Autor: Diogo Serafim

  • Iluminar o mundo pelo opaco

    Iluminar o mundo pelo opaco

    Por Diogo Serafim  Nuestra mente es porosa para el olvido; yo mismo estoy falseando y perdiendo, bajo la trágica erosión de los años, los rasgos de Beatriz. Jorge Luis Borges, El Aleph People take pictures of each other, and the moment to last them for ever, of the time when…

  • Sinfonia da metrópole: cordões e balões, carros e prédios

    Sinfonia da metrópole: cordões e balões, carros e prédios

    Por Diogo Serafim Um jornal no pé de um bonde acusa a existência de um assassino de crianças à solta na cidade de Los Angeles. O bonde começa a subir a rua íngreme e a câmera, ali instalada, vai desvendando a cidade como uma prisão de luzes, movimento, outdoors, carros,…

  • O vulcão e a nuvem: revolta como resignação em Stromboli, de Roberto Rossellini

    O vulcão e a nuvem: revolta como resignação em Stromboli, de Roberto Rossellini

    Por Diogo Serafim   Cela s’est passé. Je sais aujourd’hui saluer la beauté. Faim, Arthur Rimbaud No caminho para Stromboli, fez frio. Deitada ao lado do homem que aceitou casar após um breve cortejo e um beijo interrompido através de arame farpado, o personagem de Ingrid Bergman olha para o…

  • Circuitos ao vento: a solidão no fim do mundo de Kairo (2001), de Kiyoshi Kurosawa

    Circuitos ao vento: a solidão no fim do mundo de Kairo (2001), de Kiyoshi Kurosawa

    Por Diogo Serafim Eu me sinto sozinho às vezes. Mesmo quando rodeado por pessoas que amo, mesmo quando cercado por pessoas que eu poderia amar, mesmo quando sozinho no meu quarto pensando nas pessoas que amo ou que poderia amar. Quando afirmo que me sinto só, não tenho a intenção…

  • Imagem-trabalho

    Imagem-trabalho

    Por Diogo Serafim Ao compararmos a iconografia do cinema à da  pintura cristã, percebemos que lá o trabalhador  é visto como aquela mesma criatura rara, santa. O cinema mostra o trabalhador de  outras formas também, mas capta  principalmente o elemento referente ao trabalhador presente em outras formas de vida. Quando…

  • O sabre de madeira, o pássaro azul, o espelho fragmentado e a luz que parte

    O sabre de madeira, o pássaro azul, o espelho fragmentado e a luz que parte

    Por Diogo Serafim Se ha llenado de luces Mi corazón de seda, De campanas perdidas, De lirios y de abejas, Y yo me iré muy lejos, Más allá de esas sierras, Más allá de los mares Cerca de las estrellas, Para pedirle a Cristo Señor que me devuelva Mi alma…

  • A cor enquadrada nos vãos da imagem – em busca do rosto da morte

    A cor enquadrada nos vãos da imagem – em busca do rosto da morte

    Por Diogo Serafim With Blue – uncertain – stumbling Buzz – Between the light – and me – And then the Windows failed – and then I could not see to see – Emily Dickinson Saturno devora o seu filho, atira flechas contra a quimera de Frida, cobre de flores…

  • A ONTOLOGIA DA IMAGEM PARTINDO DA HEURÍSTICA DO RECONHECIMENTO NO CINEMA DE LISANDRO ALONSO

    A ONTOLOGIA DA IMAGEM PARTINDO DA HEURÍSTICA DO RECONHECIMENTO NO CINEMA DE LISANDRO ALONSO

    Por Diogo Serafim Os dois dialogantes não haviam percebido a solidão que os rodeava. As salas de aula tinham ficado vazias, pelos corredores o silêncio se estendia como uma serpente. Sentado num banco, numa solidão que se tornava inoportuna por seu realce, Foción observava os gestos, as modulações da voz…

  • TRANSCENDÊNCIA MARTIRIZADA – O místico no Cinema de Jean-Claude Brisseau

    TRANSCENDÊNCIA MARTIRIZADA – O místico no Cinema de Jean-Claude Brisseau

    Por Diogo Serafim   Através desse princípio, o primeiro supra-sensível, o reino tranqüilo das leis, a cópia imediata do mundo percebido, transmuda-se em seu contrário. A lei era em geral o-que-permanece-igual consigo, assim como suas diferenças. Agora o que é posto, é que lei e diferenças são, ambas, o contrário…

  • DIALETIZAR SEM ESPERANÇA DE SÍNTESE  – DA LINGUAGEM À FENOMOLOGIA

    DIALETIZAR SEM ESPERANÇA DE SÍNTESE – DA LINGUAGEM À FENOMOLOGIA

    Por Diogo Serafim Dialetizar sem esperança de síntese Era preciso deixar a morte insistir na imagem. Abrir a imagem ao sistema da morte. (…) entre a artimanha e o risco, entre a operação dialética e o sintoma de uma rasgadura, entre uma figuração sempre firmada e uma desfiguração que sempre…