Autor: Pedro Tavares
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Festival do Rio 2022 – Parte #2
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Diário de bordo do Festival do Rio. Por Pedro Tavares FOGO-FÁTUO (João Pedro Rodrigues, 2022) Musical antirrepublicano. Neoconstitucionalismos à base de corpos e amor – bombeiros que cedem aos desejos ao invés da defesa nacionalista e heroica. João Pedro Rodrigues equilibra o cinismo do debate sugerido à contemporaneidade pela diluição…
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Festival do Rio 2022 – Parte #1
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Diário de bordo durante o Festival do Rio. Por Pedro Tavares MEU LUGAR NO MUNDO (Adrián Silvestre, 2022) O filme de Adrián Silvestre se revela uma medida bem competente entre o drama envolvendo identidade de gênero e a vida corriqueira, como ele se torna um elemento primordial para toda ação,…
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Editorial: Pedagogia da Imagem
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Por Pedro Tavares TEXTO ESCRITO COM DIVERSAS INTERPELAÇÕES DO WHATSAPP. Proxy Reverso (2014) de Guilherme Peters e Roberto Winter Em entrevista a Andrea Soto Calderón recentemente publicada em O Trabalho das Imagens (ed. Chão da Feira), Jacques Rancière afirma que a imagem vai além da forma visual: falamos de uma…
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Desta para uma melhor: Cow (Andrea Arnold, 2021)
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Aqui o objeto é simplesmente isolado, qualificado, extraído do ambiente, projetado em um novo mundo; o pedaço de real não tomado para ser confrontado com as partes manuais da obra, ele é tomado “para ser tomado” e não adquire essa virtude, essa eficácia singular senão pelo fato de ser destacado…
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Homem-aparelho: entrevista com Wilson Oliveira Filho
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Por Pedro Tavares Para a edição “Imagens Fantasmas” considerei um papo com Wilson Oliveira Filho muito importante pensando em sua área de atuação com as salas de cinema e meios tecnológicos. Um novo espectro toma esse espaço e Wilson, em tempo, mostra seu projeto de expansão de atividades para novas…
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Olhar de Cinema: Por Trás da Linha de Tijolos Vermelhos
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Por Pedro Tavares Uma informação básica e que aparentemente passa como uma sombra em Por Trás da Linha de Tijolos Vermelhos é a consequência de um tempo assolador dos protestos registrados. Após seis meses de ocupação das ruas de Hong Kong, um capítulo novo então é escrito e registrado por…
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Olhar de Cinema: A Calmaria Depois da Tempestade (Mercedes Gaviria)
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Por Pedro Tavares Em certo ponto de A Calmaria Depois da Tempestade a diretora Mercedes Gaviria resume sua proposta como um exercício estático de memória. É interessante notar como esta frase dada pela própria realizadora coloca ao filme um tipo de análise referente às imagens de arquivo e suas funções…
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Olhar de Cinema: Apenas o Sol (Aramí Ullon)
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Por Pedro Tavares Um conflito simples desequilibra as intenções de Apenas o Sol como potente discurso: é o embate direto entre o formalismo e a frontalidade da mensagem. Talvez não exista um filme que coloque em palavras de maneira tão direta a relação do pentecostalismo e o extermínio da cultura…
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Olhar de Cinema: Virar Mar (Philipp Hartmann, Danilo Carvalho)
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Por Pedro Tavares Um exercício muito curioso envolvendo uma matéria, dois locais e um padrão. Virar Mar aborda a questão da escassez de água no sertão brasileiro e o excesso no interior da Alemanha. Com isso, Philipp Hartmann e Danilo Carvalho parecem dirigir separadamente suas partes mantendo apenas a estrutura.…
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Olhar de Cinema: O Protetor do Irmão (Ferit Karahan)
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Por Pedro Tavares O Protetor do Irmão parte de um espelhamento constante muito interessante: cada cena, cada gesto e cada plano é um comentário sobre o Estado. É em um colégio interno estadual que seu modus operandi análogo à crueldade e de bordas largas ganha contornos. É na impossibilidade de…
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Sem Sol: Via Dupla
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Por Pedro Tavares No final dos anos 70, enquanto retornava aos projetos pessoais, Chris Marker fez uma série de viagens pelo mundo e a partir delas captou alguns signos da existência além de puras imagens. Sem Sol (1983) é uma espécie de mapeamento em via dupla – som e imagem…
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No campo das paixões
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Por Pedro Tavares O futebol exerce sobre o povo um poder que só se compara ao poder das guerras. Leva um país inteiro da maior tristeza à maior alegria. Para explicar esse fenômeno, há duas teorias: uma diz que a bola de futebol é um símbolo do seio do ventre…
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Guerra dos Mundos e a efemeridade de uma cidade
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Por Pedro Tavares Vemos que, sob o olhar de uma certa história, os objetos mais imortais são talvez os que melhor realizaram, completaram sua própria morte.[1] (Georges Didi-Huberman) É necessário partir do óbvio: a efemeridade do planeta, de suas obras finitas enganadas pelo desejo do infinito. No olhar, a certeza…
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Tenet (Christopher Nolan, 2020)
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Mijar ao Vento Por Pedro Tavares No conceito de autoria, a reiteração de métodos e a noção de um lugar comum na obra geral ou se justifica ou se ostenta. É de fato curioso como Tenet é uma espécie de incessante busca e confirmação de certo fetichismo por parte de…
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Olhar de Cinema: Na Cabine de Exibição
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Por Pedro Tavares O cineasta e a espectadora, cada um em seu bunker, e entre eles, um corpo fragilizado pela frequente exposição – o da imagem. Este exercício minimalista de exame é muito poderoso à medida que cada suposto diagnóstico sobre os fins da imagem é criado. Quando a jovem…