{"id":958,"date":"2008-08-18T15:39:56","date_gmt":"2008-08-18T17:39:56","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=958"},"modified":"2008-08-18T15:39:56","modified_gmt":"2008-08-18T17:39:56","slug":"superman-o-filme-richard-donner-1978","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/08\/18\/superman-o-filme-richard-donner-1978\/","title":{"rendered":"Superman \u2013 O Filme (Richard Donner, 1978)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><a id=\"thelink\"><\/a><a id=\"thelink\"><\/a><a id=\"thelink\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/img367.imageshack.us\/img367\/7051\/supermanthemoviehu3.jpg\" alt=\"img367\/7051\/supermanthemoviehu3.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na segunda metade da d\u00e9cada de 70, o diretor Richard Donner foi contratado para trazer para as telas de cinemas as aventuras do super-her\u00f3i das HQs, Superman, que \u00e9 com certeza, um dos personagens mais conhecidos desse meio. Ao contr\u00e1rio de hoje, em que filmes baseados em HQs ganharam uma import\u00e2ncia muito grande devido a enorme quantidade de f\u00e3s, tanto crian\u00e7as como adultos, dos mais variados her\u00f3is, filmes assim nessa \u00e9poca n\u00e3o tinham uma relev\u00e2ncia muito grande. Ent\u00e3o, para se fazer uma aventura baseada em HQ sem cair em cima de qualquer preconceito que isso poderia gerar, Donner colocou a palavra \u201cverossimilhan\u00e7a\u201d como meta na sua produ\u00e7\u00e3o. Essa palavra \u00e9 meio perigosa quando se fala em filmes de aventura, mas ela surgia simplesmente para que se realizasse um filme em que o p\u00fablico pudesse entrar naquele universo da melhor forma poss\u00edvel, e a partir do momento que p\u00fablico embarcasse, Donner se sentir livre para explorar todo aquele universo da forma que considerasse melhor. E se hoje, muito filme baseado em HQ sente necessidade de se levar a s\u00e9rio demais (inclusive Superman \u2013 O Retorno) aqui isso n\u00e3o era o objetivo. A verossimilhan\u00e7a era simplesmente para que todo aquele universo da HQ se encaixasse na telona sem o grande p\u00fablico estranhar tudo, mas o filme em si est\u00e1 bem longe de ser t\u00e3o \u201csisudo\u201d como os atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O in\u00edcio do filme, onde presenciamos a origem do personagem, \u00e9 a sua parte mais s\u00e9ria. Tanto nas cenas em Krypton, com seus pais biol\u00f3gicos, e depois em Smallville com seus pais adotivos na Terra, tudo \u00e9 tratado de forma diferenciada do resto do filme, com um tom s\u00f3brio todo pr\u00f3prio, a ponto de termos atores consagrados como Marlon Brando interpretando Jor-El, o pai biol\u00f3gico de Superman, e Glenn Ford interpretando Jonathan Kent, seu pai adotivo aqui na terra. Mas o filme ganha um ar bem mais leve quando chegamos \u00e0 idade adulta do her\u00f3i e o encontramos como um jornalista na grande Metr\u00f3polis. O contraste dessas duas fases do filme se baseia nas das duas vers\u00f5es de Clark Kent. Temos na fase inicial a sua vers\u00e3o jovem, um pouco mais introspectivo, que n\u00e3o sabe muito sobre si e porque tem os poderes que tem, e no resto do filme, j\u00e1 adulto, o her\u00f3i estando mais seguro sobre si e seus poderes, passa a adotar Clark Kent como identidade secreta, seu disfarce perante os outros habitantes do planeta. Assim, no in\u00edcio Clark Kent era o pr\u00f3prio her\u00f3i, sua identidade verdadeira, um personagem real, por isso o tom mais s\u00f3brio, e depois quando ele vira um mero personagem fict\u00edcio por onde her\u00f3i se esconde, o filme passa a adotar esse tom mais agrad\u00e1vel de filme de aventura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Incr\u00edvel ver como o filme acerta em cada detalhe, desde a fod\u00e1stica e inesquec\u00edvel trilha de John Williams, passando pelos efeitos especiais (que ganharam o Oscar da \u00e9poca) at\u00e9 seu elenco grandioso, com personagens bem desenvolvidos. De um lado temos o her\u00f3i, Superman, interpretado por Christopher Reeve, que foi a escolha perfeita para o papel. Ele n\u00e3o s\u00f3 o interpreta, mas o incorpora. Isso se torna um feito ainda maior quando somamos o fato de na realidade ser duas personalidades distintas presas dentro do mesmo personagem: Superman e Clark Kent. Se na tela, a \u00fanica diferen\u00e7a f\u00edsica que vemos entre eles \u00e9 o uso ou n\u00e3o de \u00f3culos, mas na \u00f3tima interpreta\u00e7\u00e3o do Reeve isso aumenta numa propor\u00e7\u00e3o incr\u00edvel. A postura que ele adota com Superman e o jogo de cintura que tem com as trapalhadas do Clark fazem com que n\u00e3o duvidamos por um minuto que sejam dois personagens diferentes, mesmo sabendo que se trata da mesma pessoa. Sua companheira de cena tamb\u00e9m foi outra grande escolha. Margot Kidder, como Lois Lane, acentua ainda mais essas duas personalidades do her\u00f3i, quando age de forma natural, mas bem distinta perante um e o outro. Da\u00ed se tira que dali, dentro daquele universo, n\u00e3o daria para ningu\u00e9m pensar por um momento que Clark Kent \u00e9 o Superman. A identidade secreta dele estaria segura. E do outro lado, temos o vil\u00e3o Lex Luthor, que Gene Hackman interpreta de forma magistral, tornando Lex um vil\u00e3o inesquec\u00edvel. Se Superman tinha essa dubiedade de ser dois personagens dentro de um, Luthor carregava essa dubiedade dentro de sua personalidade \u00fanica onde se apresenta ao mesmo tempo o perigo eminente por ser a pessoa que quer destruir Superman, mas tamb\u00e9m uma pessoa carism\u00e1tica, que se intitula \u201ca maior mente criminosa do nosso tempo\u201d. Ele instiga simultaneamente no p\u00fablico essa simpatia, por ser um personagem agrad\u00e1vel, e uma antipatia, por n\u00e3o deixar de ser o vil\u00e3o perigoso que \u00e9. E as cenas dele com seus capangas incompetentes \u00e9 o que melhor representa esse humor acertado que o filme tem. Ao contr\u00e1rio do pastel\u00e3o da Parte 3, ou da falta de humor do recente O Retorno, aqui tudo \u00e9 bem constru\u00eddo. Mesmo porque o humor surge naturalmente quebrando assim qualquer t\u00edtulo de \u201cfilme que se leva a s\u00e9rio demais\u201d. Donner tinha consci\u00eancia que estava fazendo uma aventura baseada em HQ, ent\u00e3o o filme carrega sua leveza atrav\u00e9s desse humor.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O marketing de Superman \u2013 O Filme era todo virado ao simples fato de podermos ver um homem voando na tela, coisa n\u00e3o t\u00e3o comum na \u00e9poca, ainda mais de forma veross\u00edmil que era o que se pretendia aqui. E esse homem n\u00e3o s\u00f3 voava, ele fazia outras coisas incr\u00edveis, como ir para o espa\u00e7o sideral, correr mais r\u00e1pido do que um trem, resistir a tiro de balas, levantar carros, caminh\u00f5es, helic\u00f3pteros e qualquer outro tipo de peso, entre v\u00e1rias outras coisas incr\u00edveis, ou seja, hoje, o filme n\u00e3o soa como novidade, j\u00e1 que qualquer super-her\u00f3i de beira de esquina se prop\u00f5e a fazer isso, mas numa \u00e9poca c\u00e9tica, Superman fez com que isso tudo pudesse virar realidade na tela, numa dimens\u00e3o gigantesca, e assim abriu as portas para todo um g\u00eanero que hoje em dia est\u00e1 muito em alta (para o bem ou para o mal). E depois de tanto tempo, o filme continua importante dentro desse g\u00eanero, a ponto de at\u00e9 hoje ser usado como base ou referencial para todo e qualquer outro super-her\u00f3i que queira sair das HQs e ir para a telona do cinema. Em cima disso tudo, Superman \u2013 O Filme, tanto na \u00e9poca como atualmente, se tornou um filme \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Jailton Rocha<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda metade da d\u00e9cada de 70, o diretor Richard Donner foi contratado para trazer para as telas de cinemas as aventuras do super-her\u00f3i das HQs, Superman, que \u00e9 com certeza, um dos personagens mais conhecidos desse meio. 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