{"id":204,"date":"2008-05-16T22:05:01","date_gmt":"2008-05-17T00:05:01","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=204"},"modified":"2008-05-16T22:05:01","modified_gmt":"2008-05-17T00:05:01","slug":"o-homem-que-matou-o-facinora-john-ford-1962","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/05\/16\/o-homem-que-matou-o-facinora-john-ford-1962\/","title":{"rendered":"O Homem Que Matou o Fac\u00ednora (John Ford, 1962)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm1.static.flickr.com\/243\/449175736_7d0fe93339.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"285\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O g\u00eanero western, infelizmente, padeceu com o tempo. Sua import\u00e2ncia caiu junto e homens como John Wayne, Sergio Leone e Clint Eastwood sumiram ou rumaram para novas \u00e1reas do cinema. Com o passar de d\u00e9cadas e gera\u00e7\u00f5es, as locadoras colocaram estes filmes t\u00e3o populares, num passado que parece supra-long\u00ednquo, em prateleiras desconfort\u00e1veis; apertados e dividindo espa\u00e7o com filmes de guerra \u2013 ou de a\u00e7\u00e3o. Eu, tamb\u00e9m, s\u00f3 fui conhecer uma parte do faroeste, num (hoje long\u00ednquo) segundo semestre de 2006: <em>Os Cowboys<\/em>, <em>Meu \u00d3dio Ser\u00e1 Sua Heran\u00e7a<\/em>, <em>Era Uma Vez No Oeste<\/em> e <em>O Homem Que Matou o Fac\u00ednora<\/em>, de John Ford. Pouco acrescentei, infelizmente, a partir dali; e dentre os poucos elementos comuns dos filmes e as personagens at\u00edpicas; o trem e a civiliza\u00e7\u00e3o no Velho Oeste, um \u201cconfrontador\u201d do Leste e o bang-bang nem t\u00e3o descarado como imaginava \u2013 devido, supostamente, aos policiais desenfreados. Foi em <em>O Homem<\/em>, pasmem, que finalmente consegui desfrutar finalmente de uma atua\u00e7\u00e3o perfeita do John Wayne, na parceira triunfal com as c\u00e2meras de John Ford \u2013 preparando-nos vagarosamente para sua apari\u00e7\u00e3o marcante na tela \u2013 e o meu \u00eddolo-mor do cinema noir, James Stewart.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A hist\u00f3ria de <em>O Homem Que Matou O Fac\u00ednora<\/em> \u00e9 heterog\u00eanea no limite: o \u00f3bvio suspense para saber quem \u00e9 o homem que matou o fac\u00ednora (quem duplo \u2013 se voc\u00ea n\u00e3o souber o t\u00edtulo original) \u00e0s impl\u00edcitas mudan\u00e7as do Velho Oeste (provavelmente, influenciando <em>Era Uma Vez No Oeste<\/em>), penetrando na simplicidade de uma mulher divida por Wayne e Stewart (por mais que o \u00faltimo negue gostar dela, o pr\u00f3logo j\u00e1 nos mostrara a verdade). Quanto \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do Velho Oeste, temos a vinda de um advogado pac\u00edfico (Stewart) para o Oeste. Assim que chega, ele \u00e9 atacado por um perverso fora-da-lei e contestando seus direitos, depara-se com a sociedade sem escr\u00fapulos, onde o delegado, um beberr\u00e3o, \u00e9 incapaz de controlar um cidad\u00e3o sequer &#8211; e a lei \u00e9 definida pela for\u00e7a. Desta forma, Ford conduz \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o deste pacato advogado a um homem vil &#8211; empurrado pela &#8220;\u00e1urea&#8221; do Oeste. Por estes detalhes, inclusive, o filme reluz mais como um drama pol\u00edtico que um show de bang-bangs de western. N\u00e3o fosse a t\u00e9cnica com os figurinos em preto-e-branco (indicados ao Oscar &#8211; apesar de uma falha clara numa cena onde John Wayne veste uma roupa escura. Ao sair do bar, sua roupa est\u00e1 clara. Depois de tocar fogo na casa, ela est\u00e1 escura novamente) e a fotografia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Contudo, o roteiro n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o perfeito como o de<em> Era Uma Vez No Oeste<\/em>, pela previsibilidade deste suspense pr\u00e9-mencionado (e o Fac\u00ednora, idem); a falta de transitoriedade entre as personagens &#8211; a mulher, aqui, fica muito \u00e0s escondidas &#8211; e mudan\u00e7as totais do Oeste (como bem dizem os extras da obra m\u00e1xima de Leone, quanto mais o Oeste muda, mas ele continua na mesma e Ford n\u00e3o esclarece bem isto aqui) e as personagens velhas est\u00e3o com p\u00e9ssima maquiagem. Mas como tudo que \u00e9 bom sempre volta, o especial do Multiplot!, com as novas obras de 2007, principalmente, vieram para tornar antag\u00f4nica minha senten\u00e7a inicial. Resta saber se o g\u00eanero poder\u00e1 ter novos \u00edcones ou transitar\u00e1 por m\u00e3os diversas &#8211; e se isto \u00e9 melhor ou pior, cabe a cada um analisar.<\/p>\n<p>3\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Cassius Abreu<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O g\u00eanero western, infelizmente, padeceu com o tempo. Sua import\u00e2ncia caiu junto e homens como John Wayne, Sergio Leone e Clint Eastwood sumiram ou rumaram para novas \u00e1reas do cinema. 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