{"id":1484,"date":"2008-09-30T18:25:38","date_gmt":"2008-09-30T20:25:38","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=1484"},"modified":"2008-09-30T18:25:38","modified_gmt":"2008-09-30T20:25:38","slug":"james-byron-dean-especial-james-dean","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/09\/30\/james-byron-dean-especial-james-dean\/","title":{"rendered":"James Byron Dean (Especial James Dean)"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align:justify;\">Foram 3 semanas, 32 textos e muita hist\u00f3ria do especial mais melanc\u00f3lico do <em>MP!,<\/em> uma experi\u00eancia inesquec\u00edvel pra gente da equipe culminando neste 30 de setembro que \u00e9 sempre um pouco mais cinza que outros dias do ano. Gente, adoramos celebrar com voc\u00eas o maior mito do cinema, a juventude que ele representava e mais outros sete grandes talentos que foram pro palco de cima antes da hora. Valeu por tudo, continuem por aqui que a coisa n\u00e3o p\u00e1ra, e curtam os \u00faltimos e principais textos deste Especial (a biografia e as resenhas de Vidas Amargas, Juventude Transviada e Assim Caminha a Humanidade). E se voc\u00ea perdeu alguma coisa, o \u00edndice com todos os textos fica\u00a0ali \u00e0 direita at\u00e9 o pr\u00f3ximo especial ou <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/09\/09\/especial-james-dean\/\">aqui<\/a>, no post de abertura. Um abra\u00e7o!<\/div>\n<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align:right;\"><em>MP!<\/em><\/div>\n<div class=\"mceTemp\" style=\"text-align:center;\">\n<dl class=\"wp-caption \">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/img409.imageshack.us\/img409\/9962\/jamesdean5mpvs6.jpg\" alt=\"\" width=\"429\" height=\"610\" \/><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">1931 &#8211; 1955<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\">A imagem de James Dean como s\u00edmbolo maior do mito cinematogr\u00e1fico talvez s\u00f3 pode ser comparada a de Marilyn Monroe. A diferen\u00e7a entre Dean e Monroe \u00e9 que ela se ergueu em vida como a estrela m\u00e1xima de Hollywood e era exatamente isso que desejava; j\u00e1 Dean desejava se encontrar em vida, achar um caminho e acreditava, talvez, que ser um grande ator fosse sin\u00f4nimo de tal encontro, mas n\u00e3o viveu o suficiente para comprovar a tentativa. Quando James Dean morreu, exatamente 53 anos atr\u00e1s, estava apenas come\u00e7ando a experimentar os resultados de seu trabalho no cinema. Somente os que viveram depois puderam saber ao certo a pot\u00eancia da figura de Dean. Quando sofreu o acidente fatal, Dean havia acabado de estrear seu segundo filme nos EUA, o ic\u00f4nico Juventude Transviada, de Nicholas Ray, e vinha do final das grava\u00e7\u00f5es de seu terceiro e derradeiro filme, o \u00e9pico monumental de George Stevens, Assim Caminha a Humanidade. Antes disso, James Dean havia experimentado o reconhecimento de p\u00fablico e cr\u00edtica com sua estr\u00e9ia no cinema em um papel protagonista (antes s\u00f3 havia feito pequenas pontas), com Vidas Amargas, de Elia Kazan. Tendo como base somente estes tr\u00eas trabalhos seria poss\u00edvel comprovar o talento de um ator?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">James Byron Dean nasceu no dia 8 de fevereiro de 1931, perdeu a m\u00e3e aos 9 anos, passou a adolesc\u00eancia na casa dos tios, fez diversos tipos de esportes durante o colegial, estudou violino (um desejo da m\u00e3e) e fez dois anos da faculdade de Direito (um desejo do pai), se mudou para Nova York, come\u00e7ou a estudar no Actors Studio, sob a tutela de Lee Strasberg, onde aprendeu \u201co m\u00e9todo\u201d de cria\u00e7\u00e3o que era incentivado, baseado em pr\u00f3prias experi\u00eancias e na bagagem emocional do ator, fez in\u00fameros testes para a TV e conseguiu diversos pap\u00e9is em programas ao vivo, fez amigos que o motivavam a querer viver a arte, pintava, fotografava e atuava intensamente, sempre buscando a perfei\u00e7\u00e3o, conquistou um papel de destaque em uma pe\u00e7a chamada O Imoralista, que foi vista por Elia Kazan, diretor que escalava o elenco de seu pr\u00f3ximo filme, Vidas Amargas, e que decidiu conversar com Dean, a princ\u00edpio, um perfeito estranho, em seguida, um perfeito Cal, personagem que Dean encarnou com maestria e que o revelou, visto tamb\u00e9m por Nicholas Ray, que iria fazer um filme sobre a rebeldia juvenil e viu em Dean a figura ideal para interpretar Jim Stark em Juventude Transviada, filme que se tornou o grande retrato do mito de James Dean, que era apaixonado pela velocidade mas havia sido proibido de manter seu hobby favorito (a corrida de autom\u00f3veis) durante as filmagens de Assim Caminha a Humanidade, onde protagonizou ao lado de Elizabeth Taylor e Rock Hudson a hist\u00f3ria da decad\u00eancia do Texas, dirigido por George Stevens, e que lhe valeu sua segunda indica\u00e7\u00e3o ao Oscar de melhor ator (a primeira por Vidas Amargas), ambas p\u00f3stumas (e at\u00e9 ent\u00e3o \u00fanicas na hist\u00f3ria da premia\u00e7\u00e3o), j\u00e1 que Dean havia morrido dirigindo seu Porsche Spyder, indo para uma de suas corridas, em 30 de setembro de 1955.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A biografia de James Dean pode ser resumida em um \u00fanico par\u00e1grafo, num f\u00f4lego s\u00f3, dado seu car\u00e1ter breve. Mas o talento de Dean s\u00f3 pode ser analisado gra\u00e7as a v\u00e1rias revis\u00f5es de seus estupendos desempenhos (o que faremos a seguir, nas resenhas de seus tr\u00eas grandes filmes), nunca nos possibilitando uma defini\u00e7\u00e3o \u00fanica sobre a genialidade do ator. Se sobre a vida pessoal de Dean (rumores de bissexualidade, o amor por P\u00eder Angeli, sua personalidade retra\u00edda) s\u00f3 somos capazes de especular, sobre o talento imposto por ele nas composi\u00e7\u00f5es de seus personagens podemos encontrar cada vez mais fatores que impossibilitem que se cesse a admira\u00e7\u00e3o. Pois, respondendo a pergunta se esses \u00fanicos trabalhos dariam conta de comprovar o talento de um ator, \u00e9 claro que sim. S\u00f3 n\u00e3o se pode saber se caso tivesse vivido, James Dean se tornaria ainda mais, o maior. Ao menos o que se teve dele bastou para o nascimento de um mito inabal\u00e1vel, o maior ator de sua gera\u00e7\u00e3o, o maior \u00edcone do cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/img217.imageshack.us\/img217\/5084\/boton1iu2hv3.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Thiago Mac\u00eado Correia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram 3 semanas, 32 textos e muita hist\u00f3ria do especial mais melanc\u00f3lico do MP!, uma experi\u00eancia inesquec\u00edvel pra gente da equipe culminando neste 30 de setembro que \u00e9 sempre um pouco mais cinza que outros dias do ano. 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