{"id":159,"date":"2008-05-15T17:50:04","date_gmt":"2008-05-15T19:50:04","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=159"},"modified":"2008-05-15T17:50:04","modified_gmt":"2008-05-15T19:50:04","slug":"curva-do-destino-edgar-g-ulmer-1945","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/05\/15\/curva-do-destino-edgar-g-ulmer-1945\/","title":{"rendered":"Curva do Destino (Edgar G. Ulmer, 1945)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/internetservices.readingeagle.com\/blog\/moviehouse\/detour.jpg\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"254\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A incerteza inenarr\u00e1vel transmitida junto ao final infinito de Curva do Destino n\u00e3o encontra par\u00e2metros em qualquer outro do cinema. Tanto quanto o filme. Produ\u00e7\u00e3o barata recheada de falhas t\u00e9cnicas, p\u00e9ssima capta\u00e7\u00e3o de som fotografia acinzentada e toda manchada pela insinuante fuma\u00e7a [de cigarro ou das ruas] t\u00edpica de becos de Nova York ou Los Angeles, essa obra-prima do film noir consegue atingir, tanto em forma quanto em conte\u00fado, um ponto de converg\u00eancia t\u00e3o pr\u00f3prio que parece ser brincadeira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A est\u00f3ria \u00e9 muito simples, tanto que fica imposs\u00edvel ser contada sem adiantar pontos importantes \u2013 que, na realidade, pouco existem. Numa esp\u00e9cie de prel\u00fadio \u00e0 obra m\u00e1xima de Michelangelo Antonioni, Profiss\u00e3o: Rep\u00f3rter, Detour acompanha um homem angustiado que, em um balc\u00e3o de bar, passa a recordar os motivos que o fizeram chegar at\u00e9 ali \u2013 dividindo-os com o espectador sob forma de flashback, pelo qual o filme todo \u00e9 narrado [e l\u00e1 se vai minha birra com os flashbacks, rumo ao espa\u00e7o].<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Conta como conheceu um homem que lhe concede carona at\u00e9 Los Angeles. Conta como este morreu misteriosa e subitamente, e tamb\u00e9m sobre o medo de ser incriminado por assassinato, que fez com que tomasse a identidade do falecido e continuasse o rumo do cara como se nada tivesse acontecido. Conta com conheceu uma mulher que o desmascarou, posteriormente atirando-o em um jogo de interesses duvidosos e brincadeiras com o destino \u2013 aquela coisa bem t\u00edpica do noir mesmo. Conta como, sem querer, assassinou-a, finalmente cometendo um crime.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pronto. Contei o filme [e eu avisei que coisas seriam reveladas, ent\u00e3o n\u00e3o chorem, hein]. O que resta, no final, \u00e9 o homem sofrido sabendo que, a qualquer momento, sua vida poder\u00e1 ter um fim, j\u00e1 que deixou mais de mil maneiras poss\u00edveis de a pol\u00edcia chegar at\u00e9 ele e incrimin\u00e1-lo pelo acidente que resultou na morte da mo\u00e7a \u2013 registrado em uma cena absolutamente genial. E a sensa\u00e7\u00e3o de incompletude \u00e9 transmitida de forma sensacional, sarc\u00e1stica, j\u00e1 que o filme termina com pouco mais de uma hora e de forma abrupta, totalmente inesperada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Brincar com o cinema \u00e9 a melhor coisa do mundo, pessoal. Ser enganado por quem sabe, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Daniel Dalpizzolo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A incerteza inenarr\u00e1vel transmitida junto ao final infinito de Curva do Destino n\u00e3o encontra par\u00e2metros em qualquer outro do cinema. Tanto quanto o filme. 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