Autor: Gabriel Papaléo
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Que os jovens destruam a cidade – Funeral das Rosas
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Por Gabriel Papaléo “Quanto a espadas, as ornadas com joias.” Sei Shônagon, O Livro do Travesseiro (1002). Faz vinte e três anos que as bombas foram jogadas em Hiroshima e Nagasaki, e com isso o milagre econômico patrocinado pelos Estados Unidos no pós-bomba já está enraizado o suficiente no cotidiano…
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A festa do fim do mundo e sua nostalgia sexual em Estranhos Prazeres
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Por Gabriel Papaléo “Há uma batida de ritmo de selva embaixo de mim; o som de cassetetes batendo em escudos de choque, tradição da polícia quando a coisa fica feia. (…) Porque vai haver sangue de transientes derramado por todo esse lugar.” Warren Ellis, Transmetropolitan 3 Como vivemos no totalitarismo…
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A ética do trabalho infinito em Holy Motors
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Por Gabriel Papaléo “Nos dias de hoje, uma das igrejas de Tlön sustentam platonicamente que tal dor, que tal matiz esverdeado do amarelo, que tal temperatura, que tal som, são a única realidade. (…) Todos os homens que repetem uma linha de Shakespeare, são William Shakespeare.” Jorge Luís Borges,…
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Como vive o corpo virtual – a presença física em O Segundo Rosto.
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Por Gabriel Papaléo “Long live the new flesh.” Max Renn, vivido por James Woods em Videodrome (1983, dir. David Cronenberg). Onde exatamente experimentamos algo “real”? Qual o paradigma que lhe é concedido para explorar essa realidade? Para John Frankenheimer, a virtualidade faz parte (se não é o motor)…
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A Rosa Azul de Novalis (Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, 2018)
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Por Gabriel Papaléo Em dado momento de A Rosa Azul de Novalis, o protagonista Marcelo diz que o poeta Novalis tinha como grande objetivo de vida achar a tal rosa azul, que era uma busca impossível mas não por isso menos incessante. Para quem entra na projeção se perguntando o…
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Fantasmas e reminiscências – as formas de diálogo entre tempos nas Hong Kongs de Stanley Kwan e Wong Kar-Wai
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Por Gabriel Papaléo No início de Dias Selvagens, segundo filme dirigido por Wong Kar-Wai, Yuddy, o personagem vivido por Leslie Cheung diz para Lai-Chung, vivida por Maggie Cheung: “Por conta de você, lembrarei desse minuto para sempre.” Em Rouge, de Stanley Kwan, o espírito da personagem Fleur vivida por Anita…
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Parque Oeste (Fabiana Assis, 2018)
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Por Gabriel Papaléo Qual postura se toma diante do Estado e da iniciativa privada que com ele vem junto, para enfrentar a máquina destruidora de espaços? Em Parque Oeste, documentário de Fabiana Assis, as perguntas vem através de cuidado histórico importante para a contextualização dessas lutas, mas a preocupação em…
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Trágicas (Aida Marques, 2019)
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Por Gabriel Papaléo As primeiras cenas de Trágicas são bem reveladoras: um palco, com a luz estilizada teatral, e a interpretação grandiloquente da atriz que interpreta as três deusas gregas, seguidas de depoimentos de mulheres que perderam seus filhos na ditadura. Uma tentativa de interpretação metafórica entre duas questões díspares…
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A cidade foi feita para caminhar – o Andarilho de Tsai Ming-Liang
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Por Gabriel Papaléo Qual a reação possível de indivíduos em um espaço social de metrópole cuja arquitetura e disposição econômica não foram pensadas para a existência deles? Nos filmes do diretor Tsai Ming-Liang, especialmente a partir de Adeus, Dragon Inn (2003), os personagens andam muito por espaços vazios, por ambientes…
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KELLY REICHARDT E OS ACUMULADOS DE TEMPO NO GÊNERO
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Por Gabriel Papaléo “Meus filmes são sobre pessoas que não tem um porto seguro.” Kelly Reichardt Das principais bases narrativas do cinema de gênero, de trabalhar com estruturas consagradas e arquétipos de personagens para criar mundos cujas ideias se renovam justamente no rearranjo de elementos conhecidos, é o controle de…
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O Atalante (Jean Vigo, 1934)
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Por Gabriel Papaléo Uma das sessões especiais históricas do CineOP 2018 exibiu a obra máxima de Jean Vigo, O Atalante, numa cópia restaurada pela Cinemateca Francesa, para um cinema cheio como não fora o filme à época de seu lançamento. Por décadas as versões do filme eram variadas, cortadas contra…
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DAWSON CITY – TEMPO CONGELADO (Bill Morrison, 2016)
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Por Gabriel Papaléo Como traçar um passado através da referência, do gesto e do antropológico? O filme nasceu como explosivo, os mecanismos dele como indústria se confundem com a própria história americana, e em Dawson City – Tempo Congelado o efeito corrosivo do tempo é visível desde a arquitetura da…
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A DIMENSÃO MITOLÓGICA NO RETRATO DE PAISAGEM DO CINEMA DE PETER HUTTON
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Por Gabriel Papaléo “Um homem que nasce cai num sonho como um homem que cai ao mar.” Joseph Conrad Em certo momento de Three Landscapes, após o primeiro segmento de paisagens, o segundo ato começa com a peregrinação de alguns trabalhadores. Eles ascendem as tubulações em cordas pouco confiáveis, a…
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PLATAMAMA (Alice Riff, 2018)
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por Gabriel Papaléo É curioso ver em Tiradentes um filme de 2018 cuja estética se aproxima do cinema observacional, depois de toda a renovação formal que filmes como A Vizinhança do Tigre e Branco Sai, Preto Fica propuseram há alguns anos, porque agora essa ideia de cinema tornou-se uma grife,…
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O NÓ DO DIABO (Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abe, Jhesus Tribuzi, 2017)
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por Gabriel Papaléo As maldições historicas das terras brasileiras vem acertar as contas fisicamente com os opressores. Toda essa herança que o solo do país carrega pela violência na qual foi fundado e mantido vem através de uma interessante ressignificação mitológica sobre as lendas que são tradicionalmente orais e literárias no…