{"id":2602,"date":"2009-01-09T00:54:11","date_gmt":"2009-01-09T02:54:11","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=2602"},"modified":"2009-01-09T00:54:11","modified_gmt":"2009-01-09T02:54:11","slug":"o-dia-em-que-a-terra-parou-robert-wise-1951","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2009\/01\/09\/o-dia-em-que-a-terra-parou-robert-wise-1951\/","title":{"rendered":"O Dia em Que a Terra Parou (Robert Wise, 1951)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img407.imageshack.us\/img407\/1075\/day01eq8.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"71\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img264.imageshack.us\/img264\/6100\/day02ti5.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img407.imageshack.us\/img407\/1862\/day03ii1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma das coisas que mais admiro nas obras que abordam a fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica, \u00e9 o car\u00e1ter quase que messi\u00e2nico que elas carregam. Muitos das obras desse g\u00eanero conseguem, se n\u00e3o prever com total exatid\u00e3o acontecimentos futuros, delinear, de forma impl\u00edcita, fatos que ocorrer\u00e3o futuramente. Isso se deve ao fato dessas obras, em sua maioria, serem produzidas por mentes prodigiosas, o que somente prova o qu\u00e3o t\u00eanue \u00e9 a linha que separa a arte da inspira\u00e7\u00e3o divina. E, de acordo com esse car\u00e1ter messi\u00e3nico, o cinema \u00e9 um dos mais prol\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>O Dia em Que a Terra Parou<\/em> pode ser considerado um marco do g\u00eanero, ao abordar v\u00e1rias quest\u00f5es que premeavam o mundo p\u00f3s-segunda grande guerra. Uma vez que o &#8220;grande inimigo&#8221; foi vencido, \u00e9 hora de &#8220;dividir o bolo&#8221;. E, como os governantes das duas maiores na\u00e7\u00f5es mundiais da \u00e9poca n\u00e3o tolerariam ter um peda\u00e7o menor do que o outro, inicia-se ent\u00e3o uma disputa, n\u00e3o atrav\u00e9s da guerra em si, mas atrav\u00e9s da amea\u00e7a dela, ou, melhor dizendo, atrav\u00e9s da ostenta\u00e7\u00e3o de poderes. Nascia, ent\u00e3o, a Guerra Fria. E, apenas 6 anos depois da Segunda Grande Guerra, ainda no in\u00edcio dessa Guerra Fria, temos um filme que tra\u00e7a um quadro completo e espantoso de suas poss\u00edveis consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O diretor Robert Wise consegue imprimir um clima totalmente soturno, com uma carga de suspense constante ao longo dos seus 90 minutos. Somado a isso, temos ainda as boas atua\u00e7\u00f5es dos personagens principais (especialmente de Michael Rennie, que interpreta o alien\u00edgena Klaatu). Mas o maior m\u00e9rito em criar o clima de suspense constante deve-se a trilha sonora perfeita de Bernard Herrmann, que usa com maestria os sons graves nos momentos adequados, al\u00e9m do uso oportuno do teremim como contraponto a esses sons, imprimindo um aspecto sobrenatural ao longa, na falta de uma palavra melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Apesar do clima soturno que permeia toda a trama, o filme ainda traz uma mensagem de alerta no final que pode ser interpretada de diversas maneiras. Apesar de soar como uma alerta, pode-se dizer que Klaatu sugere a preven\u00e7\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o do planeta pela opress\u00e3o, j\u00e1 que, em suas palavras, &#8220;ao m\u00ednimo sinal que os povos se degladiar\u00e3o e amea\u00e7ar\u00e3o outros planetas, a Terra seria exterminada sem d\u00f3.&#8221;. Em tempos onde temos governantes que se declaram protetores da humanidade, e provocam uma guerra para tentar reafirmar essa posi\u00e7\u00e3o, \u00e9 de se admirar que essa mensagem tenha sido feita ainda na d\u00e9cada de 50.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim,\u00a0<em>O Dia em Que a Terra Parou<\/em> ainda se firma como um dos mais relevantes filmes de fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica de todos os tempos, ainda se mantendo atual\u00edssimo. Prova de que n\u00f3s, apesar de nos considerarmos &#8220;seres racionais&#8221;, n\u00e3o conseguimos aprender com os nossos pr\u00f3prios erros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">3\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Adney Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das coisas que mais admiro nas obras que abordam a fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica, \u00e9 o car\u00e1ter quase que messi\u00e2nico que elas carregam. 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