Autor: Lucas Saturnino

  • Tudo que começa como atividade termina como forma autoconsciente de teatro

    Tudo que começa como atividade termina como forma autoconsciente de teatro

    por Lucas Saturnino “«How clearly I have seen my condition, yet how childishly I have acted», says Goethe’s sorrowful young Werther. «How clearly I still see it, and yet show no sign of improvement». […] Note that here, as elsewhere, seeing clearly seems to take Werther, and us, no further.”…

  • O que jaz fosforescente dentro da casca carbonizada

    O que jaz fosforescente dentro da casca carbonizada

    por Lucas Saturnino “Diz uma lenda do Talmude que, ao nascer, a criança carrega uma vela sobre a cabeça como símbolo de conhecimento ilimitado. No momento de seu nascimento, um anjo apaga a vela e a criança esquece tudo. Durante o caminho de sua vida, ela deve aprender a se…

  • A paixão pelo poder de alguns encontros resplandecerem frente ao caos: Something Useful (Pelin Esmer, 2017)

    A paixão pelo poder de alguns encontros resplandecerem frente ao caos: Something Useful (Pelin Esmer, 2017)

    Por Lucas Saturnino e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega, pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva, e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas cicatrizes, palavra soprada a que forno com que fôlego, que alguém perguntasse: tinha paixão? afastem de…

  • O pântano sob Berlim: à volta de Undine

    O pântano sob Berlim: à volta de Undine

    Por Lucas Saturnino A palavra alemã Landschaft pressupõe uma paisagem cultural. A ideia está embutida no próprio termo. Falar sobre paisagem na Alemanha é falar sobre um lugar moldado por pessoas, e, tendo em vista a história do século passado, nem sempre foi tão fácil falar sobre isso. Mas os…

  • Pode até ser que isto seja um grito

    Pode até ser que isto seja um grito

    Por Lucas Saturnino Contes de juillet (Guillaume Brac, 2017) “Como imaginar o porvir em um país sem futuro?” (Jean-Pierre Bekolo, Les saignantes) “Lá está ela, um ser humano, mergulhando no desconhecido, e ela está bastante acordada” (Ottessa Moshfegh, Meu ano de descanso e relaxamento)   A linha-mestra de Ne croyez…

  • Justine Triet, uma cineasta no século XXI

    Justine Triet, uma cineasta no século XXI

    Por Lucas Saturnino I. Dado que “Sur place” (2006) e “Victoria” (2016) compartilham um ponto de partida dramatúrgico em comum, pode-se dizer que Justine Triet passou da videoarte à comédia romântica de modo absolutamente coerente. A francesa Justine Triet nasceu em Fécamp, na Normandia, em 1978. Formou-se em artes plásticas…