{"id":320,"date":"2008-06-24T18:36:51","date_gmt":"2008-06-24T20:36:51","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=320"},"modified":"2008-06-24T18:36:51","modified_gmt":"2008-06-24T20:36:51","slug":"santos-e-demonios-dito-montiel-2006","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/06\/24\/santos-e-demonios-dito-montiel-2006\/","title":{"rendered":"Santos e Dem\u00f4nios (Dito Montiel, 2006)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.newsday.com\/media\/photo\/2006-09\/25630663.gif\" alt=\"\" width=\"361\" height=\"236\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Lan\u00e7ar um olhar sobre um filme como Santos e Dem\u00f4nios requer cautela, das mais cuidadosas poss\u00edveis. Estamos diante de um dos filmes mais pessoais j\u00e1 feitos, sem sombra de d\u00favidas. Ele n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma reuni\u00e3o de lembran\u00e7as de um passado que \u00e9 projetado na tela por seu realizador, Dito Montiel. \u00c9 Dito tamb\u00e9m que est\u00e1 retratado, autenticamente e complexamente em cada frame do filme. Ele se assume como realizador de uma leitura pr\u00f3pria de sua hist\u00f3ria e resolve contar o que aconteceu por meio de sua mem\u00f3ria, real e imagin\u00e1ria, que conflitam durante o filme em momentos que personagens falam para a c\u00e2mera, se assumindo claramente como algo, defini\u00e7\u00f5es e constata\u00e7\u00f5es, sejam elas dos pr\u00f3prios personagens, sejam elas de Dito sobre eles\/ele (em determinado momento ele, Dito personagem, assume que ir\u00e1 abandonar todos no filme, sendo isso sua mem\u00f3ria atual de um passado que ele ir\u00e1 revisitar buscando esses motivos). Existe tamb\u00e9m a op\u00e7\u00e3o do off sempre em ritmo mais brando que a cena que acabou de ser projetada, a repeti\u00e7\u00e3o exata da fala em cima de outra cena, mas que prova que o fragmento ali transposto por Dito, o diretor, pode ser o que ele pensou que fosse e n\u00e3o exatamente como se deveu a realidade exata. Ou ainda que devesse seguir da maneira mais eloq\u00fcente, justamente a fim de evitar as complica\u00e7\u00f5es que decorreram dali.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Santos e Dem\u00f4nios se utiliza da metalinguagem de maneira extraordin\u00e1ria. Dito \u00e9 diretor e personagem, e o personagem no filme que revisita seu passado o faz por meio da leitura de seu livro, da sua dramatiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria; mas essa dramatiza\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o condizer necessariamente com o que foi, mas com o que ele projeta ter sido e o conflito dele com essa &#8220;realidade hist\u00f3rica&#8221; no presente \u00e9 que leva Dito, diretor e personagem, ao reconhecimento e confronta\u00e7\u00e3o de si mesmo. Um estudo inexplic\u00e1vel a uma alma perdida em suas rupturas, brilhantemente interpretado por todo o elenco, de Shia LaBeouf a Ros\u00e1rio Dawson, de Chazz Palminteri a Dianne Wiest, chegando a um desempenho magistral de Robert Downey Jr, ator capaz de compreender todo o momento de (re)vis\u00e3o interior que seu personagem &#8211; e o diretor &#8211; imprime ao longo desse caminho. Not\u00e1vel a coragem de Dito Montiel em se lan\u00e7ar em algo desse n\u00edvel de intimidade. E absoluto o resultado alcan\u00e7ado por ele.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Thiago Mac\u00eado Correia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ar um olhar sobre um filme como Santos e Dem\u00f4nios requer cautela, das mais cuidadosas poss\u00edveis. Estamos diante de um dos filmes mais pessoais j\u00e1 feitos, sem sombra de d\u00favidas. 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