Autor: Kênia Freitas
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A NOITE DOS MORTOS-VIVOS (Night of the Living Dead, George Romero, 1968)
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Por Kênia Freitas A exibição de filmes clássicos em festivais e mostras de cinema cumpre diferentes propósitos: apresentar um filme na tela grande para um novo público, proporcionar a circulação de uma cópia rara ou restaurada, propor releituras para um filme já canônico. Revisitar A noite dos mortos-vivos em 2018…
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DIANTE DOS MEUS OLHOS (André Felix, 2017)
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Por Kênia Freitas Até que ponto é possível reconstituir memórias (coletivas e singulares) em imagens de cinema? Entendendo esse possível não apenas pelo caráter do realizável, mas também pela dimensão de uma potência (re)criadora da memória. É nesse universo de questionamento que nos lança o longa-metragem de estreia do diretor…
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SPACE IS THE PLACE: Sun Ra, o mito no cinema
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Por Kênia Freitas “Adeus, terráqueos. Vocês só querem falar de verdades… Não de mitos. Bem, eu sou o mito que vos fala. Digo-lhes adeus.”, com essas palavras Sun Ra decola em sua nave tripulada quase exclusivamente por pessoas negras rumo à formação de uma colônia espacial longe da Terra (da…
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Festival de Brasília: Café com Canela
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Por Kênia Freitas Sankofa = “Não é tabu voltar atrás e buscar o que esqueceu” Provérbio tradicional Akan da África Ocidental (Gana, Togo e Costa do Marfim) “Ao produzir e dirigir seus filmes, diretoras negras brasileiras têm edificado um modo de fazer cinema cuja referência é a história e a…
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Eu Não Sou Seu Negro: encontros e confrontos pelo cinema
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Por Kênia Freitas No documentário “Eu Não Sou Seu Negro” (I Am Not Your Negro, 2016) o diretor Raoul Peck aponta como motivação inicial para o projeto um livro jamais terminado pelo escritor negro norte-americano James Baldwin. No livro inacabado “Remember This House”, Baldwin pretendia contar as histórias de Medgar…
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Love Crimes (Lizzie Borden, 1992)
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Por Kênia Freitas Lizzie Borden took an axe And gave her father forty whacks, When she saw what she had done, She gave her mother forty-one Reza a lenda que aos sete anos a então batizada Linda Elizabeth Borden ouviu os versos acima sobre o famoso duplo homicídio cometido por…
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The Uprising (Peter Snowdon, 2013)
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Por Kênia Freitas “It is no use to sneer and cry, ‘why these revolutions?’ No use for the sailor to scorn the cyclone and cry, ‘why should it approach my ship?’ The gale has originated in times past, in remote regions. Cold mist and hot air have been struggling long…
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Branco Sai Preto Fica (Adirley Queirós, 2014)
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Por Kênia Freitas I A forma em si, as convenções da narrativa em termos de como lidar com a subjetividade, o foco em alguém que está em desacordo como o aparato de poder da sociedade e cuja profunda experiência é a de deslocamento cultural, alienação e estranhamento. A maioria dos…
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O Enamorado (Pierre Étaix, 1963)
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Por Kênia Freitas Le Soupirant é o primeiro longa-metragem de Pierre Étaix. Já palhaço, músico, desenhista, o artista vinha da experiência de trabalhar com Jacques Tati em Meu Tio assumindo várias responsabilidades no set de filmagem – de criador de gags a assistente de diretor, tendo feito também o storyboard do…
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Django Livre (Quentin Tarantino, 2012)
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Por Kênia Freitas “I’m not real. I’m just like you. You don’t exist, in this society. If you did, your people wouldn’t be seeking equal rights. You’re not real; if you were, you’d have some status among the nations of this world. So we’re both myths. I do not come…
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As Hiper Mulheres (Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro, 2011)
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Por Kênia Freitas e Geo Abreu Se podemos pensar o documentário como um campo é justamente porque ele não cessa de fazer uma dobra dentro do universo cinematográfico como um todo. Meta-cinema por natureza — sem necessariamente cair no terreno da metalinguagem e da autorreferencialidade. E é nesse sentido que podemos…
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Vício Frenético (Werner Herzog, 2009)
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Por Kênia Freitas Nem uma sequência e nem um remake do filme homônimo de 1992 de Abel Ferrara, apenas uma obra com o mesmo título sobre um “tenente mal” (tradução literal do título original). Pelo menos, é assim que o diretor Werner Herzog explica a coincidência, garantindo que não havia…
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Little Dieter Needs to Fly (Werner Herzog, 1998)
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Por Kênia Freitas Little Dieter Needs to Fly poderia ser resumido como um documentário sobre o sonho americano de um garoto alemão. Mas apesar da pequena ironia do título, o filme de Herzog é muito mais cúmplice do que carrasco com o seu herói-quase-por-um-acaso. Assim, o diretor conta entre depoimentos,…
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O Enigma de Kaspar Hauser (Werner Herzog, 1974)
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Por Kênia Freitas O que é um ser humano? Essa parece ser a questão central de Herzog em O Enigma de Kaspar Hauser. No início do filme vemos um jovem acorrentado em um porão. O seu único contato social é com um homem que o alimenta e em determinado momento…
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Aguirre, a Cólera dos Deuses (Werner Herzog, 1972)
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Por Kênia Freitas Aguirre é um desses filmes em que Werner Herzog condensa de forma sublime o melhor do seu cinema – e desse mistério que é a construção de um filme. Temos já, mesmo se tratando de um filme na primeira década de sua carreira, uma temática ao qual…