{"id":3179,"date":"2009-04-02T21:23:39","date_gmt":"2009-04-02T23:23:39","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=3179"},"modified":"2009-04-02T21:23:39","modified_gmt":"2009-04-02T23:23:39","slug":"lua-negra-black-moon-louis-malle-1975","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2009\/04\/02\/lua-negra-black-moon-louis-malle-1975\/","title":{"rendered":"Lua Negra (Black Moon &#8211; Louis Malle, 1975)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img10.imageshack.us\/img10\/940\/vlcsnap141220.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img516.imageshack.us\/img516\/329\/vlcsnap146338.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img27.imageshack.us\/img27\/9500\/vlcsnap145445.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Muito interessante que uma releitura de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas acabe matando, desastradamente, aquele que \u00e9 o recurso narrativo mais not\u00f3rio da obra de Lewis Carroll: o maldito coelho branco. No caso do filme de Malle, um unic\u00f3rnio, mas enfim,\u00a0toda a no\u00e7\u00e3o de fasc\u00ednio e fantasia como\u00a0ferramenta extraordin\u00e1ria\u00a0para manter o espectador preso, ref\u00e9m de sua\u00a0curiosidade, adicionando por conseq\u00fc\u00eancia do pr\u00f3prio\u00a0mist\u00e9rio um sopro violento de encanto e de elemento fundamental, literalmente o ponto de partida de todo o universo m\u00e1gico constru\u00eddo tanto no livro quanto no filme.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas n\u00e3o \u00e9 apenas ou exatamente por conta de Alice conseguir encontrar seu coelho\u00a0na metade\u00a0do caminho (caminho que termina precisamente neste momento, parte por coincid\u00eancia, parte por conseq\u00fc\u00eancia) que Lua Negra se torna um filme menor do que deveria ter sido. Trata-se de um acontecimento que, al\u00e9m de derrubar um dos pilares pra manipula\u00e7\u00e3o narrativa, inaugura um processo vicioso e redundante de voltas e voltas e over and over sobre si mesmo, onde o deslumbramento do novo &#8211; e o charme do encanto e a provoca\u00e7\u00e3o meio infantil daquele instinto explorador que nos pega pela m\u00e3o e nos tira pra dan\u00e7ar nos primeiros 30 minutos &#8211;\u00a0\u00e9 bruscamente substitu\u00eddo pela satura\u00e7\u00e3o injustificada (e como eu torci pra que o Malle acertasse tudo no final e risse da minha cara de bobo por ter realmente achado que ele deixaria escapar uma obra-prima entre os dedos) de elementos fascinantes num passar de olhos, mas fr\u00e1geis sob uma an\u00e1lise mais apurada (e \u00e9 o pr\u00f3prio Malle que obriga o espectador a parar e realizar esta an\u00e1lise, enquanto o p\u00fablico convertido em crian\u00e7a pela condu\u00e7\u00e3o l\u00fadica e inconseq\u00fcente da primeira meia hora desejava, apenas, continuar a brincadeira de correr ao ar livre como se ainda n\u00e3o soubesse nada do mundo).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ainda assim, um grande filme, realizado todo numa diegese seq\u00fcencial e cujo primeiro ter\u00e7o \u00e9 um dos mais brilhantes exemplos de como se canta no idioma raro das imagens, e com que classe e eleg\u00e2ncia Louis Malle dita o ritmo da a\u00e7\u00e3o provocando o espectador para seguir e desbravar loucamente o seu mundo. Cinema feito esp\u00edrito voraz e adolescente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">3\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Luis Henrique Boaventura<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito interessante que uma releitura de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas acabe matando, desastradamente, aquele que \u00e9 o recurso narrativo mais not\u00f3rio da obra de Lewis Carroll: o maldito coelho branco. 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