{"id":248,"date":"2008-06-05T21:57:21","date_gmt":"2008-06-05T23:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=248"},"modified":"2008-06-05T21:57:21","modified_gmt":"2008-06-05T23:57:21","slug":"la-terza-madre-dario-argento-2007","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/06\/05\/la-terza-madre-dario-argento-2007\/","title":{"rendered":"M\u00e3e das L\u00e1grimas (Dario Argento, 2007)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sentieriselvaggi.it\/file\/194\/23773\/image\/terza_madre3.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"294\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">La Terza Madre \u00e9 uma brincadeira que n\u00e3o deu certo. Desde a quase aus\u00eancia da cl\u00e1ssica extrema sofistica\u00e7\u00e3o visual e de cria\u00e7\u00e3o de atmosfera daquele Argento de Profondo Rosso e Suspiria, quanto do deboche, do modo insano na condu\u00e7\u00e3o de Tenebre e do pr\u00f3prio Prel\u00fadio como proclama\u00e7\u00e3o fan\u00e1tica e religiosa do som e da imagem acima de tudo; La Terza Madre aparece movedi\u00e7o, desmembrado dos dois grandes pilares do estilo argenteano, seja pela inexplic\u00e1vel falta de imagina\u00e7\u00e3o no uso da c\u00e2mera e da trilha que numa compara\u00e7\u00e3o direta \u00e9 pulverizada pelas do Goblin (ou at\u00e9 do g\u00eanio Morriconi em O P\u00e1ssaro das Plumas de Cristal, apesar da simbiose irrepet\u00edvel entre Goblin e Argento continuar como catalisadora absoluta de sensa\u00e7\u00f5es, cuja for\u00e7a semelhante apenas o pr\u00f3prio Morriconi encontrou ao lado de Sergio Leone), ou pela esquizofrenia do habitual quase anti-roteiro ter sido tristemente ineficiente, o que pode parecer um paradoxo, j\u00e1 que a \u2018inefici\u00eancia\u2019 (pensando em termos de \u2018trama\u2019, \u2018hist\u00f3ria\u2019) \u00e9 precisamente sua caracter\u00edstica mais marcante.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O que pega \u00e9 que o grande caos comumente reproduzido por Dario Argento (devem at\u00e9 usar o cara em exemplos de \u201ccomo n\u00e3o fazer&#8230;\u201d em certos cursos de cinema&#8230;) e que sempre deu t\u00e3o certo, aqui n\u00e3o funcionou. Porque era pra ter sido uma obra-prima. Todo o gore e o explicitismo celebrados no terceiro ter\u00e7o de Tenebre pulsam eletrizantes pelos 90 minutos de La Terza Madre, mas sem suporte, sem o toque e a inventividade que separariam o sangue, que percorre borbulhando toda a filmografia de Dario Argento, em duas distin\u00e7\u00f5es: cinema, e curiosidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O ataque de riso no final embasa a s\u00e1bia decis\u00e3o do italiano de n\u00e3o se levar a s\u00e9rio (at\u00e9 pelo tema imbecil, que se por um lado rendeu o excelente Suspiria, por outro, n\u00e3o d\u00e1 pra esquecer que este n\u00e3o se utiliza dos elementos quase c\u00f4micos da dita mitologia das tr\u00eas bruxas ao longo de quase toda a trama \u2013 que na verdade n\u00e3o existe -, e que perde a for\u00e7a exatamente no didatismo e na inclina\u00e7\u00e3o trash dos \u00faltimos 10 minutos. Nada contra a inclina\u00e7\u00e3o trash, que poderia ter sido utilizada maravilhosamente).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Enfim, com o perd\u00e3o dos par\u00eanteses gigantes e dos par\u00e1grafos sem pontos, La Terza Madre n\u00e3o funciona como aquele torvelinho de tens\u00e3o sufocante, tampouco como brincadeira com o cinema promovida na \u00faltima pot\u00eancia em\u00a0Tenebre (e tinha como, o novelo de plots e situa\u00e7\u00f5es pressupunha mil possibilidades). Enfim, pena, bem abaixo dos outros dois cap\u00edtulos da trilogia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">1\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Luis Henrique Boaventura<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La Terza Madre \u00e9 uma brincadeira que n\u00e3o deu certo. 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