


Li não lembro onde que o Spielberg, diretor executivo, queria que as pessoas saissem do cinema desligando os celulares, Ipods, apagando seus profiles no MySpace, etc, efeito parecido com o que ele conseguiu em Tubarão, quando o pavor das pessoas parece ter diminuido consideravelmente o número de nadadores nas praias por um bom tempo. Pena que ficou só na intenção inicial mesmo, na execução do DJ Caruso, isso virou apenas mais um esquecível filme de ação / perseguição / conspiração cheio de explosões e correria para um twist final sem tanto sentido.
Controle Absoluto tem um começo legal, onde somos conduzidos, com uma venda nos olhos e de forma alucinada, junto com os personagens de Shia LaBeouf (sempre muito bem, esse garoto tem futuro) e Rosario Dawson, em sequencias de tirar o fôlego mesmo, conseguindo extrair o melhor do que se pode esperar de um filme desse tipo. Mas essa empolgação toda vai por água abaixo assim que conhecemos a tal força que controla tudo, e em constatar o quanto essa força é frágil (assim como o roteiro), não batendo com o que vimos nos eventos que antecedem a revelação. E da metade em diante o filme se arrasta até um final enfadonho e mais clichê que queijo branco com goiabada.
1/4
Rodrigo Jordão
7 Responses to Controle Absoluto (DJ Caruso, 2008)