Talvez apenas no próprio Femme Fatale, do De Palma, essa instituição sagrada do film noir tenha sido tratada com tanta devoção como em a Lua na Sarjeta, encarnada aqui pela inacreditável Nastassja Kinski. O cuidado de Beineix é o mesmo: captar o corpo, lábios, olhos, cabelos, e rearranjá-los do outro lado da lente na forma estonteante de uma deusa.
*texto: A Lua na Sarjeta (Jean-Jacques Beineix, 1983) – Luis Henrique Boaventura
