{"id":4556,"date":"2010-01-14T22:55:09","date_gmt":"2010-01-15T01:55:09","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=4556"},"modified":"2010-01-14T22:55:09","modified_gmt":"2010-01-15T01:55:09","slug":"avatar-james-cameron-2009","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/01\/14\/avatar-james-cameron-2009\/","title":{"rendered":"Avatar (James Cameron, 2009)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/img195.imageshack.us\/img195\/1589\/94410070.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/img709.imageshack.us\/img709\/9924\/10721429.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/img251.imageshack.us\/img251\/7451\/91757302.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assisti Avatar h\u00e1 alguns dias atr\u00e1s (precisamente dois) e ainda estou tentando process\u00e1-lo em minha mente. \u00c9 absurdamente positivo saber que existem muitos filmes ainda que lhe fazem pensar por algum tempo sobre como as emo\u00e7\u00f5es primordialmente saltam da tela , evidenciando o lado psicol\u00f3gico do espectador mais intenso, que muitas vezes permanece suprimido, acalentado, diante de nossa pr\u00f3pria vergonha de sermos humanos e apresentarmos como tais, caracter\u00edsticas das quais nos orgulhamos e outras que a sociedade nos imp\u00f4s como falhas comportamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E que bel\u00edssima forma de demonstrar isso Cameron nos presenteou. Contemplando as fotos das criaturas de Pandora como h\u00e1 meses atr\u00e1s me recordo de um asco instintivo a qual desenvolvi. Um senso de transmiss\u00e3o de megalomania, obsess\u00e3o pela t\u00e9cnica apurada, algo que enxergava como uma gigantesca perversidade, uma m\u00e1quina de assimilar dinheiro e ego. \u00a0Al\u00e9m do mais, eu n\u00e3o conhecia e nem me importava com a est\u00f3ria, \u201cv\u00edtima\u201d da aus\u00eancia de opini\u00e3o formulada a respeito por n\u00e3o ter acompanhado nada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Hoje tudo isso pouco me importa. Se foi verdade ou n\u00e3o, para mim n\u00e3o interessa. Pandora foi concebida como a perfei\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o com a natureza, o homem integrado, fazendo parte ativa na capta\u00e7\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o da energia que envolve todos os seres viventes. Em determinado ponto se percebe uma grande rede neural abra\u00e7ando este fragmento do para\u00edso (uma tentativa est\u00fapida dos humanos explicarem em termos conhecidos algo muito mais intenso e grandioso que seus min\u00fasculos c\u00e9rebros).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em um mundo onde existe sobreviv\u00eancia, cadeias alimentares e o homem (ou o similar a \u00e9 simplesmente parte integrante, dele deriva um peso constante e grotescamente dif\u00edcil de aceitar. \u00c9 como se houvesse uma troca: voc\u00ea foi agraciado com \u00a0intelig\u00eancia incomum, mas amaldi\u00e7oado pela consci\u00eancia de tudo, dos fluxos de energia completos, em todas as suas subdivis\u00f5es e vertentes. E nela se inclui a dor da perda e da destrui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 da prole como naturalmente existe pelos nossos v\u00ednculos emocionais comumente estabelecidos, mas tamb\u00e9m de todo e qualquer ser vivente que propaga esta caracter\u00edstica amorfa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E da\u00ed prov\u00e9m os rituais emocionantes de cunho praticamente incompreens\u00edvel a olhos desatentos daquelas criaturas t\u00e3o evolu\u00eddas (e que justamente por isso chegam a ser tristes por termos nos afastado tanto disso em vista a interesses completamente divergentes e individualistas).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E nesse ponto posso falar do 3D e da perfei\u00e7\u00e3o, que parece ser a obsess\u00e3o de praticamente todos os coment\u00e1rios as quais li at\u00e9 agora. Entendo o 3D por exemplo como uma forma de amplifica\u00e7\u00e3o dos sentidos que se torna uma poderos\u00edssima forma de intera\u00e7\u00e3o com os personagens transcendentais em um filme que privilegia e exp\u00f5e a base de tudo como a intera\u00e7\u00e3o. Ele funciona (e aqui \u00e9 importante compreender o que penso sobre a diferen\u00e7a) como forma de sensibilidade da perfei\u00e7\u00e3o do mundo fict\u00edcio criado por Cameron (e n\u00e3o o contr\u00e1rio!). Por duas horas e quarenta minutos voc\u00ea \u00e9 parte integrada daquilo para depois ser devastado quando a conex\u00e3o \u00e9 interrompida e arremessado com pensamentos e reflex\u00f5es sobre o que realmente somos e pensamos no dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Minha sensa\u00e7\u00e3o real foi a de que eu era, no lugar do ex-combatente aquele que entrava na m\u00e1quina e sonhava n\u00e3o pertencer ao outro lado. Lindo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Talvez esse seja um coment\u00e1rio at\u00edpico mesmo e essa \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o aqui. N\u00e3o creio que a fun\u00e7\u00e3o do cinema para um cin\u00e9filo seja apenas comentar sobre os enquadramentos geniais, as gigantescas batalhas ou o gasto de x milh\u00f5es de d\u00f3lares para a cria\u00e7\u00e3o de um filme (at\u00e9 porque n\u00e3o tenho conhecimento t\u00e9cnico algum), mas o que de fato consegue nos transmitir e como ele consegue nos emocionar. Esta \u00e9 de fato a magia para mim.<\/p>\n<p>4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Silvio Tavares<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assisti Avatar h\u00e1 alguns dias atr\u00e1s (precisamente dois) e ainda estou tentando process\u00e1-lo em minha mente. \u00c9 absurdamente positivo saber que existem muitos filmes ainda que lhe fazem pensar por algum tempo sobre como as emo\u00e7\u00f5es primordialmente saltam da tela &hellip; <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2010\/01\/14\/avatar-james-cameron-2009\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[268,2526,875,1141],"class_list":["post-4556","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-resenhas","tag-avatar","tag-cinema","tag-filmes","tag-james-cameron"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4556"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4556\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}