{"id":2382,"date":"2008-12-11T13:56:16","date_gmt":"2008-12-11T15:56:16","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=2382"},"modified":"2008-12-11T13:56:16","modified_gmt":"2008-12-11T15:56:16","slug":"buio-omega-joe-damato-1979","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/12\/11\/buio-omega-joe-damato-1979\/","title":{"rendered":"Buio Omega (Joe D&#8217;Amato, 1979)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img205.imageshack.us\/img205\/8089\/buio01sh9.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img205.imageshack.us\/img205\/6306\/buio02sj4.jpg\" alt=\"\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px 1px;\" src=\"http:\/\/img244.imageshack.us\/img244\/7868\/buio03da9.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se h\u00e1 filmes feitos pro c\u00e9rebro, pro cora\u00e7\u00e3o, pros olhos, ouvidos e at\u00e9 pro moleque pequeno [\/Analista de Bag\u00e9], Buio Omega vai direto no est\u00f4mago. D\u2019Amato despe seu filme de todo tipo de artif\u00edcio ou sofistica\u00e7\u00e3o visual comum no g\u00eanero (n\u00e3o estou dizendo que foi uma escolha consciente, porque n\u00e3o foi e pouco importa) mantendo apenas o que, pro italiano, \u00e9 o que realmente interessa: sangue, tripas, carne retalhada, membros decepados e uns bons pares de peitos mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Quase sempre entre os italianos somos transportados pra uma dimens\u00e3o de perversidade e corrup\u00e7\u00e3o onde personagens e o pr\u00f3prio diretor conspiram para criar uma atmosfera de absoluto pessimismo e desesperan\u00e7a, e quase sempre resta um personagem, um elo que nos liga ao mundo de par\u00e2metros e propor\u00e7\u00f5es morais devidamente moldadas. Em Buio Omega, D\u2019Amato elimina este ponto de equil\u00edbrio. Al\u00e9m de fazer do pr\u00f3prio Frank Wyler um monstro (sem recusar aquela t\u00e3o \u00f3bvia mas providencial dubiedade de inoc\u00eancia) e de nos aproximar dele quase ao n\u00edvel de uma 1\u00aa pessoa, o suposto \u00fanico bem-feitor da hist\u00f3ria \u00e9 subvertido numa tira\u00e7\u00e3o de sarro impag\u00e1vel com o espectador.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Digo, a\u00ed depende do espectador. Quem sai \u00e0 cata de Buio Omega e o assiste at\u00e9 o fim comendo uma pizza bem gordurosa de peperoni n\u00e3o pode esconder que quer mais \u00e9 que todos se explodam, de prefer\u00eancia com aquela viol\u00eancia gr\u00e1fica habitual dos caras. E o D\u2019Amato \u00e9 completamente maluco. Sei que a gente usa o termo \u00e0s vezes, mas \u00e9 literal agora, o cara \u00e9 demente, \u00e9 retardado mental, e \u00e9 maravilhoso. Em geral os mestres do giallo se divertem \u00e9 no ritual anterior e no momento da morte da v\u00edtima, mas D\u2019Amato t\u00e1 interessado mesmo \u00e9 em brincar com o corpo humano como um bom a\u00e7ougueiro tarado. Inclusive a necrofilia de Frank Wyler \u00e9 uma extens\u00e3o da tara do pr\u00f3prio diretor. H\u00e1 um momento em que ele passeia a c\u00e2mera por um corpo sendo cremado de um jeito carinhoso e compulsivo, que culmina no momento em que ele d\u00e1 um close todo tarado num mamilo pegando fogo. \u00c9 inacredit\u00e1vel de se assistir e lindo presenciar algu\u00e9m levando pra tela seu lado mais podre sem medo ou vergonha nenhuma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Obra-prima ao instinto, \u00e0 doen\u00e7a e ao mau-gosto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Luis Henrique Boaventura<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se h\u00e1 filmes feitos pro c\u00e9rebro, pro cora\u00e7\u00e3o, pros olhos, ouvidos e at\u00e9 pro moleque pequeno [\/Analista de Bag\u00e9], Buio Omega vai direto no est\u00f4mago. 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