
POW! ZUPT! SOC!
Essas são onomatopéias clássicas e reconhecidas que remetem imediatamente ao Batman. Mas o primeiro Batman, aquele da TV e bem camp. A série fez bastante sucesso, e esse filme veio no embalo. Mas como todo mundo que conhece esse lado percebe, ficou incrivelmente datado e até meio esquecido; que deixou o terreno propício para Tim Burton resgatar a série mais de vinte anos depois de maneira brilhante.
Mas é pra falar deste filme. O grande charme em assistir o primeiro Batman para o cinema, seja conhecer mesmo esse lado mais trash, de Adam West e Cesar Romero, entre outras coisas. Neste longa, o Coringa, o Pingüim, o Charada e a Mulher Gato se unem todos para um plano mirabolante, maquiavélico e absurdo para dominar as pessoas (num algo que não é lá bem explicado pra se entender, um quê de armas científicas etc para desidratar as pessoas. quase que um escracho com o pânico com as armas da guerra fria, e isso é engraçado de se ver até).
Hoje o filme fica como curiosidade basicamente, e pra quem tem a veia camp mesmo. De conhecer a afetação dos astros da série, o tema clássico do The Ventures, de ver as cenas de ação com todo aquele charme (pow! soc!), ver a tosquisse e o absurdo das situações, enfim. E também é difícil esconder o filme do formato de “episódio-extendido-da-série” (que fazia tantos filmes não é de hoje), já que não é questão de acrescentar nada, é que o formato é praticamente o mesmo (e quando você assiste ao filme você pode ficar com o pensamento de que podia era ter pego vários episódios da série). Mas enfim, até vale a pena pra assistir de zueira mesmo, ao contrário dos do Schumacher, que nem graça tem.
Os (d)efeitos especiais são um show à parte. Destaque para a cena em que o Batman desce pela escada do helicóptero, ainda no começo enquanto eles procuram o QG dos bandidos, e atacado por um tubarão de uma perfeição… faz parte e você acha graça se entra no clima. Não é o melhor que se pode fazer com o escracho (a melhor versão do Batman, contando Burton, Schumacher, Nolan e este de 66, é o obscuro Feira da Fruta. vale a pena conhecer), mas ainda assim é interessante.
O filme vale mais como curiosidade mesmo, não pra quem leva o herói a sério demais, e pode achar graça no lado tosco do morcego.
2/4
Pedro Kerr