{"id":231,"date":"2008-05-26T12:47:30","date_gmt":"2008-05-26T14:47:30","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=231"},"modified":"2008-05-26T12:47:30","modified_gmt":"2008-05-26T14:47:30","slug":"os-passaros-alfred-hitchcock-1963","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/05\/26\/os-passaros-alfred-hitchcock-1963\/","title":{"rendered":"Os P\u00e1ssaros (Alfred Hitchcock, 1963)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:black 2px solid;\" src=\"http:\/\/img79.imageshack.us\/img79\/1928\/ospssarosmpho4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na maioria dos filmes de suspense\/terror, normalmente os personagens principais se v\u00eaem acuados por uma for\u00e7a extremamente amedrontadora e intimidadora (seja ela um assassino em s\u00e9rie, um esp\u00edrito maligno, um ser de outro planteta) que seria, at\u00e9 certo ponto, imposs\u00edvel de doma\u2013l\u00e1. Mas se, por um acaso, esses personagens fossem atacados por criaturas que, at\u00e9 onde alcan\u00e7a o nosso conhecimento, n\u00e3o nos fariam nenhum mal?? De certa forma, \u00e9 o que Hitch aborda em \u201cOs P\u00e1ssaros\u201d, filme que sucedeu o grande sucesso de cr\u00edtica e p\u00fablico \u201cPsicose\u201d (e, provavelmente, o seu filme mais conhecido).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesse filme, temos a pacata cidade de Bodega Bay, na Calif\u00f3rnia, vive momentos de terror quando milhares de p\u00e1ssaros se instalam na localidade e come\u00e7am a atacar as pessoas. Um enredo simples, talvez at\u00e9 dif\u00edcil de se imaginar sendo desenvolvido durante as duas horas de filme. Mas Hitch consegue desenvolv\u00ea\u2013lo com maestria, al\u00e9m de conseguir causar uma tens\u00e3o poucas vezes vista em um filme.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Logo nos cr\u00e9ditos iniciais, j\u00e1 temos uma boa id\u00e9ia do que ser\u00e1 o filme: n\u00e3o h\u00e1 trilha sonora (como, ali\u00e1s, em todo o filme). apenas os cr\u00e9ditos mostrando os dados usuais do filme (nome, diretor, roteirista, atores), com imagens de p\u00e1ssaros voando descontroladamente (al\u00e9m de ru\u00eddos feitos por eles). Isso cria, antes mesmo do filme come\u00e7ar, uma sensa\u00e7\u00e3o de que o filme ser\u00e1 diferente de outros dirigidos por ele (isso ser\u00e1 explicado mais adiante).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se os cr\u00e9ditos iniciais cumprem o esperado (preparar o telespectador para o clima de tens\u00e3o), o primeiro ato do mesmo serve justamente para quebrar essa sensa\u00e7\u00e3o. O que vemos \u00e9 um t\u00edpico in\u00edcio de uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica, com os ingredientes t\u00edpicos de um filme de Hitchcock: a loira estonteante \u2013 no caso, Melaine Daniels (\u201cTippi\u201d Hendren, em sua estr\u00e9ia no cinema); o \u201chomem comum\u201d, eternizado em seus filmes por Cary Grant e James Stewart (no caso, Mitch Brenner, aqui interpretado por Rod Taylor); o t\u00edpico humor caracter\u00edstico dos seus filmes; a trama amorosa entre os dois personagens principais. Entretanto, atrav\u00e9s de certos detalhes inseridos na trama (como, por exemplo, a revoada de p\u00e1ssaros observada por Melaine pouco antes de entrar na loja de p\u00e1ssaros), Hitch nos mostra que algo de estranho est\u00e1 por acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nesse primeiro ato, temos o encontro entre Melaine e Mitch Brenner (que acontece de forma inusitada) na loja de p\u00e1ssaros. \u00c0 princ\u00edpio, Melaine n\u00e3o se interessa por Mitch (especialmente por ele ter judiado dela). Mas, logo depois, ela se v\u00ea bastante intrigada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele homem, e decide, por conta pr\u00f3pria, presente\u00e1-lo dois periquitos (que ele pedira na loja de p\u00e1ssaros para dar de presente a sua irm\u00e3). Como ele n\u00e3o se encontrava presente em sua resid\u00eancia, Melaine decide ir at\u00e9 Bodega Bay, a fim de concretizar sua pequena \u201dvingan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ali\u00e1s, nesse trajeto percorrido por ela (primeiro de carro e depois de barco), vemos a maestria da dire\u00e7\u00e3o de Hitch: toda a cena \u00e9 conduzida sem di\u00e1logos ou trilhas, apenas com imagens. Mas a beleza dessa cena n\u00e3o adv\u00e9m apenas de um retorno ao cinema mudo: Hitch, como grande manipulador, mant\u00e9m o estado de tens\u00e3o constante, \u00e0 medida de Melaine se aproxima da casa de Mitch. A partir do motor do barco ligado, a c\u00e2mera mostra, alternadamente, a vis\u00e3o de Melanie da casa de Mitch do outro lado da ba\u00eda e um plano objetivo em que se v\u00ea o barco vindo de frente e a vastid\u00e3o do mar e do c\u00e9u ao fundo. Essa altern\u00e2ncia de planos e a longa dura\u00e7\u00e3o da sequ\u00eancia, que mostra todo o percurso de Melanie, sugere ao espectador que algo de extraordin\u00e1rio est\u00e1 na imin\u00eancia de acontecer. O suspense \u00e9 garantido at\u00e9 o final da seq\u00fc\u00eancia, quanto Melanie faz o caminho de volta de barco (com Mitch a seguindo de carro pela costa): o ataque inexplic\u00e1vel de uma gaivota \u00e0 Melanie.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Aqui, cabe explicar o por qu\u00ea desse filme ter um tom um tanto quanto diferente de outros de Hitchcock: Aqui n\u00e3o h\u00e1 um assassino, e sim uma s\u00e9rie de acontecimentos que, ao final, n\u00e3o ser\u00e3o resolvidos! Isso mesmo, n\u00e3o espere que Hitchcock mastigue para voc\u00ea toda a filosofia existente dentro de Os P\u00e1ssaros. H\u00e1 um constante tom sobrenatural, e isso ajudou bastante a n\u00e3o haver essa necessidade para o filme. Isso pode ser considerando um ato de coragem por parte de Hitch, pois n\u00e3o podemos esquecer que esse filme sucede \u201cPsicose\u201d, talvez o grande sucesso dele. O filme que seguiria seu grande cl\u00e1ssico teria de ser bom o bastante para agradar aos f\u00e3s, sedentos por uma nova hist\u00f3ria que fosse t\u00e3o boa quanto a anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir dessa cena, temos o in\u00edcio do segundo ato: depois do ataque deliberado do p\u00e1ssaro \u00e0 Melanie, somos apresentados aos outros personagens residentes de Bodega Bay: a irm\u00e3 de Mitch, Cathy Brenner (Ver\u00f4nica Cartwright, aqui com 13 anos de idade); a m\u00e3e de Mitch (interpretada por Jessica Tandy), al\u00e9m da professora de Cathy e ex\u2013namorada de Mitch Annie Hayworth (interpretada por Suzanne Pleshette), que hospeda Melanie durante a sua estadia e Bodega Bay. Ao mesmo tempo, Hitch, ainda nos preparando para o \u201cprato principal\u201d, nos mostra maiores ind\u00edcios de que algo estranho est\u00e1 acontecendo naquela cidade: p\u00e1ssaros que n\u00e3o param de migrar; galinhas que se recusam a comer a ra\u00e7\u00e3o; pombos voando deliberadamente em dire\u00e7\u00e3o a porta, entre outros. Todos esses fatos culminando no que determina, na minha opini\u00e3o, o fim do segundo ato: O ataque dos p\u00e1ssaros \u00e0 festa de anivers\u00e1rio de Cathy. Tudo isso conduzido com a maestria de Hitch na dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir desse ataque, temos o terceiro ato: cada vez mais ataques acontecem na cidade. Aqui, cabe ressaltar a qualidade t\u00e9cnica do filme: poucos filmes s\u00e3o tecnicamente perfeitos como esse. A edi\u00e7\u00e3o primorosa, o trabalho primoroso de maquiagem (especialmente nas pessoas vitimadas pelos p\u00e1ssaros), a equipe de efeitos especiais (que fez um dos trabalhos de pintura em matte e chroma key mais primorosos do cinema), todos fizeram um trabalho perfeito. Uma cena que evidencia isso \u00e9 o ataque dos p\u00e1ssaros ao posto de gasolina, especialmente na cena em que Melanie est\u00e1 presa na cabine telef\u00f4nica. Essa cena mostra outro aspecto t\u00e9cnico bastante apurado do filme: o fato da diversa sobreposi\u00e7\u00e3o de pel\u00edculas para criar tr\u00eas camadas na tela. A primeira pel\u00edcula tinha Melanie dentro da cabine telef\u00f4nica, com alguns p\u00e1ssaros atingindo o vidro para ficar real; a segunda camada era alguns p\u00e1ssaros animados que ficavam passando de um lado para o outro em tom ofensivo; e a terceira camada era simplesmente uma pintura! Isso mesmo, usaram uma pintura de fundo e ela ficou simplesmente PERFEITA, irreconhec\u00edvel, parece at\u00e9 cen\u00e1rio de verdade. Filmado uma pel\u00edcula de cada vez, juntaram as tr\u00eas na edi\u00e7\u00e3o e montaram a aterrorizante cena.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A dire\u00e7\u00e3o de Hitch n\u00e3o fica atr\u00e1s e mostra um dos trabalhos mais primorosos aqui, com perfeito dom\u00ednio da c\u00e2mera e do efeito que esta ir\u00e1 causar no telespectador. Um exemplo cl\u00e1ssico disso \u00e9 a cena do ataque dos p\u00e1ssaros ao col\u00e9gio de Cathy: Enquanto Melanie espera no banco do lado de fora do col\u00e9gio, vemos a c\u00e2mera acompanhar o v\u00f4o de um corvo; em seguida, a c\u00e2mera foca Melanie e, ao fundo, vemos tr\u00eas p\u00e1ssaros pousados em um cercado; a c\u00e2mera volta a focar o v\u00f4o do p\u00e1ssaro anterior, cortando em seguida para o rosto de Melanie, at\u00e9 que o p\u00e1ssaro pousa no cercado; quando vemos o cercado, temos dezenas de p\u00e1ssaros pousados nele, como se estivessem prontos para o ataque. Essa \u00e9 uma das cenas mais aterrorizantes do filme para mim, e que mostra o controle absoluto de Hitch na dire\u00e7\u00e3o a fim de causar a tens\u00e3o constante ao telespectador. Tens\u00e3o essa que percorre todo o restante do filme, seja pelos ataques repentinos dos p\u00e1ssaros, que invadem a casa de Mitch Brenner; ou pelo sil\u00eancio ensurdecedor que precede (e sucede) o ataque dos p\u00e1ssaros, n\u00e3o dando nenhum momento para o telespectador \u201cdecansar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Aqui vale ressaltar um dos elementos fundamentais geradores da atmosfera de tens\u00e3o que recobre quase todo o desenrolar do filme: a falta de explica\u00e7\u00e3o do s\u00fabito comportamento agressivo dos p\u00e1ssaros de Bodega Bay. O que d\u00e1 margem, inclusive, \u00e0 uma sequ\u00eancia deliciosamente c\u00f4mica, quando v\u00e1rios do habitantes da regi\u00e3o discutem sobre o problema dos p\u00e1ssaros em um bar, com destaque para o contraste entre a ornit\u00f3loga c\u00e9tica e o b\u00eabado apocal\u00edptico. O absurdo do comportamento dos p\u00e1ssaros que, inexplic\u00e1vel e violentamente, agridem as pessoas \u00e0s enxurradas e de modo intermitente, acaba por aumentar a ang\u00fastia do espectador, que n\u00e3o sabe o que esperar para a cena seguinte. A\u00ed \u00e9 que Hitchcock brinca com nossas expectativas, nos surpreendendo com um violento ataque ou com uma, n\u00e3o menos estranha, quieta\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea dos p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro ponto important\u00edssimo a ressaltar \u00e9 a trilha sonora. Ou, melhor dizendo a aus\u00eancia dela. Hitch, a fim de criar uma tens\u00e3o cada vez mais constante, optou por usar apenas efeitos sonoros, al\u00e9m de se utilizar de ru\u00eddos (feitos a partir de enormes sintetizadores), especialmente de p\u00e1ssaros. Isso ajudou a criar um clima de tens\u00e3o constante, que uma trilha sonora n\u00e3o conseguiria dar. Bernard Herrmann, grande colaborador de Hitch nas trilhas sonoras, foi classificado como consultor sonoro desse filme.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por fim, temos a cereja que faltava para dar o toque final a esse filme: o \u201cfinal\u201d. Na verdade, n\u00e3o \u00e9 um final cl\u00e1ssico, visto que o filme acaba de forma bastante abrupta, o que com certeza incomodou grande parte do p\u00fablico (e que ainda incomoda muita gente). Ap\u00f3s a angustiante fuga dos protagonistas a casa de Mitch, em meio a um sem\u2013n\u00famero de p\u00e1ssaros, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ponte de S\u00e3o Franscisco, o filme \u00e9 interrompido, sem a tradicional \u00e0 \u00e9poca \u201cThe End\u201d. O que pode parecer sem sentido param muitas pessoas, para Hitch (e todos aqueles que compartilham da sua vis\u00e3o) \u00e9 apenas a fria constata\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio apocal\u00edptico que os p\u00e1ssaros causaram \u00e0quela cidade e aos seus habitantes. Ao determinar essa escolha, Hitch \u201cdeixa no ar\u201d se eles realmente conseguiram fugir dos p\u00e1ssaros ou n\u00e3o, levando o telespectador a pensar nisso depois do \u201cfim\u201d do filme, obrigando\u2013o a carregar essa tens\u00e3o para a sa\u00edda do cinema. Esse foi mais um toque de mestre de Hitchcock.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cOs P\u00e1ssaros\u201d pode n\u00e3o ser a obra mais famosa de Hitch (ou mesmo a mais venerada), mas ela pode ser considerada uma das mais emblem\u00e1ticas de sua vasta carreira. A sensa\u00e7\u00e3o que se t\u00eam depois de assistir essa obra\u2013prima \u00e9 que, mesmo 48 anos depois, com todos os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos surgidos desde ent\u00e3o, poucos diretores teriam o detalhismo e o perfeccionismo necess\u00e1rio para executar tal fa\u00e7anha, al\u00e9m de coragem suficiente de fazer tantas escolhas que, a princ\u00edpio, soariam equivocadas. E essas qualidades s\u00e3o dadas a poucos g\u00eanios cinematogr\u00e1ficos. Hitch tinha isso e muito mais, fato que pode ser comprovado em suas seis d\u00e9cadas de carreira e quase o mesmo n\u00famero de filmes. Era um dos poucos que sabia criar o suspense como ningu\u00e9m, mesmo que esse suspense venha de criaturas que nunca imaginar\u00edamos!<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Adney Silva<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na maioria dos filmes de suspense\/terror, normalmente os personagens principais se v\u00eaem acuados por uma for\u00e7a extremamente amedrontadora e intimidadora (seja ela um assassino em s\u00e9rie, um esp\u00edrito maligno, um ser de outro planteta) que seria, at\u00e9 certo ponto, imposs\u00edvel &hellip; <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/05\/26\/os-passaros-alfred-hitchcock-1963\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[9,157,357,1182,1774,2007,2208,2256,2375],"class_list":["post-231","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-resenhas","tag-tippi-hendren","tag-alfred-hitchcock","tag-bodega-bay","tag-jessica-tandy","tag-os-passaros","tag-rod-taylor","tag-suspense","tag-the-birds","tag-trilha-sonora"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}