Autor: Carolina Azevedo

  • ESTA MANHÃ, ÀS 10 HORAS NO CONHECIDO BORDEL…”AMOR E ANARQUIA” (Lina Wertmüller, 1973)

    ESTA MANHÃ, ÀS 10 HORAS NO CONHECIDO BORDEL…”AMOR E ANARQUIA” (Lina Wertmüller, 1973)

    por Carolina Azevedo Esta manhã, às 10 horas, na via dei Fiori, no conhecido bordel… O bordel, velho conhecido da história do cinema, é o palco romanesco no qual se desdobra a conspiração anti-fascista do Amor e Anarquia (Film d’amore e d’anarchia. 1973), de Lina Wertmüller. Naturalmente, a câmera enquadra…

  • SAINT JOAN (Otto Preminger, 1957)

    SAINT JOAN (Otto Preminger, 1957)

    Por Carolina Azevedo Nas críticas que atravessaram o Atlântico em junho de 1957, a Santa Joana de Otto Preminger apareceu como “um triste fracasso” (The Guardian), “uma decepção” (Le Monde) e nem de perto uma experiência tão memorável (The New York Times) quanto as apaixonadas versões de Dreyer e Flemming…

  • Através do Fluxo (Hong Sang-Soo, 2024)

    Através do Fluxo (Hong Sang-Soo, 2024)

    por Carolina Azevedo  Poucos cineastas conseguem navegar pelas dinâmicas do corriqueiro como Hong Sang-Soo. O que há de tão esplêndido em refeições que o faça as filmarem tantas vezes em Através do Fluxo, seu 32º filme e segundo lançamento de 2024? É ali que, enquanto tentamos desvendar o que comem…

  • It’s Not Me (Leos Carax, 2024)

    It’s Not Me (Leos Carax, 2024)

    por Carolina Azevedo  Não é de hoje que Leos Carax se apresenta enquanto sucessor – se não imitador – de Jean-Luc Godard. Se com Mauvais Sang (1986) ele emprestou os vermelhos e azuis de Godard para fazer sua distopia romântica aos moldes de Alphaville (1965), dali em diante, percebeu seu…

  • Tú me abrasas: uma conversa com Matías Piñeiro 

    Tú me abrasas: uma conversa com Matías Piñeiro 

    por Carolina Azevedo  Não é de hoje que o cineasta argentino Matías Piñeiro se aventura na adaptação literária para o cinema. Em um ciclo de seis filmes ficcionais, o diretor explorou os papéis femininos em Shakespeare para realizar o que ele chama de suas “Leituras Shakespearianas”. A paixão pela tensão…

  • O SENHOR DOS MORTOS (The Shrouds, David Cronenberg, 2024)

    O SENHOR DOS MORTOS (The Shrouds, David Cronenberg, 2024)

    por Carolina Azevedo “Se você é cineasta, qual é o seu principal objeto de trabalho? O ser humano – o rosto, o corpo, a voz. Então é claro que eu deveria ser obcecado por isso. E se você é um existencialista ateu como eu, sua vida é o seu corpo.…

  • DAHOMEY (Mati Diop, 2024)

    DAHOMEY (Mati Diop, 2024)

    por Carolina Azevedo  Se para Chris Marker e Alain Resnais as estátuas também morrem, para Mati Diop, elas vivem e sofrem eternamente com a dessacralização atrás das vitrines dos museus. “O museu ocidental se baseia em crimes”, clama Françoise Vergès. Mas, se mesmo devolvidas para suas nações de origem, estátuas…

  • Apaixonar-se e fundir-se à paisagem: Undine e Afire

    Apaixonar-se e fundir-se à paisagem: Undine e Afire

    por Carolina Azevedo  Do fogo que incinera e da água que engole os amantes – é a natureza que consome o amor nos dois últimos filmes de Christian Petzold. Undine e Afire misturam o real com o fantástico para assombrar paixões imprevisíveis, cujo inescapável destino, no entanto, é o de…

  • VISÕES ONÍRICAS E PERCEPÇÕES DO ERÓTICO EM FUSES (Carolee Shneemann, 1967)

    VISÕES ONÍRICAS E PERCEPÇÕES DO ERÓTICO EM FUSES (Carolee Shneemann, 1967)

    Por Carolina Azevedo  Aceite as visões oníricas, devaneios ou sonhos, como aceitaria as assim chamadas cenas reais. Dê espaço até para a percepção real das abstrações que se movem intensamente quando pressionamos as pálpebras fechadas. (Stan Brakhage, Metáforas da visão, 1963) Pensar no erotismo no cinema é esbarrar em um…