{"id":218,"date":"2008-05-23T16:32:04","date_gmt":"2008-05-23T18:32:04","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=218"},"modified":"2008-05-23T16:32:04","modified_gmt":"2008-05-23T18:32:04","slug":"indiana-jones-e-o-templo-da-perdicao-steven-spielberg-1984","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/05\/23\/indiana-jones-e-o-templo-da-perdicao-steven-spielberg-1984\/","title":{"rendered":"Indiana Jones e o Templo da Perdi\u00e7\u00e3o (Steven Spielberg, 1984)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/imagecache2.allposters.com\/images\/pic\/CUP\/G-164-161~Indiana-Jones-and-The-Temple-of-Doom-Posters.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A s\u00e9rie Indiana Jones sempre foi elogiada por recuperar e trazer o esp\u00edrito libertador dos antigos filmes de aventura, das sess\u00f5es de matin\u00ea nos anos 40. Os temas n\u00e3o deixam de combinar, seja \u00e0s vezes na mistura de hist\u00f3rias e lendas b\u00edblicas com contextos do nazismo (tema do primeiro e do terceiro filme), entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8220;O Templo da Perdi\u00e7\u00e3o&#8221;, para alguns, aparece como patinho feio da saga. Talvez por n\u00e3o ter nazistas como vil\u00f5es, talvez por Indy n\u00e3o salvar o mundo de algo perto de um cataclisma t\u00e3o intenso quanto nas outras edi\u00e7\u00f5es &#8211; a quest\u00e3o que talvez seja \u00e9 que, basicamente, &#8220;Os Ca\u00e7adores da Arca Perdida&#8221; e &#8220;A \u00daltima Cruzada&#8221; tenham mais a ver entre si do que com &#8220;O Templo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O consenso, sem mais nem menos, \u00e9 que &#8220;O Templo&#8221; \u00e9 o mais descompromissado, divertido e escapista (o que, para a maioria, leva ao racioc\u00ednio de que \u00e9 vazio). Talvez por isso \u00e9 que tem caracter\u00edstiscas que o levam a v\u00ea-lo como o mais Indiana Jones de todos. Pense em como Spielberg vai conduzindo tal narrativa, em como Indy vai descobrindo a trama e os perigos, em como acaba conhecendo a mulher deste filme, ou no pequeno garoto oriental colocado como al\u00edvio c\u00f4mico (bobo, para muitos). Em contraponto, alguns relacionam momentos de &#8220;O Templo&#8221; como os mais punks da s\u00e9rie &#8211; \u00e9 s\u00f3 lembrar dos momentos com a tribo vil\u00e3 e do ritual que beira o gore.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 de se pensar: colocar nazistas como vil\u00f5es \u00e9 uma alternativa f\u00e1cil para qualquer narrativa, \u00e9 quase politicamente correto. N\u00e3o que &#8220;Os Ca\u00e7adores&#8221; e &#8220;A Cruzada&#8221; pade\u00e7am de tal mal; mas a compara\u00e7\u00e3o politicamente correta a ser feita \u00e9 que a segunda edi\u00e7\u00e3o acaba ficando com o infeliz r\u00f3tulo de despropositado e sem sentido l\u00f3gico com o mundo real. Prato cheio para os que adoram procurar uma raz\u00e3o em tudo, um v\u00edcio em ver as velhas li\u00e7\u00f5es de moral em tudo o que procura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Talvez nunca seja in\u00fatil repetir aquela conversa que para alguns j\u00e1 virou ladainha, que n\u00e3o s\u00f3 filmes, como qualquer obra de arte, quando s\u00e3o sentidos atingem bem mais e s\u00e3o bem mais completos e efetivos, por assim dizer, do que quando pensados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Afinal, se voc\u00ea reduzir a trilogia (agora quadrilogia em 2008) a um \u00fanico prop\u00f3sito, \u00e9 dif\u00edcil encontrar e se encantar com alguma coisa. No caso d'&#8221;O Templo&#8221;, as cenas nos lagos, no templo, nos carrilh\u00f5es, nos cora\u00e7\u00f5es arrancados, no bar, o Indy escondido, os eternos bichos asquerosos no meio do caminho atrapalhando, tudo na produ\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o que merecem, cenas que falam por si s\u00f3. &#8220;O Templo da Perdi\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 o que eleva o conceito da s\u00e9rie ao mais alto, \u00e9 o que mais exagera, na divers\u00e3o, no humor, na tens\u00e3o, no ritmo. Alguns n\u00e3o gostam de exageros, mas a partir do momento em que voc\u00ea embarca na aventura, junto com Indy e Spielberg, \u00e9 que voc\u00ea percebe e sente o m\u00e1ximo que a saga podia transmitir. Est\u00e1 tudo l\u00e1 sintetizado: tem a tens\u00e3o de uma aventura super-produ\u00e7\u00e3o, os contrastes entre o al\u00edvio c\u00f4mico e uma trama pseudomacabra, cenas de quase com\u00e9dia rom\u00e2ntica com outras de quase terror, tudo feito na maior naturalidade, tamanha a rela\u00e7\u00e3o entre a express\u00e3o de Harrison Ford quando v\u00ea um mont\u00e3o de sangue e quando conversa com o garoto ou com Kate Capshaw. Uma aventura de matin\u00ea nost\u00e1lgica, uma sensa\u00e7\u00e3o gostosa em ir num esp\u00edrito de um bom tempo atr\u00e1s. Alguns diriam &#8220;s\u00f3 isso?&#8221; quando \u00e9 &#8220;tudo isso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Pedro Kerr<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie Indiana Jones sempre foi elogiada por recuperar e trazer o esp\u00edrito libertador dos antigos filmes de aventura, das sess\u00f5es de matin\u00ea nos anos 40. 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