{"id":335,"date":"2008-06-27T18:44:16","date_gmt":"2008-06-27T20:44:16","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=335"},"modified":"2008-06-27T18:44:16","modified_gmt":"2008-06-27T20:44:16","slug":"zero-de-conduta-jean-vigo-1933","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/06\/27\/zero-de-conduta-jean-vigo-1933\/","title":{"rendered":"Zero de Conduta (Jean Vigo, 1933)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/i227.photobucket.com\/albums\/dd23\/paletuvier\/zero2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"229\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A transa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica d\u00e1 a forma. A social, o conte\u00fado. Zero de Conduta, pen\u00faltimo dos poucos filmes do franc\u00eas Jean Vigo (mais conhecido pelo cl\u00e1ssico O Atalante, e que morreu logo depois de finaliz\u00e1-lo por causa de uma crise de tuberculose), talvez reflita em seus sens\u00edveis e hipnotizantes 40 minutos algumas das imagens mais importantes dos registros f\u00edlmicos das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, e embora normalmente as afirma\u00e7\u00f5es do tipo sejam pouco funcionais, justifica-se como um dos mais fundamentais momentos do cinema pr\u00e9-Cidad\u00e3o Kane (somente utilizando uma demarca\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de compreens\u00e3o instant\u00e2nea).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O filme basicamente traduz para celul\u00f3ide o sentimento de revolta social para com a repress\u00e3o, concentrando-se em um grupo de crian\u00e7as que dias depois de retornarem das f\u00e9rias ao internato onde estudam realizam uma mobiliza\u00e7\u00e3o contra a severidade de seus professores. Um discurso aparentemente desgastado, mas que impressiona justamente pela maneira como Vigo d\u00e1 forma ao seu radicalismo, revigorado por um crescendo narrativo impec\u00e1vel que vai da do\u00e7ura at\u00e9 a efervesc\u00eancia sem jamais quebrar a ess\u00eancia de Cinema \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o poucos os filmes de esquerda que esquecem da m\u00eddia para fazer panfletagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Porque Zero de Conduta \u00e9 magia pura, genu\u00edna, daquela que faz com que paremos nossa rotina para fixarmos o olhar numa tela de tev\u00ea durante duas horas, tr\u00eas, ou mais. Um casamento perfeito entre a forma e o discurso, que consegue ao mesmo tempo transmitir um encanto quase ing\u00eanuo e impressionar pela for\u00e7a de seu argumento. E \u00e9 tamb\u00e9m um dos maiores exemplos de cinema an\u00e1rquico e libert\u00e1rio j\u00e1 produzidos, simplesmente porque nada pode ser mais delicioso do que ver a sensa\u00e7\u00e3o de liberdade ganhando forma em uma guerra de travesseiros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Daniel Dalpizzolo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A transa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica d\u00e1 a forma. A social, o conte\u00fado. 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