{"id":4957,"date":"2010-03-14T20:20:43","date_gmt":"2010-03-14T23:20:43","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=4957"},"modified":"2010-03-14T20:20:43","modified_gmt":"2010-03-14T23:20:43","slug":"eles-vivem-they-live-john-carpenter-1988","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/03\/14\/eles-vivem-they-live-john-carpenter-1988\/","title":{"rendered":"Eles Vivem (They Live &#8211; John Carpenter, 1988)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4958 aligncenter\" style=\"border:2px solid black;margin-top:2px;margin-bottom:2px;\" title=\"1\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/03\/110.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4959 aligncenter\" style=\"border:2px solid black;margin-top:2px;margin-bottom:2px;\" title=\"2\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/03\/21.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4960 aligncenter\" style=\"border:2px solid black;margin-top:2px;margin-bottom:2px;\" title=\"3\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/03\/31.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><br \/>\nUma que \u00e9 o filme mais charmoso do mundo. Dos di\u00e1logos (\u201cVim aqui mascar chicletes e chutar bundas, e meus chicletes acabaram\u201d) a cada uma das cenas (Nada encontrando os \u00f3culos, Nada descobrindo como os \u00f3culos funcionam, Nada surtando com a 12 e ca\u00e7ando os alien\u00edgenas na rua, etc) Eles Vivem \u00e9 talvez o representante mais classudo e indefect\u00edvel do cinema B. Tem um bilh\u00e3o de ideias e conceitos sendo trabalhados (desde a ironia com o consumismo e o capitalismo e o apocalipse sendo gerado atrav\u00e9s deles at\u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre filme e a pr\u00f3pria carreira de Carpenter, um brutamontes ca\u00e7ando alien\u00edgenas \u00e9 provavelmente a verbaliza\u00e7\u00e3o de tudo o que o restante trabalha nas entrelinhas), um esquema narrativo absolutamente fant\u00e1stico, uma no\u00e7\u00e3o de ritmo que n\u00e3o encontra par\u00e2metros em nenhum outro filme (o \u00fanico filme que possui uma cad\u00eancia t\u00e3o precisa quanto a de Eles Vivem \u00e9 Rio Bravo), \u00e9 um filme que desliza, flutua de cena em cena com uma facilidade assustadora &#8211; a trilha sonora nesse sentido \u00e9 um achado tamb\u00e9m, a maneira com que Carpenter vai conduzindo o filme atrav\u00e9s dela, mais ou menos como o baixo faz no blues (o Kerr ex-multiploteiro e atual tocador de batuques\u00a0 em noites paulistas j\u00e1 diria que Eles Vivem \u00e9 um blues filmado, melhor defini\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel), enfim, \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel de coisas geniais sendo trabalhadas por debaixo dessa aurea de filme B, de filme tosco, de filme vagabundo, mas que na verdade tem mais a dizer, tem mais classe cinematogr\u00e1fica, tem mais observa\u00e7\u00f5es brilhantes (&#8220;this is our god&#8221; refletido num ma\u00e7o de dinheiro!!!) do que qualquer filme pretensamente pol\u00edtico do cinema contempor\u00e2neo. \u00c9 um filme onde Carpenter constr\u00f3i um mundo e rui inteiro na nossa frente, um filme em que ao her\u00f3i s\u00f3 resta chutar a bunda de tudo e de todos, um leg\u00edtimo filme do caralho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em><a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/equipe\/daniel-dalpizzolo\/\">Daniel Dalpizzolo<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma que \u00e9 o filme mais charmoso do mundo. 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