{"id":290,"date":"2008-06-16T19:54:45","date_gmt":"2008-06-16T21:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=290"},"modified":"2008-06-16T19:54:45","modified_gmt":"2008-06-16T21:54:45","slug":"a-dama-na-agua-m-night-shyamalan-2006","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/06\/16\/a-dama-na-agua-m-night-shyamalan-2006\/","title":{"rendered":"A Dama na \u00c1gua (M. Night Shyamalan, 2006)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos\/dama01.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"318\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Defender A Dama na \u00c1gua sempre foi dif\u00edcil, principalmente por exigir de n\u00f3s uma cren\u00e7a no l\u00fadico quase anormal &#8211; e que nem todos est\u00e3o dispostos a pagar, ainda mais quando o pedido \u00e9 deslocado para a esfera onde devemos aclamar a elocubra\u00e7\u00e3o em torno da fantasia em detrimento de qualquer elabora\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica um pouco mais sofisticada, deixando de lado as formalidades secas e desprovidas de sentimento. Porque se faltou a M. Night Shyamalan a habilidade necess\u00e1ria para que as arestas fossem aparadas em prol de um melhor acabamento, sobrou paix\u00e3o para burilar uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao fant\u00e1stico, mesmo que alicer\u00e7ada em bases ligeiramente fr\u00e1geis e inconsistentes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O ingresso para mergulhar na jornada tem um pre\u00e7o modesto: desprender-se do seu lado adulto, segurar firme na fantasia e relembrar de quando voc\u00ea n\u00e3o dava tanta import\u00e2ncia a simbolismos, mensagens, evolu\u00e7\u00e3o da trama e aprofundamento psicol\u00f3gico de personagens; s\u00f3 interessava a divers\u00e3o e, acima de tudo, a aceita\u00e7\u00e3o incondicional da magia &#8211; o tolo personagem referente ao cr\u00edtico \u00e9 a alegoria ultrajantemente ing\u00eanua (fator que parece intr\u00ednseco ao car\u00e1ter do autor, e que vem maculando severamente seus \u00faltimos trabalhos) criada por Shyamalan para retratar o descrente, o parvo que arranha o encantamento do fantasioso ao aplicar um racionalismo exacerbadamente est\u00fapido a fim de desconstruir as engrenagens e mecanismos fabulares.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quando mais nada parece funcionar, imergir no fant\u00e1stico parece um sedutor ref\u00fagio &#8211; pertinente ilustra\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o na qual todos estamos encarcerados, singelamente sintetizada na comodidade sentida pelos moradores quando encontrados sob a \u00e9gide da est\u00f3ria, t\u00e3o gratificante que os eleva ao ponto de esmagar a melancolia e semear um esp\u00edrito em equipe norteado pela bonomia e a esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o, pulverizando seus temores com a simples ferramenta advinda da f\u00e9. \u00c9 nessa aliena\u00e7\u00e3o de fulcro m\u00e1gico por excel\u00eancia que \u00e9 fundada nossa religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para alguns, o crime de Shyamalan foi apresentar o descuido com os pequenos detalhes e a falta de grandes insights que talvez evidenciem o car\u00e1ter indigno presente na ess\u00eancia de cada elemento constituinte da f\u00e1bula, mas notavelmente denominado de bobagem, at\u00e9 mesmo palha\u00e7ada. Trocando em mi\u00fados: seu erro foi alimentar paix\u00e3o demais. Se tudo n\u00e3o passa de arma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem problema, ca\u00ed direitinho na armadilha, s\u00f3 que de forma t\u00e3o confort\u00e1vel, que se pudesse decidir, n\u00e3o sairia nunca mais. Evocar toda uma magia nost\u00e1lgica remissiva \u00e0 inf\u00e2ncia n\u00e3o deveria ser chamado de ato criminoso, muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Vin\u00edcius Laurindo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defender A Dama na \u00c1gua sempre foi dif\u00edcil, principalmente por exigir de n\u00f3s uma cren\u00e7a no l\u00fadico quase anormal &#8211; e que nem todos est\u00e3o dispostos a pagar, ainda mais quando o pedido \u00e9 deslocado para a esfera onde devemos &hellip; <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/06\/16\/a-dama-na-agua-m-night-shyamalan-2006\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[54,387,1288,1317,1378,1504,1816,2120],"class_list":["post-290","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-resenhas","tag-a-dama-na-agua","tag-bryce-dallas-howard","tag-lady-in-the-water","tag-lenda","tag-m-night-shyamalan","tag-misticismo","tag-paul-giamatti","tag-shyamalan"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}