{"id":194,"date":"2008-05-16T19:12:24","date_gmt":"2008-05-16T21:12:24","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=194"},"modified":"2008-05-16T19:12:24","modified_gmt":"2008-05-16T21:12:24","slug":"ai-inteligencia-artificial-steven-spielberg-2001","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/05\/16\/ai-inteligencia-artificial-steven-spielberg-2001\/","title":{"rendered":"A.I.: Intelig\u00eancia Artificial (Steven Spielberg, 2001)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"border:black 2px solid;margin:2px;\" src=\"http:\/\/www.scene-stealers.com\/wp-content\/uploads\/2008\/03\/artificial_intelligence.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"294\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201c&#8230;e Deus n\u00e3o criou Ad\u00e3o para que ele O amasse?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Stanley Kubrick foi um cineasta impec\u00e1vel. Nunca temeu criticar duramente a sociedade em seus filmes, realizando estudos complexos sobre o ser humano, suas motiva\u00e7\u00f5es e ambi\u00e7\u00f5es, seu papel no contexto social em que se encontra e, ainda mais, o que estabelece a intera\u00e7\u00e3o entre os homens, o di\u00e1logo ou a falta dele, a viol\u00eancia, o medo, o sexo, a dem\u00eancia e a cegueira que praticamente imperam na maior parte de seus personagens centrais. O homem que Kubrick exp\u00f5e na tela \u00e9 d\u00fabio, capaz de atos extremos para justificar sua condi\u00e7\u00e3o e que, muitas vezes, reflete o desprezo do cineasta pela coletividade burra e limitada que se constr\u00f3i sobre alicerces falsos que mais funcionam como auto-engano. Coletividade esta, sempre disposta a mentir para acreditar nela pr\u00f3pria. Foi este cineasta quem desenvolveu a id\u00e9ia de trabalhar a funcionalidade do amor, a possibilidade de cri\u00e1-lo e desenvolv\u00ea-lo pelas m\u00e3os do pr\u00f3prio homem. N\u00e3o \u00e9 o amor a for\u00e7a motriz que impulsiona o homem tornando a sociedade em si, supostamente, baseada nele? Por que n\u00e3o trabalhar em cima de conceitos como este, muitas vezes t\u00e3o excludentes e ao mesmo tempo fascinantes? Por que n\u00e3o tentar imaginar como seria um futuro onde o amor pudesse ser fabricado e entregue na porta de casa? E como lidar com este amor que foi projetado para voc\u00ea mesmo, sua responsabilidade e as conseq\u00fc\u00eancias de suas atitudes? Foi nesse campo claramente assustador que foi concebida a id\u00e9ia para A.I.: Intelig\u00eancia Artificial, filme que Stanley Kubrick n\u00e3o dirigiu. E este, sem sombra de d\u00favidas, foi o \u00fanico erro de sua carreira.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nAo dividir a id\u00e9ia de A.I. com Steven Spielberg, Kubrick buscou apoio para a realiza\u00e7\u00e3o de um projeto ambicioso, que envolveria recursos bastante desenvolvidos e ningu\u00e9m mais apropriado que Spielberg para ajud\u00e1-lo nesta empreitada, ainda mais depois dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos promovidos gra\u00e7as a Jurassic Park. Al\u00e9m disso, Kubrick era um diretor muito meticuloso e demorava bastante para concluir um projeto. Neste caso isso seria fatal, j\u00e1 que ele dependia de atores de verdade (a partir do momento em que decidiu n\u00e3o utilizar rob\u00f4s nos pap\u00e9is principais) e a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas acabariam sempre por deixar as que ele empregasse ultrapassadas ao longo das filmagens, o que acarretaria num constante processo de mudan\u00e7as, refilmagens e novas id\u00e9ias. Isso seria invi\u00e1vel do ponto de vista or\u00e7ament\u00e1rio e, possivelmente, o filme nunca veria a luz do dia. Talvez pensando nisso tudo Kubrick tenha passado o projeto para Spielberg dirigir, dizendo que este seria mais adequado para comandar o filme e que ele, Kubrick, ficaria a cargo da produ\u00e7\u00e3o. Fora essa possibilidade, n\u00e3o consigo visualizar outra hip\u00f3tese para essa troca de fun\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que ela foi a respons\u00e1vel pelo desesperador desfecho para uma id\u00e9ia t\u00e3o fascinante. Claro que existem aqueles que ir\u00e3o argumentar que Kubrick faleceu ap\u00f3s as filmagens de De Olhos Bem Fechados e que \u00e9 imposs\u00edvel saber qual seria seu peso no resultado final de A.I., mas uma coisa \u00e9 poss\u00edvel assegurar: N\u00e3o se pode ter certeza de que o filme viesse a se tornar mais uma obra-prima de Kubrick caso ele o tivesse dirigido (haja visto que muitos dos conceitos question\u00e1veis do filme s\u00e3o atribu\u00eddos a ele), mas certamente faria um projeto muito diferente. E c\u00ednico.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A.I. come\u00e7a a sua derrocada em etapas, sendo que cada ato \u00e9 mais fat\u00eddico que o anterior. O primeiro se inicia bem, a partir de uma narra\u00e7\u00e3o em off pontuando a situa\u00e7\u00e3o do planeta num futuro n\u00e3o muito distante, depois de ter sido castigado por uma trag\u00e9dia natural de propor\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas, respons\u00e1vel por mudan\u00e7as dr\u00e1sticas na sociedade como um todo. A narra\u00e7\u00e3o \u00e9 feita enquanto s\u00e3o mostradas imagens de um mar revolto, estabelecendo assim um paralelo da import\u00e2ncia da \u00e1gua que, al\u00e9m de ser fonte de vida, pode tamb\u00e9m ser respons\u00e1vel por tom\u00e1-la. O futuro que se v\u00ea \u00e9 assustador, onde a humanidade \u00e9 obrigada a controlar a taxa de natalidade para que os recursos n\u00e3o se esgotem e os rob\u00f4s surgem como solu\u00e7\u00e3o aos problemas de m\u00e3o-de-obra para, em seguida, soarem como alternativa ao pr\u00f3prio ser humano. Todo esse contexto \u00e9 interessante e no in\u00edcio do filme \u00e9 pontuado de forma sombria, mostrando o homem querendo agir como se fosse Deus, a ponto de se achar capaz de criar o amor artificial. Mas at\u00e9 onde isso \u00e9 poss\u00edvel e como lidar com as conseq\u00fc\u00eancias de uma experi\u00eancia t\u00e3o ousada \u00e9 o que prop\u00f5e Spielberg&#8230; a princ\u00edpio. E \u00e9 a\u00ed ent\u00e3o que ele se perde. As quest\u00f5es mais pertinentes do conceito inicial s\u00e3o mal exploradas pelo fraqu\u00edssimo roteiro, escrito pelo pr\u00f3prio Steven Spielberg, perdendo in\u00fameras chances de trabalhar assuntos capazes de gerar pol\u00eamica. No pr\u00f3logo \u00e9 citado, por exemplo, o controle das sociedades mais ricas sobre a gravidez mas o filme n\u00e3o esbo\u00e7a nenhum tipo de an\u00e1lise quanto a este aspecto e acaba confundindo o espectador em uma determinada cena, repleta de crian\u00e7as presentes. Sendo assim, como funciona a tal san\u00e7\u00e3o da gravidez? E se ela fosse muito dr\u00e1stica, n\u00e3o seria um risco \u00e1 humanidade que, assim, estaria colocando a pr\u00f3pria esp\u00e9cie em perigo de extin\u00e7\u00e3o? Spielberg n\u00e3o se atem a esse detalhe e perde a oportunidade de fazer uma discuss\u00e3o importante. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3, ele se esquece de dimensionar a real import\u00e2ncia pr\u00e1tica dos rob\u00f4s, deixando por retrat\u00e1-los mais a frente como marginais na sociedade (ora, a sociedade n\u00e3o dependia deles?).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A adapta\u00e7\u00e3o de David \u00e0 fam\u00edlia e desta a ele \u00e9 o foco do primeiro ato que se revela muito raso, repleto de cenas descart\u00e1veis, como aquela em que David intercepta uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica. N\u00e3o existe a menor necessidade de uma cena como esta se n\u00e3o a de Spielberg se divertir um pouquinho e gerar algumas risadas (?) no p\u00fablico. Teria sido mais proveitoso ele se concentrar na elabora\u00e7\u00e3o de di\u00e1logos mais ricos e que n\u00e3o fizessem at\u00e9 mesmo cenas de apelo dram\u00e1tico mais intenso (como a que M\u00f4nica e Henry discutem se ficam ou n\u00e3o com o novo membro da fam\u00edlia e mais parecem n\u00e3o dizer coisa alguma al\u00e9m de repeti\u00e7\u00f5es vazias) soarem falsas e dispens\u00e1veis. Para cada vez que Spielberg vislumbra recuperar o bom senso dando um ar mais frio a seu filme (a cena do jantar em que David e Martin competem diante de uma tigela de espinafre e que termina com David &#8220;quebrando&#8221; \u00e9 muito satisfat\u00f3ria), ele volta \u00e1 brevidade de sua leitura, se prendendo em constrangedoras passagens da rela\u00e7\u00e3o entre a fam\u00edlia e o menino, tudo para deixar bem claro o esfor\u00e7o que fazem para inclu\u00ed-lo no seio familiar. Esfor\u00e7o este que se mostra p\u00edfio j\u00e1 que assim que o filho leg\u00edtimo retorna ao conv\u00edvio (sem nenhuma explica\u00e7\u00e3o) o interesse do casal por David quase se desintegra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Haley Joel Osment se sai bem na pele de David, alterando gradativamente os tra\u00e7os do menino-rob\u00f4, fazendo com que ele fique mais humano com o decorrer da proje\u00e7\u00e3o (ainda que em momento algum tenha apelado pela artificialidade extrema). No entanto, o personagem varia muito em sua linha de constru\u00e7\u00e3o durante o primeiro ato, o que mais parece ser um equ\u00edvoco na dire\u00e7\u00e3o de Spielberg que, para obter maior dramaticidade, certamente instruiu seus atores a &#8220;carregar&#8221; no teor de emo\u00e7\u00e3o, ainda que seus personagens (principalmente David) n\u00e3o comportassem ainda tal linha de texto. O mesmo equ\u00edvoco pontua todo o trabalho de Frances O\u2019Connor, que \u00e9 baseado no apelo pela piedade e compaix\u00e3o do espectador, a fim de manipul\u00e1-lo para que sua personagem n\u00e3o seja odiada, mesmo depois de abandonar David. E assim que esse ato monstruoso \u00e9 consumado, o filme entra na segunda parte (ou seria cap\u00edtulo?): a f\u00e1bula infantil.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A busca de David pela Fada Azul \u00e9 apresentada com uma ingenuidade que ultrapassa a barreira do termo \u201cinfantil\u201d. David enfrenta monstros (os ca\u00e7adores de Mecas defeituosos), lugares hostis (o Mercado de Peles) e encontra uma companhia para sua jornada, o carism\u00e1tico Gigol\u00f4 Joe. Ali\u00e1s, \u00e9 somente a isso que se presta Jude Law em todo filme, emprestar charme ao personagem j\u00e1 que este jamais \u00e9 desenvolvido pelo roteiro e n\u00e3o passa de um mero enfeite. E quando existe a inten\u00e7\u00e3o de fazer de Gigol\u00f4 Joe um personagem tridimensional, a tentativa se revela tardia e frustrada, atingindo o ponto mais alto na embara\u00e7osa \u00faltima fala do personagem: \u201cEu existo, eu existia&#8230; (I am, I was&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 nessa etapa que Spielberg lan\u00e7a m\u00e3o de mais recursos t\u00e9cnicos e nem mesmo este quesito, que na maior parte das vezes \u00e9 not\u00e1vel em seus filmes, est\u00e1 isenta de falhas. John Williams deixa sua trilha sonora escorrer pelas m\u00e3os ao abandonar o tom soturno que d\u00e1 no in\u00edcio em troca dos melosos acordes de piano que pontuam o final (o que na verdade serve perfeitamente ao prop\u00f3sito de Spielberg em arrancar o choro da plat\u00e9ia a qualquer custo). A fotografia de Janusz Kaminski se perde na super ilumina\u00e7\u00e3o, ainda mais acentuada no ato final, deixando escapar a possibilidade de retratar a ambig\u00fcidade e frieza do ambiente, usando luz excessiva ao inv\u00e9s de sombras. At\u00e9 mesmo a dire\u00e7\u00e3o de arte sai chamuscada j\u00e1 que, mesmo que o trabalho seja admir\u00e1vel no que concerne \u00e0 beleza e plasticidade das cria\u00e7\u00f5es, \u00e9 tamb\u00e9m vazio e perdido, sem seguir um conceito pr\u00e9-delineado. Rouge City, por exemplo, \u00e9 uma mistura maluca de Las Vegas, T\u00f3quio e Londres p\u00f3s-moderna e esquizofr\u00eanica, mas sem nenhum tipo de conex\u00e3o l\u00f3gica. O Mercado de Peles \u00e9 simplesmente um lugar escuro que perde a chance de ser l\u00fagubre, mesmo com suas bandas de rock pesado e motos que imitam c\u00e3es (!). E por fim a Nova Iorque inundada \u00e9 incapaz de causar espanto (ainda que seja um trabalho bem realizado atrav\u00e9s de maquete e computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica), j\u00e1 que qualquer filme cat\u00e1strofe dos anos 90 utiliza t\u00e9cnicas similares e com resultados parecidos. A equipe de Stan Winston e a ILM fazem um \u00f3timo trabalho no desenvolvimento de diversos tipos de rob\u00f4s Meca, os \u00fanicos capazes de causar certo fasc\u00ednio ao longo da proje\u00e7\u00e3o. O mesmo n\u00e3o pode ser dito quanto \u00e0 anima\u00e7\u00e3o criada para dar vida ao Dr. Know, que \u00e9 bastante infantil em todos os tra\u00e7os, causando a maior das quebras durante todo o filme ao surgir leve e alegre em meio \u00e0s luzes fren\u00e9ticas de Rouge City (que supostamente deveria ser um local marginal).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A.I. ainda poderia ter chance de ser salvo do desastre total caso Spielberg reconhecesse a natureza cruel da hist\u00f3ria. Ao inv\u00e9s disso, o cineasta ressalta ainda mais a import\u00e2ncia da jornada de David, da busca pelos sonhos, conduzindo um ato final dos mais apelativos e dramaticamente constrangedores dos \u00faltimos tempos. O terceiro ato \u00e9 o tiro de miseric\u00f3rdia (apesar de se arrastar por longos minutos e infinitas reviravoltas) e por conta disso, Spielberg assina em baixo na constata\u00e7\u00e3o de que sua vis\u00e3o da hist\u00f3ria \u00e9 inacreditavelmente inocente e piegas. O amor que motiva David ao longo do filme \u00e9 incondicional e ao mesmo tempo falso, j\u00e1 que ele foi programado para tanto. A m\u00e3e por quem ele tanto busca \u00e9 na verdade uma mulher ego\u00edsta, capaz de engan\u00e1-lo simulando um passeio quando na verdade queria se desfazer dele e mesmo que tente salv\u00e1-lo na \u00faltima hora, acaba n\u00e3o o fazendo (sua inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o abona sua atitude) e se conformando com o destino incerto de quem um dia foi para ela como seu filho. O pai em momento algum demonstra qualquer tipo de afeto por David, sendo que o ato de levar o menino para casa n\u00e3o passou da pr\u00f3pria tentativa de ficar bem, j\u00e1 que n\u00e3o conseguia mais ver a mulher definhar por conta da aus\u00eancia do filho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">E at\u00e9 mesmo o Professor Hobby (William Hurt) pode ser considerado o \u00e1pice do ego\u00edsmo, j\u00e1 que fez David \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de seu filho perdido, numa necessidade doentia de ter de volta a fam\u00edlia, sem com isso se importar com o sentimento que sua cria\u00e7\u00e3o viesse a desenvolver. David manter\u00e1 o mesmo estado f\u00edsico sempre, n\u00e3o se desenvolver\u00e1, e ningu\u00e9m se preocupa com o que far\u00e1 quando ele j\u00e1 n\u00e3o suprir as necessidades alheias. No fim das contas, o \u00fanico personagem leg\u00edtimo \u00e9 Martin, que n\u00e3o deixa de expressar sua insatisfa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o a David. Somente ele n\u00e3o engana o espectador se fazendo de bom quando na verdade \u00e9 mau (conceitos espec\u00edficos de toda hist\u00f3ria pra crian\u00e7a), escondendo sentimentos e forjando atitudes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Num mundo como este era de se esperar que o cinismo impl\u00edcito em cada um desses seres humanos fosse expressado com o m\u00ednimo de seriedade e sobriedade, mas Spielberg se contradiz ao justificar todos os atos em nome do amor. S\u00f3 n\u00e3o sei onde ele viu amor nessa hist\u00f3ria sobre um ser artificial, programado para sentir o que ningu\u00e9m ao redor parece perceber. A.I. est\u00e1 recheado de \u201cvil\u00f5es\u201d disfar\u00e7ados de \u201cmocinhos\u201d; poderia perfeitamente ser a hist\u00f3ria da Chapeuzinho Vermelho e do Lobo Mau, al\u00e9m do Pin\u00f3quio, da Fada Azul, do M\u00e1gico de Oz&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Preste aten\u00e7\u00e3o: no plano mais interessante executado por Spielberg durante toda a proje\u00e7\u00e3o (praticamente o \u00fanico), onde ele combina o uso da grua e do travelling na passagem em que Teddy (o urso de David) \u00e9 colocado na caixa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">1\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Thiago Mac\u00eado Correia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c&#8230;e Deus n\u00e3o criou Ad\u00e3o para que ele O amasse?\u201d Stanley Kubrick foi um cineasta impec\u00e1vel. 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