{"id":4574,"date":"2010-01-29T22:57:39","date_gmt":"2010-01-30T01:57:39","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=4574"},"modified":"2010-01-29T22:57:39","modified_gmt":"2010-01-30T01:57:39","slug":"inimigos-publicos-public-enemies-michael-mann-2009","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/01\/29\/inimigos-publicos-public-enemies-michael-mann-2009\/","title":{"rendered":"Inimigos P\u00fablicos (Public Enemies &#8211; Michael Mann, 2009)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/img222.imageshack.us\/img222\/9679\/41883349.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/img62.imageshack.us\/img62\/1557\/85404384.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/img687.imageshack.us\/img687\/3673\/24536142.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o \u00e9 desde t\u00e3o pouco tempo que percebemos as invers\u00f5es de pap\u00e9is no cinema. At\u00e9 porque, de fato, na vida real essas distor\u00e7\u00f5es de valores s\u00e3o bastante comuns. Me lembro de ter visto um traficante de drogas que de bandido se tornou her\u00f3i, pessoas torciam por sua fuga, havia at\u00e9 mesmo cartazes\u2026para mim era uma evid\u00eancia de que o mundo perdia suas refer\u00eancias. Me pergunto de onde prov\u00e9m tais \u201caberra\u00e7\u00f5es comportamentais\u201d e nem mesmo o fato de contar com uma percep\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de racionalidade em determinados \u00e2mbitos por parte dos seres humanos \u00e9 capaz de justificar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Acho que h\u00e1 uma certa atra\u00e7\u00e3o de muitos pela transgress\u00e3o dos valores sociais devido a insatisfa\u00e7\u00e3o com seus efeitos individuais. Tenho estudado um pouco da Declara\u00e7\u00e3o de Direitos Humanos da ONU, elaborada em 1948 a fim de prestar um concurso p\u00fablico e percebo a grande utopia (at\u00e9 um pouco de hipocrisia mesmo) em instituir aqueles par\u00e2metros. Os discursos s\u00e3o belos, mas na verdade, justamente devido ao reconhecimento pelos que as estudam (que normalmente s\u00e3o pessoas com n\u00edvel cultural um pouco mais razo\u00e1vel, tendo em vista a acessibilidade e interpreta\u00e7\u00e3o de tais textos) de que representam algo um bocado intang\u00edvel. Talvez esse seja um motivo pela qual mesmo dentre as classes privilegiadas da sociedade (economicamente falando) ainda assim h\u00e1 a propaga\u00e7\u00e3o desse mesmo sentimento de tend\u00eancia a algumas transgress\u00f5es. Mesmo que psicol\u00f3gicas. Ningu\u00e9m gosta totalmente do que \u00e9 \u201ccerto\u201d e talvez seja at\u00e9 porque o \u201ccerto\u201d n\u00e3o foi institu\u00eddo por n\u00f3s mesmos (individualismo?)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em Public Enemies, Michael Mann nos apresenta um cen\u00e1rio bastante t\u00edpico que serve para identificar esses sentimentos obscuros que possu\u00edmos em nossos \u00edntimos. Seria poss\u00edvel n\u00e3o apresentar carisma pelo bandido assassino John Dillinger ou mesmo odiar o defensor da lei interpretado por Christian Bale? At\u00e9 mesmo porque suas fei\u00e7\u00f5es e caracteriza\u00e7\u00f5es s\u00e3o cuidadosamente constru\u00eddas para que a invers\u00e3o surta muito mais efeito?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E \u00e0 medida que ocorre a decad\u00eancia do bando, um a um se rendendo a uma for\u00e7a policial inteligentemente conduzida (diante de reviravoltas do roteiro muito bem produzidas, naturalmente), h\u00e1 um certo pesar estranho  no espectador. Parece que o v\u00ednculo estabelecido entre os personagens, independente do car\u00e1ter a eles correspondido \u00e9 grotescamente mais importante do que o senso de justi\u00e7a. Ainda mais que Dillinger n\u00e3o esconde de ningu\u00e9m o que \u00e9. Nem diante dos olhos embabascados da mulher de seus sonhos, que n\u00e3o se esmaece quando percebe os problemas advindos daquela vida de aventuras criminosas. Ali\u00e1s, personagem espetacular.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E essa \u201caura\u201d percorre PE do in\u00edcio ao fim. \u00c9 extasiante participar da atmosfera para n\u00f3s quase m\u00edstica dos anos 30 e contrapor ao mundo de hoje e nos envolver sentimentalmente com um lado t\u00e3o obscuro da personalidade.<\/p>\n<p>4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Silvio Tavares<\/em><\/p>\n<p>ou: <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2009\/07\/26\/inimigos-publicos-michael-mann-2009\/\">Inimigos P\u00fablicos<\/a> (Michael Mann, 2009) \u2013 Thiago Mac\u00eado Correia &#8211; 4\/4<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 desde t\u00e3o pouco tempo que percebemos as invers\u00f5es de pap\u00e9is no cinema. At\u00e9 porque, de fato, na vida real essas distor\u00e7\u00f5es de valores s\u00e3o bastante comuns. 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