{"id":2611,"date":"2009-01-09T15:12:13","date_gmt":"2009-01-09T17:12:13","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=2611"},"modified":"2009-01-09T15:12:13","modified_gmt":"2009-01-09T17:12:13","slug":"billy-elliot-stephen-daldry-2000","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2009\/01\/09\/billy-elliot-stephen-daldry-2000\/","title":{"rendered":"Billy Elliot (Stephen Daldry, 2000)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img216.imageshack.us\/img216\/7632\/billy02lr3.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img186.imageshack.us\/img186\/696\/billy05jv3.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img160.imageshack.us\/img160\/6011\/billy04ua2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Revendo hoje Billy Elliot (ap\u00f3s certa madrugada distante, na Globo), percebo que o filme est\u00e1 longe de ser aquele \u201cnada\u201d pretensioso que imaginava. Isso porque Billy Elliot n\u00e3o \u00e9 sobre repress\u00e3o, nem \u00e9 sobre um garoto vivendo um per\u00edodo de revolu\u00e7\u00e3o na Inglaterra necessariamente. Muito menos \u00e9 um filme sobre o bal\u00e9. Esta sens\u00edvel obra de Stephen Daldry tem como procura a felicidade em momentos delicados \u2013 e a\u00ed s\u00e3o aplicados alguns panos-de-fundo como estes, muito bem explorados ao longo dos minutos \u2013 e de forma sutil, sem nunca explodir definitivamente ou alcan\u00e7ar uma reden\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Billy Elliot \u00e9 um garoto de 12 anos que cuida de sua debilitada av\u00f3, enquanto seus pai e irm\u00e3o fazem uma greve \u00e0 firma das minas onde trabalham. Enquanto vai a uma aula de boxe, conhece a turma de bal\u00e9 comandada pela Sra. Wilkinson e, conforme j\u00e1 gostava de m\u00fasica cl\u00e1ssica e de tocar piano, logo descobre tamb\u00e9m na arte da dan\u00e7a uma atra\u00e7\u00e3o pessoal, inexplic\u00e1vel. Billy, l\u00f3gico, passar\u00e1 por algum percal\u00e7o tendo em vista o fato de o bal\u00e9 ser considerado historicamente feminino, mas jamais o filme procura trat\u00e1-lo como \u201ccoitado\u201d. Mesmo seu pai jamais lhe d\u00e1 uma surra ou faz uma ca\u00e7ada \u00e0 procura do filho, obrigando-o a voltar ao boxe. Todos os sentimentos s\u00e3o contidos, sejam eles os das crian\u00e7as \u2013 que se abrem diante de Billy: Michael, o futuro gay, e Debbie, \u00e0 procura de uma companhia \u2013 ou sejam os dos adultos \u2013 a vida cansada de Wilkinson e as formas distintas com as quais seus familiares tratam a greve.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O filme alcan\u00e7a seu \u00e1pice quase \u00e0 1 hora de proje\u00e7\u00e3o, numa cena em que a sra. Wilkinson decide falar com o pai e o irm\u00e3o de Billy, logo ap\u00f3s este perder uma audi\u00e7\u00e3o para uma escola de bal\u00e9. Neste momento, percebemos toda a situa\u00e7\u00e3o conflituosa interior no rapaz \u2013 e isso fala muito a mim, em particular \u2013: esquerda, direita, homofobia, dificuldades financeiras, pris\u00e3o, viagem, dist\u00e2ncia, perda. S\u00e3o tantos os debates e os problemas que ocorrem \u00e0 sua volta (e com os quais ele \u00e9 obrigado a conviver) que ele se v\u00ea sem saber tomar um lado, afinal n\u00e3o quer magoar ningu\u00e9m. E, realmente, agradar a todos e ainda se satisfazer \u00e9 o lado mais dif\u00edcil para a nossa esp\u00e9cie. Ou mais: sacrificar suas vontades para n\u00e3o deixar algu\u00e9m mais triste.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O que Billy faz \u00e9, simplesmente, dan\u00e7ar, aceitem ou n\u00e3o, na escola ou nos caminhos que percorre. Como admitir\u00e1 ao auditor em Londres, ali ele desaparece e consegue um momento efusivo de alegria, \u00e9 a vida no m\u00e1ximo. Quando decide dan\u00e7ar para seu pai, mesmo sabendo que este \u00e9 contra a sua inscri\u00e7\u00e3o, ele consegue convenc\u00ea-lo e tamb\u00e9m levar um pouco de alegria a seu velho, mostrando que possui um talento. E n\u00e3o importa se o pagamento vir\u00e1 de grevistas, de burgueses para sua inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao fim, todos lutam pelo sucesso de Billy e pela sua felicidade. Contidos ainda, os personagens coadjuvantes \u2013 a quem ele tanto devotara \u2013 agora tornam seu futuro maior e melhor mesmo que voltem para seu presente comum e s\u00f3rdido. At\u00e9 a grande exibi\u00e7\u00e3o, em que ningu\u00e9m precisa ser \u201csalvo\u201d ou se redimir por completo, afinal todos erraram e contribu\u00edram, afinal. Tudo vale a pena quando a alma n\u00e3o \u00e9 pequena \u2013 Pessoa e Daldry est\u00e3o certos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Cassius Abreu<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revendo hoje Billy Elliot (ap\u00f3s certa madrugada distante, na Globo), percebo que o filme est\u00e1 longe de ser aquele \u201cnada\u201d pretensioso que imaginava. 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