Invasores de Corpos (Abel Ferrara, 1993)

Ca ra lho. Bom demais essa merda! Como falavam que esse era o menos Ferrara, tava esperando algo mais tradicional (mas ainda assim muito bom), não um dos melhores filmes de terror, sci fi, etc, de todos os tempos. E isso só é tradicional se comparado apenas ao próprio cara. Agora é oficial pra mim, ninguém filma melhor que ele. O que é a cena onde o Forrest Withaker é cercado por aqueles malucões? É sério, poucas vezes mesmo alguém conseguiu transportar tão bem essa sensação de exilio, de completo sufocamento, de frio na barriga quando enxerga a poucos centímetros uma mão que corre atrás de ti. É inquietante toda vez que um personagem caminha sozinho, ou é cercado em uma sala, ou perseguido em locais abertos, etc, por outros seres em um número maior que ele.

E fora que é genial demais a forma que tudo acontece. Não existe brutalidade ou coisas do tipo, é tudo através do sono. Não existe indicios de que essas “criaturas” realmente são uma ameaça, ou ameaça maior que nós, apenas a intimidação. Sugadores de emoções, e consequentemente o podre de cada um. Numa visão romântica onde sensações são talvez a maior razão para vivermos, é o fim de tudo abdicar delas, mas na visão mais fria, onde visam a igualdade de todos, seria o ideal, talvez.

A forma como tudo ocorre mostra que talvez eles estivessem muito mais preparados pra tomar conta do planeta, que o reflexo deles é algo bem menos doentio que o nosso, e é só ver a nossa forma de revide final.

Enfim, é demais mesmo.

4/4

Thiago Duarte

ou: Invasores de Corpos (Abel Ferrara, 1993) – Daniel Dalpizzolo – 4/4

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