
Pra que serve, afinal? Pensa assim: você assiste a um filme, acha ele fantástico, e em seguida, conversa com um amigo seu que é versado no assunto (assim como você se considera), alguém com quem você sempre troca idéias sobre filmes, etc.
Então, você comenta com ele que adorou esse filme, mas, pra sua surpresa, ele detestou, e te elenca “n” motivos pra embasar a opinião dele. Aí eu te pergunto: você vai deixar de amar o filme se caso constatar que seu amigo tem “razão”? Digo “razão” – entre aspas – pois o cinema, como todos sabemos, é uma arte, o que o enquadra na família das coisas subjetivas. Mas ok, ele tem razão, e você não consegue contra-argumentar o que ele disse, até porque ele está absolutamente certo no que disse, você consegue visualizar na obra tudo o que ele falou. E aí? Você vai deixar de gostar do filme por causa disso?
Acredito que não, pois o que aconteceu foi envolvimento sentimental. Por mais que seu amigo tenha razões lógicas pra questionar o filme, e você visualize todos os tais defeitos na obra… ao final do filme você adorou tudo o que viu, mesmo que com ressalvas.
Então, eu reitero: pra que discutir sobre cinema? “Pra trocar pontos de vista” você vai me dizer. Mas e daí? Mesmo que os pontos do seu amigo lhe pareçam sedutores o suficiente pra você odiar o filme, você, certamente, não terá como apertar um botão e odiá-lo a partir de então. Como fica essa questão pra vocês?
Djonata Ramos
15 Responses to Mas pra que eu vou discutir cinema, diabos?