Autor: Rubens Fabrício Anzolin
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NO INFERNO COM O CAPETA
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Por Rubens Fabrício Anzolin Há um episódio específico de The Shield (2002 – 2008) que concatena aquilo que de melhor o seriado televisivo possui no que diz respeito à complexidade e contradição de seus protagonistas. À certa altura da terceira temporada conhecemos Robert Huggins, interpretado pelo rapper Andre 3000, dono…
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OBITUÁRIO: WILLIAM FRIEDKIN
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Bêbado de azul e vermelho: William Friedkin está vivo Por Rubens Fabricio Anzolin A função cinematográfica se mostra então eminentementefavorável à obra inovadora do demônio. (O cinema do diabo, de Jean Epstein) O olho. A testemunha, a chave de acesso por onde entra o demônio, o portal que permite transformar-se…
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Olhar de Cinema: Alan
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Por Rubens Anzolin Sete notas sobre Alan do Rap I) Alan deve ser o melhor filme brasileiro que assisto desde Vermelha (Getúlio Ribeiro, 2019). Herdeiro da mesma linhagem de impacto de obras como A Cidade É Uma Só? (Adirley Queirós, 2011), A Vizinhança do Tigre (Affonso Uchôa, 2014) e Na…
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Passeio com os curtas do Olhar de Cinema
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Por Rubens Fabricio Anzolin Passeio com os curtas (Outros Olhares) Acredito no risco. É sempre melhor passear com filmes do que tentar levá-los a algum lugar previamente calculado, independente das consequências. Cinema é coisa que se mexe, arte do deixar-se ir. E, portanto, seria um desserviço ativar certos filmes antes…
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Octopus (Karim Kassen, 2021)
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Por Rubens Fabrício Anzolin Quanto vale um plano? Quero começar esse texto com uma provocação. Afinal, quanto vale um plano? Qual é o limite que se estabelece na arte audiovisual para que um plano possua um valor particular? Isto é, até onde pode ir um plano, o quanto ele é…
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Rewind & Play (Alain Gomis, 2022)
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Por Rubens Fabricio Anzolin Contracinema Rewind & Play (Alain Gomis, 2022) é um filme cuja estrutura se materializa à medida em que se desmonta. Uma peça sem avanço: primeiro acontece, para depois desacontecer. Trata-se de um negativo encontrado por Alain Gomis e sua equipe, datado de 1969, onde estava armazenada…
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Poeta (Darezhan Omirbayev, 2022)
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Por Rubens Fabricio Anzolin Conquistar o mundo A primeira imagem de Poeta (Darezhan Omirbayev, 2022) já é capaz de encontrar uma metonímia plausível para aquilo que busca o filme: sentado em uma pequena mesa, na cozinha de sua casa, Didar escreve os versos iniciais do dia, meditando com a caneta…
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A imagem oferecida: o cinema de Ricardo Alves Jr.
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— Ele fixou os olhos em você? — Constantemente.(Hamlet, Ato 1; Cena 3) Por Rubens Fabricio Anzolin Pascal Bonitzer costumava defender que o sucesso do cinema estava relacionado àquilo que, em essência, ele era capaz de reproduzir: o movimento e a vida. Ou seja, todo e qualquer procedimento que surgisse…
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A voz, essa sobrevivente
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Por Rubens Fabricio Anzolin Começo pelo princípio: o verbo. Capitu e o Capítulo (2021), assim como boa parte dos filmes recentes de Júlio Bressane, é uma obra falada. Ou melhor dizendo: uma obra declamada. Uma obra em que qualquer respingo de verdade irá se revelar senão através da encenação, elemento…