Autor: Pedro Tavares

  • Olhar de Cinema: Guia de Filmes – Parte #2

    Olhar de Cinema: Guia de Filmes – Parte #2

    Por Pedro Tavares BANQUETE COUTINHO (Josafá Veloso) “Eu fumo cigarros e às vezes faço uns filmes”. Coutinho como sempre parte do seu lado depreciativo mas que acha lacunas de admiração sobre seus filmes numa conversa tipicamente Coutiniana entre reclamações e dúvidas. O filme parte da ideia que Coutinho sempre fez…

  • Olhar de Cinema – Guia de Filmes #1

    Olhar de Cinema – Guia de Filmes #1

    Por Pedro Tavares UMA CORRENTE SELVAGEM (Nuria Ibañez) A tensão sexual como mediadora – ou corrente – da observação do cotidiano de dois pescadores que Nuria Ibañez recorta de forma bastante interessante: estes homens podem estar sozinhos no mundo ou criaram um antro à parte onde a vida mecanizada do…

  • VIDAS DUPLAS (Olivier Assayas, 2018)

    VIDAS DUPLAS (Olivier Assayas, 2018)

    Ao estranhamento Por Pedro Tavares Há em Vidas Duplas, longe da sugestão do título nacional, a dicotomia que envolve a tradução da famosa sensação de estranhamento Freudiana, que também a coloca como uma sensação de desrealização e alienação. O estranhamento, a princípio, parte de como Olivier Assayas escapa de um…

  • A fábula do autor-animal: Alex Cox e a trilogia do ridículo

    A fábula do autor-animal: Alex Cox e a trilogia do ridículo

    Por Pedro Tavares “Nós nos achamos no direito de rodar, de vez em quando não filmes de alto custo, e sim filmes que produzem filmes“ Dziga Vertov Seguindo o conceito de senso comum antropomórfico da básica literatura infantil que em sua função elementar carrega a moral como norte, fica a…

  • A Mula (Clint Eastwood, 2018)

    A Mula (Clint Eastwood, 2018)

    Autor-retrato. Ao comentar as obras de Hollis Frampton, autor do cinema de vanguarda americano, a pesquisadora Patrícia Mourão sugeriu o pensamento da fotografia como uma vitória do homem sobre a transitoriedade do vidro ao abordar a autobiografia em (nostalgia) de 1971. E complementa: “Tornar-se cineasta, é abrir mão de falar…

  • Um Filme de Verão (Jô Serfaty, 2019)

    Um Filme de Verão (Jô Serfaty, 2019)

    De costas para o mar Há entre os limites de Um Filme de Verão uma reflexão sobre o verdadeiro significado de um feel good movie. Os fins que a diretora Jô Serfaty traça colocam o filme num caminho muito significativo sobre a representação do jovem periférico – o verão para…

  • Vermelha (Getúlio Ribeiro, 2019)

    Vermelha (Getúlio Ribeiro, 2019)

    A grande novela masculina O resgate da identidade da Mostra Aurora durante a 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes veio como um óvni: Vermelha, na medida em que remete às obras que regeram o cinema nacional contemporâneo e que confirmaram a força do evento nos últimos anos, tem particularidades inerentes…

  • Desvio (Arthur Lins, 2018)

    Desvio (Arthur Lins, 2018)

    O outro lado da ponte Como um transeunte nas próprias memórias, Pedro, protagonista de Desvio, representa bem os caminhos possíveis e tomados por Arthur Lins, diretor do filme, como maneira de controlar analogias e simbioses. Há um limite muito claro de tempo e de como os personagens serão delineados como…

  • A Rainha Nzinga Chegou (Junia Torres e Isabel Gasparino, 2019)

    A Rainha Nzinga Chegou (Junia Torres e Isabel Gasparino, 2019)

    Entre as minúcias e o atropelo A Rainha Nzinga Chegou é composto por dicotomias interessantes acerca de seu objetivo e de seus meios de produção. Na mesma medida em que é um filme indubitavelmente etnográfico e com o peso do pensamento de preservação da história e da cultura, o filme…

  • Tremor Iê (Elena Meirelles, Lívia de Paiva, 2019)

    Tremor Iê (Elena Meirelles, Lívia de Paiva, 2019)

    Acreditar na palavra Um rápido pensamento durante a sessão de Tremor Iê remete a um comentário feito por Adirley Queirós sobre o seu Era Uma Vez Brasília há um ano atrás durante debate na 21ª Mostra de Tiradentes e a negação da fala no filme: eis aqui o seu complemento…

  • Seus Ossos e Seus Olhos (Caetano Gotardo, 2019)

    Seus Ossos e Seus Olhos (Caetano Gotardo, 2019)

    De olhos fechados A cena que abre Seus Ossos e Seus Olhos é essencial: lá está o diretor, roteirista e protagonista Caetano Gotardo munido de um telefone, com sua emoção aflorada. O telefone e a emoção são dois caminhos indispensáveis em seu formalismo. Ainda sobre o aparelho telefônico, vale dizer…

  • Editorial – O Rito de sentar-se à mesa

    Editorial – O Rito de sentar-se à mesa

    Senta-se à mesa. Ao comentar a análise de Giuseppe Lo Duca sobre erotismo e cinema em L’Érotisme au cinéma, André Bazin conclui que o olhar do autor enxerga a fonte do erotismo cinematográfico nos traços comuns ao espetáculo cinematográfico e ao sonho pela passagem: “O cinema está próximo do sonho,…

  • Festival do Rio: Cobertura – Parte 4

    Festival do Rio: Cobertura – Parte 4

    Amanda (idem, Mikhael Hers, 2018) Como o cotidiano é interpelado e como interpelar o horror. A mudança de tom de Rohmer à ancorar seus personagens na cidade como um martírio é uma escolha esmagadora. Um filme de muitas sutilezas e que merece revisão e fica o eco da última cena…

  • Festival do Rio: Cobertura – Parte #3

    Festival do Rio: Cobertura – Parte #3

    Morto Não Fala (idem, Dennison Ramalho, 2018) O suprassumo do horror. Do gore ao terrir, o filme condensa com sucesso todas as formas modernas do gênero sem tocar em sua espinha dorsal. Trama bem desenvolvida e aura de suspense intactos por todo o filme. Arrisco a dizer que desde Garrett…

  • Festival do Rio: Cobertura – Parte #1

    Festival do Rio: Cobertura – Parte #1

    Mais enxuto porém com seleção de qualidade e bem próxima a da Mostra de São Paulo, o Festival do Rio comemora 20 anos em 2018 com 200 filmes na programação. Dividiremos a cobertura em várias partes, portanto sugerimos visitas diárias ao site para acompanhar todos os comentários sobre os filmes…