{"id":5721,"date":"2010-04-30T02:46:36","date_gmt":"2010-04-30T05:46:36","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=5721"},"modified":"2010-04-30T02:46:36","modified_gmt":"2010-04-30T05:46:36","slug":"os-que-sabem-morrer-men-in-war-anthony-mann-1957","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/04\/30\/os-que-sabem-morrer-men-in-war-anthony-mann-1957\/","title":{"rendered":"Os Que Sabem Morrer (Men in War &#8211; Anthony Mann, 1957)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5723 aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/04\/0121.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5724 aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/04\/0221.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5722 aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/04\/0323.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma frase repetida in\u00fameras vezes. Um pedido de socorro, uma tentativa de localiza\u00e7\u00e3o, uma busca desesperada por salva\u00e7\u00e3o? Men in War tem in\u00edcio com uma d\u00favida que logo ser\u00e1 dissolvida. O filme que iremos ver deixa muito claro o posicionamento do espectador diante da obra: somos todos os pr\u00f3prios personagens, olhando de dentro para fora, focos absolutos da aten\u00e7\u00e3o, da tens\u00e3o e do risco. O uso constante da c\u00e2mera panor\u00e2mica determina esse olhar difuso, buscando ao redor um caminho de sa\u00edda, uma brecha de luz ou um pouco de ar limpo em meio ao caos gerado pelas incont\u00e1veis explos\u00f5es que pontuam o percurso das quase duas dezenas de militares que atravessaram o tempo do filme, nenhum deles com garantia de chegar at\u00e9 o fim vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Anthony Mann desenvolve um filme onde o embate f\u00edsico n\u00e3o se estabelece de modo fundamental; os \u201cvil\u00f5es\u201d n\u00e3o t\u00eam um rosto, pois talvez nem sejam isso mesmo, somente o lado oposto ao que estamos acompanhando. O posicionamento no conflito n\u00e3o \u00e9 questionado, nem lados certos ou errados s\u00e3o apontados. A \u00fanica verdade necess\u00e1ria \u00e9 a da sobreviv\u00eancia, buscada a todo custo, de forma sufocante e desesperadora. Tal estrutura \u00e9 t\u00e3o pungente, que at\u00e9 hoje revela sua for\u00e7a, independendo a pr\u00f3pria quest\u00e3o pol\u00edtica eventualmente tratada. Um exemplo da precis\u00e3o narrativa proposta por Mann \u00e9 a semelhan\u00e7a absurda com o \u00faltimo filme campe\u00e3o do Oscar, Guerra ao Terror, e por conta disso cabem alguns paralelos entre as duas obras, para compreender a for\u00e7a de ambas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Kathryn Bigelow parece buscar em Mann as v\u00edsceras de sua narrativa direta, pouco romanceada, baseada fundamentalmente na tens\u00e3o da expectativa muito mais que na a\u00e7\u00e3o propriamente dita. Em ambos os filmes existem seq\u00fc\u00eancias terrivelmente angustiantes, quase insuport\u00e1veis para o espectador (e seus personagens), mas de for\u00e7as dram\u00e1ticas e narrativas imensur\u00e1veis. Cada feixe de luz que escapa por entre as \u00e1rvores na seq\u00fc\u00eancia da floresta, em Men in War, mais ainda que vest\u00edgios de esperan\u00e7a por um final feliz, s\u00e3o pequenas aberturas para que se possa respirar diante do horror eminente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nos dois filmes tamb\u00e9m existem os her\u00f3is err\u00e1ticos, n\u00e3o buscando somente reden\u00e7\u00e3o, mas a compreens\u00e3o de suas motiva\u00e7\u00f5es e aceita\u00e7\u00e3o m\u00fatua. Personagens que n\u00e3o est\u00e3o em cena para servir de emblema para uma tese, mas como resultado de seus pr\u00f3prios contextos. Mann e Bigelow anulam a teoria por tr\u00e1s da guerra, deixando em muitos momentos a imagem falar por si. Nos dois casos, cinema de alto n\u00edvel. O passado e o presente no cinema, provando que uma grande obra pode ser atemporal e falar diretamente a qualquer p\u00fablico.<\/p>\n<p>3\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em><a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/equipe\/thiago-macedo-correia\/\">Thiago Mac\u00eado Correia<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma frase repetida in\u00fameras vezes. Um pedido de socorro, uma tentativa de localiza\u00e7\u00e3o, uma busca desesperada por salva\u00e7\u00e3o? Men in War tem in\u00edcio com uma d\u00favida que logo ser\u00e1 dissolvida. 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