Jornada nas Estrelas (Star Trek – Robert Wise, 1979)

Aos 30 anos de idade, é impressionante constatar como este primeiro filme sobrevive a uma certa indiferença (quando não ojeriza) por parte da crítica e também dos fãs. Alguns até dizem que este filme pode até ser sci-fi, mas não é, de modo algum, Star Trek, o que é absurdo.

É impressionante constatar também que, ao completar 3 décadas de vida, Jornada nas Estrelas – O Filme, permanece, intacto, como um padrão que foi estabelecido em termos de estética para os filmes da série que se seguiram. É notável o quanto Wise explora todo e cada cantinho do quadro de 2,35:1 mostrando que, se Trek se deu bem na TV, seu destino e objetivo final era, sem dúvida, o cinema, mesmo com toda a motivação mercantilista da Paramount em levar a série para a tela grande.

Mas não é só… ao abordar a idéia de um ser com um nível de consciência avançadíssimo, definitivo, criado pelo limitado ser humano, Jornada nas Estrelas – O Filme mostra a que veio, discursando que a ficção científica era relevante e podia permanecer adulta, contemplativa em uma época em que blockbusters de verão começavam a pipocar, auxiliado por uma trilha sonora estupradora, a MELHOR já composta pelo mestre Jerry Goldsmith, audaciosamente indo onde nenhum filme de sci-fi jamais esteve, exceto por Kubrick e Tarkovski, que já chegaram lá…

4/4

Daniel Costa

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