Morte Súbita (Greg McLean, 2008)

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Leiam essa sinopse: um cruzeiro pelas águas da Austrália se transforma em terror quando um grupo de turistas se torna presa fácil para um enorme crocodilo devorador de homens. Esperando em vão pela chegada do resgate em uma pequena ilha lamacenta, o medo rapidamente toma conta de todos. Muito provávelmente você pensou: “Meu Deus, mais um filme envolvendo crocodilos assassinos! Deve ser um desastre!!”.

E realmente seria, se o diretor fosse um qualquer. Mas nas mãos de Greg McLean, o promissor diretor de filmes de terror que surgui no cenário com o ótimo “Wolf Creek”, o filme se torna um suspense/terror interessantísssimo, graças ao tratmento quase documental que ele propõe na sua direção (ajudado pelas locações, no país natal do diretor, Austrália). Além disso, Greg McLean segue algumas premissas básicas de como prolongar o suspense, como a opção de só mostrar o monstro/vilão no final da película, ou ainda a opção de investir na tensão quase que constante (e de mostrar muito pouco dos ataques) ao invés de litros e litros de sangue e decapitações/mutilações/mortes em câmera lenta. O resultado: um filme extremamente tenso, que prende o telespectador drante todos os 96 minutos de filme.

Com essa estrutura, esse filme lembrou muito outro clássico de criaturas/vilões feito há mais de 30 anos atrás: Tubarão. Toda a sua estrutura (um ataque nos primeiros minutos de filme; a ambientação, com a apresentação dos personagens; o aparecimento do monstro; os personagens sendo atacados um a um; a tensão pela iminente presença do monstro, mesmo que não o vejamos, e o eletrizante confronto final) evoca boas lembranças do filme que despontou Spielberg. E, não só ele, como outros mestres do suspense/terror, ficariam bastante satisfeitos com o filme.

Com esse filme, Greg McLean se firma como um dos diretores mais promissores do terror na atualidade.

3/4

Adney Silva

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