora o óbito tenha sido declarado oficialmente cerca de 50 minutos depois do início das convulsões, acredita-se que ele tenha morrido mesmo na calçada da Viper Room (boate de Johnny Depp), nos braços da namorada Samantha Mathis, enquanto seu irmão mais novo Joaquin Phoenix (que é um puta ator aliás) ligava para o 911. Johnny Depp fechou a boate todos os dias 31 de outubro enquanto foi dono, de 93 a 2004.

E como não podia deixar de acontecer, foi sendo construída toda uma mitologia em torno de River e de sua morte. Desde as circunstâncias, do fato de ser um dos atores mais promissores de sua geração, da eleição da Viper Room como seu eterno santuário e das inevitáveis lendas contadas a seu respeito. Há quem diga por exemplo que de certa forma Phoenix já previa a própria morte (e de todo modo a overdose é uma forma de suicídio indireto), além de haverem certas coincidências proféticas em seus filmes. O ator estava escalado para participar de Entrevista Com o Vampiro (primeiro no papel de Lestat – que ficou com Tom Cruise – e depois como o entrevistador, que terminou com Christian Slater). Pouco tempo antes de morrer, ele declarou a SET: “Não me vejo fazendo parte de Entrevista Com o Vampiro”.

Tinha Hollywood a seus pés. Era bonito, talentoso e possuía uma imagem pública imaculada pelo seu lado engajado e ativista (e de qualquer forma a overdose não deixa de ser também uma ironia). Sua morte foi citada em 16º entre os eventos mais chocantes da história da mídia pela E! Television. Além de Entrevista Com o Vampiro, estava escalado para Eclipse de uma Paixão (papel que ficou com Leonardo di Caprio) e, por muito pouco, não se aproxima ainda mais de James Dean e Heath Ledger com um filme estreando posteriormente a sua morte. Ocorre que Dark Blood, 90% filmado, teve de ser simplesmente cancelado pela falta de algumas cenas fundamentais com Phoenix. E, seja pra engrossar o mito ou não, dizem muito que ele estava transcendental no filme.

River Phoenix morreu muito, mas muito cedo, e ao contrário de Dean e de Ledger, não teve a chance de pegar um personagem que o emoldurasse para sempre nos murais da história. River nunca será um rosto definitivo como Jim Stark ou Ennis Del Mar, ou o Coringa. Ele, estranhamente, será apenas River Phoenix, sem parecer no entanto precisar ser qualquer coisa além disso, porque de algum modo seus olhos sempre foram os mesmos, em todos os filmes, dando a entender que ele fez e refez a si mesmo durante seus 7 anos de carreira. E é esse mesmo misto de segredo e tristeza nos seus olhos que lançava um efeito inexplicável sobre as pessoas. Como aconteceu com Milton Nascimento.

Carta a um Jovem Ator

Essa é uma daquelas histórias que de certa forma reconforta os pessimistas e funde a cabeça dos céticos. Da minha parte, sou absolutamente cético quanto às possibilidades de uma coincidência dessas acontecer, daí que não me restam muitas opções.

Consta na biografia oficial do cantor, “Travessia: a Vida de Milton Nascimento”, de 2006, escrita por Maria Dolores. Em 1988, depois de finalizar uma turnê pelos Estados Unidos, Milton Nascimento resolveu tirar uma folga em Nova Iorque e ficou hospedado num hotel chamado Mayflower, perto de um ap onde estavam Xuxa e Simone. Milton ia visitá-las constantemente para ouvir música e ver filmes e tal. Numa dessas vezes, viram ser anunciado para mais tarde um filme chamado Conta Comigo, de Rob Reiner, e resolveram assistir, mas acabaram esquecendo. Quando Milton voltou pro seu quarto de hotel, o filme já havia começado.

Quando Milton viu River Phoenix na tela, sentiu algo, uma ligação, uma sensação que não conseguia explicar. Milton cita muito os olhos, sempre os olhos de Phoenix como catalisadores de um sentimento original, qualquer coisa arrebatadora à qual ninguém ainda havia dado um nome. Ficou atento aos créditos e depois de ver “River Phoenix” se acender na tela, sentiu não ter dúvida de que aquele era o nome do garoto que o encantara. Milton procurou a programação da TV, localizou os horários em que Conta Comigo seria reprisado, e passou a ver e rever o filme todas as vezes que podia. Acabou escrevendo uma música.

Já de volta ao Brasil, Milton queria que a música para Phoenix abrisse o lado A do seu disco “Miltons” (1989), e resolveu batizá-la com o nome do ator. No entanto, precisava da autorização de River. Seu agente conseguiu o telefone da mãe do ator, Arlyn “Heart” Phoenix (que era quem cuidava da sua carreira), e Milton ligou contando o que havia ocorrido. Arlyn, que nunca ouvira falar dele, achou que era mais um fã doido e desligou. Quando River soube o que havia acontecido, correu ligar de volta para Milton, dizendo que, recentemente, quando estava hospedado no hotel Mayflower em Nova Iorque, resolveu entrar numa loja de discos na mesma rua e, sem saber por que, comprou um disco de Milton Nascimento, cantor brasileiro de quem ele nunca havia ouvido falar. Quando ouviu o disco, se apaixonou perdidamente.

River Phoenix veio ao Brasil, a convite de Milton, e ficou hospedado na sua casa. Os dois permaneceram grandes amigos até a morte do ator.

Conta Comigo (Rob Reiner, 1986)

Não existe tema mais difícil de ser trabalhado que a nostalgia. Isso porque ela não permite apelos, não aceita sofisticação, rejeita hermetismos, despreza artifícios e ferramentas com as quais um autor pode moldar e adornar sua história. Um filme sobre nostalgia dá certo à base de algo que, exatamente pela simplicidade, acaba se tornando extremamente complexo: identificação. E não é necessário, no caso, ter vivido os anos 50, porque a ligação do espectador com seu filme ocorre num nível inexplorado e desconhecido: o sensorial. Vai, portanto, da habilidade do diretor em unir elementos e conduzir sua história para que este determinado efeito tão raro e incompreensível de repente passe por você, durante os créditos, ao som de Ben E. King, como o cheiro de algo estranhamente remoto e familiar que surja por uns instantes e desapareça rapidamente.

É claro que não existe nada tão subjetivo quanto se identificar com um filme, ainda mais pelas vias da saudade (compostas sempre de lembranças e sensações que são suas e de mais ninguém), mas Conta Comigo é todo forjado pela lâmina de um espelho. Há uma variedade de personalidades entre os moleques palatável ao coração de cada um, embora pessoalmente eu não me veja dependendo de um deles, porque os quatro formam a unidade de uma única instituição: a infância.

É pela evocação quase tributária da infância que Conta Comigo pega seus espectadores pela mão e os leva a uma viagem de volta. Voltar, voltar, voltar… sempre esse caminho de tentativa e de falha pela impossibilidade frustrante de recuperar um pouco daquela atmosfera encantada da infância, algo que, por poucos instantes, pode acontecer em Conta Comigo.

Na óbvia impossibilidade de se fazer um filme com os sonhos e a memória de cada um como matéria-prima, Rob Reiner (ou Stephen King, já que o conto original é dele) enxerta-nos uma história (com elementos que pertencem ao senso comum), nos faz vivê-la com aqueles quatro garotos para, então, nos golpear duramente no final. Narrar secamente a passagem nociva do tempo, a perda das coisas, a dissolução das amizades, e então nos fazer ter saudade de algo que ocorreu há poucos minutos, mas que colocado num estágio desconhecido de sentimento, torna-se indefinido e atemporal, como se não apenas tivesse acontecido, mas também já era trazido conosco de um tempo do qual não sobram recordações físicas ou visuais. Não possuem som, não possuem rosto, não possuem cheiro, apenas existem.

Conta Comigo é o mais próximo que se pode chegar de uma viagem de volta no tempo. É a recriação daquelas tardes compridas, com minutos que duravam horas e com horas que duravam dias. É o reencontro com um tempo em que qualquer ida mais longe de casa era uma aventura daquelas que nunca mais viveríamos, um tempo onde frutas das árvores e doces caseiros possuíam um sabor que jamais voltaria a ser igualado. Quando a amizade era a coisa mais importante do mundo e, principalmente, quando se tinha uma impressão tão doce quanto tola e inocente de que aquelas mesmas tardes não acabariam nunca.

Mas o tempo é a morte de todas as coisas. A infância precisa acabar, os amigos precisam ir embora e a vida precisa ficar madura e cinza. Ver River Phoenix literalmente desaparecendo no final de Conta Comigo é se dar conta de que talvez exista um acordo mudo na vida. De que talvez coisas boas demais simplesmente não possam ficar com a gente, de que talvez a infância e River Phoenix sejam habitantes naturais muito mais da memória e da imaginação que do mundo real, e que o tempo sempre passa e sempre leva algo consigo, seja no fim de um caminho de terra, seja na porta da Viper Room.

“The endless River runs”

Luis Henrique Boaventura

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29 Responses to River Phoenix (Especial James Dean)

  1. Eu adorei o texto! Você captou alguns momentos bem marcantes e me deixou com um sentimento de saudosismo perturbador. Há alguns filmes do River que fizeram parte da minha infância. Conta Comigo e Viagem ao Mundo dos Sonhos, além da participação especial dele em Indiana Jones, trazem este mesmo sentimento…

    Parebéns!

  2. Luis Henrique Boaventura

    Valeu Luciano!

  3. muito bom seu texto
    sabe o River Phoenix pra mim eh uma coisa curiosa, porque qto mais o tempo passa, mais acho definiçoes boas pra ele, adorei a sua.
    Realmente acho isso mesmo, ele interpretava a si mesmo e o que marcou nele foi ele mesmo e naum um personagem em si.
    Talvez isso tbem se de, pela magistral e natural performance que ele conduzia os personagens, a dedicação que ele tinha para cada trabalho.
    Eu entendo que o mundo perdeu muito com a morte dele e nem tanto o cinema em si, que a cada verão descobre talentos. Mas a forma como ele amava a vida e se prestava a lutar pela sobrevivencia do planeta isso sim faz muita falta nesse caos que a gente ve hoje e não tem ele ai para nos ajudar nisso.
    Pra mim ele deixou uma herença muito boa, hoje minha preocupaçao com os animais e meio ambiente se da e muito a ele, pena que muitos jovens no planeta todo deixaram de serem tocados por esse lado do River..

    obrigado pelo texto.
    roberto ra
    equipe River Phoenix Brasil Fans

  4. Luis

    Em todos esses anos de admiração ao River e muita pesquisa sobre ele,nunca vi um texto tão belo e verdadeiro quanto o seu.
    Vc conseguiu captar exatamente tudo aquilo que nós fãs sentimos por ele.Realmente o River nos passa algo mágico,que não tem explicação e só quem é realmente fã pode entender.
    River está a anos de luz de ter sido só um rosto bonito.
    Esse sentimento de Milton em relação a ele…
    Coisa mais linda.Milton Nascimento é uma das pessoas mais puras que se tem noticía.Admiro demais sua pessoa.Gostaria de um dia poder agradecer a ele essa música pro River.
    Enfim,oque mais me admira no River,é que apesar de todo vazio que ele sentia em sua vida,não foi indiferente com o mundo.Fez sua parte e brilhantemente,sem exigir absolutamente nada em troca,a não ser mais respeito pelo planeta,pelos animais e pelas pessoas.Embora ele não fosse feliz consigo mesmo,se preocupava com o mundo a sua volta.Extremamente admirável.
    Sua morte por overdose,não tira seu brilho.Pelo contrário,me faz gostar ainda mais dele.Quantas pessoas felizes não fazem nada pelos outros,imaginem pessoas com problemas.
    Ele tinha muitos, mas fazia…

    Obrigada mais uma vez.

    Juliana -River Phoenix Brasil Fans ;*

  5. Simplesmente amei o texto, acho que nunca vi algum que falasse tão bem (em tantos detalhes) sobre River, ou seja, o que ele passou, e tal.
    Virei fã de River à mais ou menos um ano atrás, porém desde bem pequena, assistia filmes dele na sessão da tarde, principalmente o Conta Comigo, um filme tão lindo, que eu amo! E que teve, contudo, uma bela atuação de River, desde novo (adolescente) ele tinha um talento inesplicável, gosto muito de seus filmes “oitentistas”, Viagem ao mundo dos sonhos no qual ele atua ao lado de Ethan Hawke, Conta Comigo (o que eu já citei acima, o meu preferido dele), O Peso de um Passado, A Costa do Mosquito, enfim..
    Não admiro River apenas por ele ter sido um rostinho bonito, e um ótimo ator, admiro ele pelo seu carisma, e bom coração… River era uma maravilhosa pessoa, que não se importava apenas com ele… Ele faz falta, muita falta no mundo de hoje.
    Só sei que… nunca o esquecerei. Sempre estarei vendo suas fotos, filmes, arquivos, ele nunca será esquecido por mim, e pela legião de fãs que ele conquistou, com aquele olhar, aquele olhar puro, e às vezes misterioso, que ele tinha.

    Cyndi (colaboradora do site) – River Phoenix Brasil Fans.

  6. Luis Henrique Boaventura

    Valeu mesmo Roberto, Juliana, Cyndi… Que bom que vocês curtiram. É foda escrever sobre um objeto, ou melhor, uma entidade que é motivo de paixão de muitas pessoas, e se você tem a aprovação destas pessoas, então é sinal de que o trabalho já valeu a pena.

    Brigadão, apareçam sempre!

  7. Fernanda

    Tenho apenas 13 anos e recentemente me interessei em pesquisar sobre a vida do River após ver o filme “Te amarei até te matar” e descobri que ele era um GRANDE HOMEM. Participo de uma das suas comunidades no orkut, a cada dia descubro mais coisas sobre o Phoenix. Aos poucos estou vendo o material disponivel na internet, cada mais me encanto por ele.

  8. ola luiz, obrigado pela resposta
    a gente colou todo o seu texto na nossa comunidade, nem precisa dizer que a galera adorou, porque tbem um tem outra palavra pra gente escrever sobre sua materia.
    vamos dar um jeito de colar ela como ela esta aki, via fotoshop, pq realmente vc mandou bem
    a historia do milton nascimento mesmo, eh a melho, coisa qi a gente memo naum sabia
    obrigado de novo
    roberto

  9. Luis Henrique Boaventura

    Acabei de ler lá. Que é isso, hehe, vocês que são uns fofos, eu que agradeço.

  10. Jéssica Ribeiro

    Não tenho palavras pra definir o que estou sentindo agora.Sempre gostei do filme e do ator ‘bonitinho’ chamado River Phoenix,e quando fui investigar a fundo a sua carreira,descobri o grande homem que ele era,em muitas coisas me emocionei,e hoje escutando Stand bye me lembrei do River novamente,e lá fui eu pesquisar algo mais sobre ele,até que encontrei esse texto,que me emocionou muito.Luiz tudo que você disse é simplesmente perfeito,você descreveu todas as sensanções que sinto quando vejo o filme ou simplesmente escuto a música.Você esta de parabéns mesmo,sem palavras pra você.Beijos

  11. Rodrigo Jordão

    “Como o cheiro de algo estranhamente remoto e familiar que surja por uns instantes e desapareça rapidamente”.

    Lindo texto, Foras. Esse filme me provoca essas sensações que vc descreveu mesmo, incrível.

  12. suellen

    muito bom o texto…sou fã do river phoenix e li coisas que desconhecia da vida desse grande ator…quando penso em river me lembro do filme conta comigo…meu favorito!

    como ele faz falta!!!

    suellen

  13. António

    Sou um grande fã de River Phoenix e este foi o melhor texto que ja li sobre ele, ja vi quase todos os seus filmes, e de facto os olhos dele sao um misteiro, mas mostram a nós ternura e bondade, e uma vontade enorme de o conhecer, como ja todos disseram tenho pena de ter morrido jovem porque, ele ia dar muito ao cinema e muito mais como pessoa. O que se passou entre ele e o Milton foi simplesmente lindo, e uma coincidência dessas só é uma coisa… destino. Tenho a certeza que Deus o levou para um lugar melhor e espero um dia nesse lugar encontrar me com ele nem que seja só para lhe dizer´”olá” e fintar aqueles olhos misteriosos.
    ” River Phoenix era um artista dotado e um ser humano raro”by flea

  14. jenny silva

    Gotaria que me enviasse fotos de river,ou algo com fotos.obrigado.

  15. Luis Henrique Boaventura

    Foto do River: http://static.hsw.com.br/gif/river-plate-foto-2.jpg

    Hhuhuahuahua desculpe, eu não pude resistir. Use o Google, ou entre na comunidade das meninas que postaram ali em cima, eu não tenho fotos dele.

  16. rebecca

    Muito tocante o seu texto. River, com certeza, deixou na gente aquela saudade que somente “os grandes” conseguem deixar. Não fui da geração 80 (nasci no meio da década), mas foi nos anos 90 que tive a oportunidade de conhecer um pouco do olhar do River em Conta Comigo, que eu levo comigo até hoje (o filme e os olhos dele). Um sincero obrigada pelo belo texto e por me mostrar um pouco mais dessa história.

  17. Luis Henrique.

    Preciso dizer como seu texto me emocionou. Já conhecia Conta Comigo (assim como todos que assistiram Sessão da Tarde), mas ultimamente tenho pesquisado muita coisa sobre o River Phoenix. E seu texto caiu aqui no meu colo no meio de um monte de referências do wordpress. E como você captou o lirismo do filme! Como você captou aquela mensagem que a gente sente e só sente, não consegue explicar com palavras. Então você tirou do meu coração o que eu sentia e disse “olha aqui, não é isso?”. É exatamente isso. É a nostalgia inexplicável, é uma infância que pode não ter sido exatamente a sua, mas que você sente saudades de qualquer jeito.
    Estou querendo ver outros filmes do River Phoenix, pq ele me fascina sem eu saber pq. É o olhar que quero desvendar. Deve ter sido o que o Milton sentiu também.

    Em suma: obrigada pelo texto maravilhoso.

  18. Eu sinto a presença do espirito dele,sem brincadeira,não posso entrar em detalhes,mas River está presente entre nós…mesmo sendo em espirito,bjs prá todos…IDAHO!!!

  19. Cláudio

    Nem de longe vi um texto tão encantador, vivi plenamente os anos 80 e conta comigo foi um dos melhores filmes da década e River Phoenix de longe ….de muito longe um dos atores mais expressivos da década

  20. Paulo Ricardo

    Tudo que dizer aqui é redundância. O texto é magistral. Se tem a impressão de que aquela sensação que o Milton teve quando viu River, em Conta Comigo, é a mesma sensação que todos tivemos. Um olhar prá ser desvendado. Na época, quando vi “Conta Comigo”, passei alguns dias como que enebriado com o filme e em especial com a figura do personagem Chris Chambers (River Phoenix). Não conseguia entender este sentimento, até a leitura deste texto. Obrigado por ter nos brindado com este texto. Ah! e também sou um apaixonado por Milton Nascimento.

  21. Luis
    Eu aqui relendo essa belissima materia pela enesima vez,e os comentarios sempre otimos tb.
    Mais uma vez obrigada!

    Juliana,equipe Rpbf.

  22. izabel nascimento

    Bem eu tenho 22 anos, e quando River começou a atuar eu nem era nascida mas mesmo assim, suas obras despertam em mim o que há de melhor.Conta Comigo é sem dúvida o melhor filme que já assisti!

  23. izabel nascimento

    Se River estivesse vivo,hoje faria 40 anos de vida….Eternas Saudades.

  24. Paula Fernandes

    Este é o texto mais belo que já li em minha vida. Já madura, sofrida e marcada e você, Luis, com esta poesia maravilhosa resumindo tudo, River, Milton, sentimento, passado, felicidade etérea, tempo e vida. Parabéns e obrigada pela tradução de tanta beleza.

  25. Lucas Barrios de Oliveira

    Luis Henrique

    Quero te parabenizar e agradecer pelo excelente texto que produzisse aqui. É perceptível uma grandiosa sensibilidade em tuas palavras. Confesso que fiquei impressionado com a mais bela descrição de um filme que já tive o prazer em ler.

    Tenho 20 anos e realmente quando assisti pela primeira vez Conte Comigo em uma Sessão da Tarde quando tinha 12 anos me senti e me dei por conta exatamente como descreve o filme em seu último parágrafo.

    Procurei o artigo mais por buscar saber sobre filme, que sempre me marcou muito, mas agora me vejo o mais novo fã de River Phoenix.
    Acho que encontrei aqui a explicação para aqueles sentimentos confusos que se passaram nas horas após assistir Conte Comigo.
    Sem sombra de dúvida e com muita honra que essa descrição vai para quadrinho em minha cinemateca. Hehehehe!

    Obrigado por compartilhar conosco tal sensibilidade!

  26. Carmen Requia

    Magnifico seu texto ! é tudo o que eu sempre pensei e nunca soube me expressar. Sou fã do River desde minha adolescencia, se ele fosse vivo teria minha idade hoje. Procuro por filmes dele, só tenho em dvd garotos de programa e conta comigo. Quem tiver qualquer filme dele por favor, me envie um recado : crequia@yahoo.com.br

  27. Texto perfeito. Sabias estas palavras sobre um ator inigualável.
    À altura.

  28. ["Ver River Phoenix literalmente desaparecendo no final de Conta Comigo é se dar conta de que talvez exista um acordo mudo na vida. De que talvez coisas boas demais simplesmente não possam ficar com a gente"]

    me fez lembrar “Nothing gold can stay”, de Robert Frost,
    no filme “The Outsiders”, do Coppola, 1983:

    Nature’s first green is gold
    Her hardest hue to hold.
    Her early leaf’s a flower;
    But only so an hour.
    Then leaf subsides to leaf.
    So Eden sank to grief,
    So dawn goes down to day.
    - Nothing gold can stay.

    Robert Frost,1923.

  29. Anonymous

    Texto com os espirito verdadeiro transmite oque sentimos por esta lembrança tão querida, que jamais vou apagar