{"id":5492,"date":"2010-04-08T04:38:06","date_gmt":"2010-04-08T07:38:06","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=5492"},"modified":"2010-04-08T04:38:06","modified_gmt":"2010-04-08T07:38:06","slug":"a-sombra-da-guilhotina-reign-of-terror-the-black-book-anthony-mann-1949","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/04\/08\/a-sombra-da-guilhotina-reign-of-terror-the-black-book-anthony-mann-1949\/","title":{"rendered":"A Sombra da Guilhotina (Reign of Terror \/ The Black Book &#8211; Anthony Mann, 1949)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5493 aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/04\/016.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5494 aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/04\/026.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5495 aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/04\/036.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De tempos em tempos &#8211; e em intervalos cada vez mais largos &#8211; surgem esses objetos sobrenaturais como A Sombra da Guilhotina, que te fazem revisar a aplicabilidade de adjetivos como \u201cobra-prima\u201d e toda aquela gama de superlativos carnavalescos que a gente adora usar por a\u00ed. Apesar de que \u00e9 complicado, h\u00e1 tr\u00eas meses que eu venho me apaixonando pelo cinema do Mann numa regularidade que j\u00e1 me fez coloc\u00e1-lo ao lado de Tourneur, Hawks, Bava e todos os meus outros 492 diretores favoritos. Hoje mesmo revi O Homem dos Olhos Frios (que aguarda texto do Vlad aqui no mp), e comentava com o Dan como n\u00e3o sabia escolher um s\u00f3 na filmografia do cara. Como \u00e9 que eu vou p\u00f4r Winchester acima de O Homem do Oeste, ou Tall Target acima de Devil\u2019s Doorway&#8230; Se eu fizesse uma lista de Manns, o top 1 se estenderia at\u00e9 o 7\u00ba ou 8\u00ba filme. Mas isso foi antes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Sombra da Guilhotina (ou \u201cNo Reino do Terror\u201d, como tamb\u00e9m aparece em alguns lugares, ou \u201cThe Black Book\u201d, fazendo refer\u00eancia ao mcguffin) \u00e9 obra absoluta. Tem no esp\u00edrito o film noir que dominou a cria\u00e7\u00e3o do diretor durante a d\u00e9cada de 40, mas n\u00e3o \u00e9 um noir, \u00e9 um drama hist\u00f3rico que remonta os \u00faltimos dias do \u201cReino do Terror\u201d e da queda de Robespierre na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um drama, \u00e9 um suspense de fritar os nervos a cada di\u00e1logo e cada trai\u00e7\u00e3o, conspira\u00e7\u00e3o e reviravolta da trama que Mann manipula como se estivesse fazendo pizza; mas se for um suspense, \u00e9 tamb\u00e9m um horror recheado de subterf\u00fagios com fotografia expressionista, atmosfera medieval e cantos escuros de onde saem bra\u00e7os, rev\u00f3lveres e todo tipo de objeto cortante; mas se fosse mesmo um horror genu\u00edno, n\u00e3o teria espa\u00e7o pra um romance cl\u00e1ssico conduzido por uma mulher que traga o protagonista pro seu pr\u00f3prio campo de gravidade como uma leg\u00edtima femme fatale faria; e se estamos falando de femme fatale, estamos falando \u00e9 de film noir, ou n\u00e3o, enfim, n\u00e3o sei de mais nada. Se pedir pra tra\u00e7ar uma linha de \u201cA Sombra da Guilhotina\u201d at\u00e9 o seu \u201crespectivo g\u00eanero\u201d, ou sub-g\u00eanero, ou pseudo-g\u00eanero que o fosse, qualquer peda\u00e7o de cartilha ou lista de caracter\u00edsticas que oferecesse uma posi\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel de como definir o que n\u00e3o pode ser definido, eu acabo \u00e9 me enforcando com a linha. Como disse no in\u00edcio, absoluto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A condu\u00e7\u00e3o da coisa tamb\u00e9m \u00e9 algo que eu vou ficar anos tentando entender. A Sombra da Guilhotina \u00e9 um bolo de elementos, \u00e9 como se algu\u00e9m pegasse mostarda com morango com calda de chocolate com uma jaca bem grande + o peixe que sobrou da sexta-feira santa, jogasse tudo no liquidificador e conseguisse servir o drink mais refinado de todos os tempos. E a porra do filme tem 86 minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Da\u00ed que mesmo que o Mann conseguisse entregar o melhor de cada fragmento de g\u00eanero e peda\u00e7o da trama com \u00eaxito completo (pro romance temos duas ou tr\u00eas cenas-chave, pro desenvolvimento da parte hist\u00f3rica temos o pr\u00f3logo, pra estabelecer antagonismo 5 segundos bastam. \u00c9 fazer demais com quase nada), ainda assim \u00e9 preciso algum tipo de bruxaria ou macumba do Z\u00e9 Caolho pra reger cada menor detalhe como quem rege uma orquestra [\/clich\u00eas de cr\u00edticas de cinema = off], caso contr\u00e1rio uma coisa atravessa \u00e0 frente da outra, a outra se coloca sobre a uma, a uma atropela a primeira, e o que era pra ser o maior samba do crioulo doido segue como se nem houvessem centenas de elementos pra coordenar. A Sombra da Guilhotina desfila ao longo da curta metragem como se fosse o filme mais normal do mundo, \u00e9 uma loucura. Como Rom\u00e1rio fazendo gol de cabe\u00e7a com 1,68, como Garrincha jogando aleijado, como um imbecil enfiando analogias futebol\u00edsticas num texto sobre cinema e achando que t\u00e1 tudo certo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E j\u00e1 que narrar A Sombra da Guilhotina \u00e9 3\u00ba segredo de F\u00e1tima &#8211; eu n\u00e3o tenho id\u00e9ia de como ele consegue, vou catar os momentos. Trata-se de um filme pleno e limpo como obra completa, ok, mas tamb\u00e9m se trata de uma sequ\u00eancia ininterrupta de momentos brilhantes do in\u00edcio ao fim. Sendo estupidamente seletivo, consegui reduzir bastante coisa a 50 screenshots de 7 cenas diferentes. Como \u00e9 coisa demais (e d\u00e1 trabalho, acreditem, eu n\u00e3o faria se n\u00e3o valesse a pena), coloquei em outra p\u00e1gina que pode ser acessada pelo link abaixo. At\u00e9 porque \u00e9 l\u00e1 que esse texto termina:<\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong><a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/especiais\/screenshots-a-sombra-da-guilhotina-reign-of-terror-the-black-book-anthony-mann-1949\/\">Screenshots!<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De tempos em tempos &#8211; e em intervalos cada vez mais largos &#8211; surgem esses objetos sobrenaturais como A Sombra da Guilhotina, que te fazem revisar a aplicabilidade de adjetivos como \u201cobra-prima\u201d e toda aquela gama de superlativos carnavalescos que &hellip; <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/04\/08\/a-sombra-da-guilhotina-reign-of-terror-the-black-book-anthony-mann-1949\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,7],"tags":[112,219,2526,875,1591,1948,1961],"class_list":["post-5492","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comentarios","category-screenshots","tag-a-somra-da-guilhotina","tag-anthony-mann","tag-cinema","tag-filmes","tag-noir","tag-reign-of-terror","tag-revolucao-francesa"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5492"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5492\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}