Autor: Ranieri Brandão

  • O Prazer (Max Ophüls, 1952)

    O Prazer (Max Ophüls, 1952)

    Por Ranieri Brandão Durante os primeiros cinco minutos de O Prazer, a famosa frase de Scorsese sobre a câmera “que respira” de Max Ophüls parece ganhar um sentido mais justo, mais claro, mais visível. Se a perplexa pergunta a essa constatação pode ser posta mais ou menos como num “ela…

  • Plano de metamorfoses (ou o equívoco de nossa nostalgia)

    Plano de metamorfoses (ou o equívoco de nossa nostalgia)

    Por Ranieri Brandão De imediato, sempre nos referíamos com estranheza diante do tríptico cronenberguiano mais recente, lançado entre essas duas décadas lancinantes em que também espalhamos, pelas vias das mil geometrias do estilhaço, nossos tortos passos de palavras endereçadas ao cinema. Por isso, é vital voltar a David Cronenberg, a…

  • A Vida Íntima de uma Mulher (Nicholas Ray, 1949)

    A Vida Íntima de uma Mulher (Nicholas Ray, 1949)

    Um corpo nos filmes de Nicholas Ray é aquele que é narrado (pela luz, pelos movimentos que descreve, pelo aprisionamento ou não à história) ou é aquele que tenta se libertar da narrativa (quebrá-la, devolvê-la aos pedaços que são as folhas do roteiro — dois personagens que assim operam: Jim…

  • O Crime Não Compensa (Nicholas Ray, 1949)

    O Crime Não Compensa (Nicholas Ray, 1949)

    O logo da Columbia antes da abertura de O Crime Não Compensa (1949), de Nicholas Ray, serve para esconder uma grande falsidade. O primeiro nome que aparece depois do logo é o de Humphrey Bogart e a falsidade é bem simples: ao eleger o nome do ator antes do título (aliás, o…

  • Divine (Max Ophüls, 1935)

    Divine (Max Ophüls, 1935)

    Por Ranieri Brandão No cinema de Max Ophüls vive um teorema voraz, repetível, incisivo: a mais frágil presença do paraíso implica a existência cristalina e material do inferno. Tomemos a abertura de Divine, esse pedaço de paz a ser revertida, esse discurso de apresentação seco e direto: idílica, simples, fresca,…

  • A Ronda (Max Ophüls, 1950)

    A Ronda (Max Ophüls, 1950)

    Por Ranieri Brandão A prova cabal do movimento e do modo de olhar no cinema de Max Ophüls é aquele plano-sequência que abre A Ronda. Mais do que um virtuosismo técnico, ou mais do que uma assinatura (o prazer do movimento em detrimento ao da montagem), o plano tem que…