{"id":1455,"date":"2008-09-28T13:21:48","date_gmt":"2008-09-28T15:21:48","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=1455"},"modified":"2008-09-28T13:21:48","modified_gmt":"2008-09-28T15:21:48","slug":"marilyn-monroe-especial-james-dean","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/09\/28\/marilyn-monroe-especial-james-dean\/","title":{"rendered":"Marilyn Monroe (Especial James Dean)"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/img376.imageshack.us\/img376\/5171\/marilynmonroeqj6.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"313\" \/><p class=\"wp-caption-text\">1926 - 1962<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ao se referir ao mito imposto no cinema pela figura de Greta Garbo, Paulo Em\u00edlio Salles Gomes disse que \u201c(&#8230;) podemos admitir que no teatro o ator passa e a personagem permanece, ao passo que no cinema sucede exatamente o inverso. Nas sucessivas encarna\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de in\u00fameros atores, permanece a personagem de Hamlet, enquanto no cinema quem permanece atrav\u00e9s das diversas personagens que interpreta \u00e9 Greta Garbo. (&#8230;) O que persiste n\u00e3o \u00e9 propriamente o ator ou a atriz, mas essa personagem de fic\u00e7\u00e3o cujas ra\u00edzes sociol\u00f3gicas s\u00e3o muito mais poderosas do que a pura emana\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica.\u201d O mesmo pode ser colocado com rela\u00e7\u00e3o ao que se estabeleceu com Marilyn Monroe, de forma ainda mais complexa que com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Garbo, j\u00e1 que Marilyn, al\u00e9m de ser a atriz que interpretava as personagens, era tamb\u00e9m a personagem principal que Norma Jean Baker interpretou por 16 anos, dos primeiros pequenos trabalhos at\u00e9 o fim turbulento, em 5 de agosto de 1962, quando j\u00e1 era considerada a maior das estrelas do cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Marilyn Monroe se referia a ela mesma, no final de sua vida, em terceira pessoa, numa esp\u00e9cie de consci\u00eancia de sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de mito e que sabia que n\u00e3o era capaz de sustentar a pr\u00f3pria presen\u00e7a. Fazia tempo que a estrela era viciada em calmantes, combust\u00edvel necess\u00e1rio que a auxiliavam a manter a for\u00e7a na subida rumo ao topo. E Monroe atingiu o topo, que era justamente o que sempre sonhou. Ela queria ser a mulher mais conhecida, mais desejada do mundo, e sua figura platinada e curvas voluptuosas lhe deram o status almejado ainda mais r\u00e1pido que imaginava. Em 1950, Monroe fez pequenas participa\u00e7\u00f5es em dois filmes importantes, <em>O Segredo das J\u00f3ias<\/em>, de John Huston, e <em>A Malvada<\/em>, de Joseph L. Mankiewicz, este no papel de uma jovem admiradora de Margo Channing, interpretada magistralmente por Bette Davis, que mesmo ela n\u00e3o ofuscou a apari\u00e7\u00e3o de Monroe. Notada por v\u00e1rios, a atriz come\u00e7ou a erguer sua carreira para logo passar para os pap\u00e9is principais e ser elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de diva. Monroe trabalhou com os melhores diretores, de Otto Preminger (<em>O Rio das Almas Perdidas<\/em>) a Jean Negulesco (<em>Como Agarrar Um Milion\u00e1rio<\/em>), dando cada vez mais import\u00e2ncia \u00e0 sua figura de s\u00edmbolo sexual. Com alguns deles ela estabeleceu uma parceria mais constante, como com Howard Hawks, com quem fez <em>O Inventor da Mocidade<\/em> e <em>Os Homens Preferem as Loiras<\/em>, que tem uma das cenas mais ic\u00f4nicas que Marilyn Monroe fez, usando um vestido rosa, cercada de homens que est\u00e3o dispostos a dar tudo para ela, inclusive os diamantes mais caros do mundo. Mas foi em <em>O Pecado Mora Ao Lado<\/em>, primeiro de seus filmes com Billy Wilder, que Marilyn fez sua cena s\u00edmbolo: passando pela cal\u00e7ada junto do homem que a deseja mais que tudo e tenta resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o, a personagem de Monroe \u00e9 surpreendida pelo vento da calefa\u00e7\u00e3o do metr\u00f4, que levanta seu vestido branco revelando suas pernas \u2013 e outras partes \u2013 sem que ela consiga controlar. N\u00e3o somente \u00e9 a principal mem\u00f3ria que se tem de Marilyn, como \u00e9 um dos momentos mais celebrados na hist\u00f3ria do pr\u00f3prio cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Marilyn Monroe iria retornar a trabalhar com Billy Wilder em <em>Quanto Mais Quente Melhor<\/em>, mas como acontecia com quase todos com quem trabalhava, Marilyn tirava Wilder do s\u00e9rio, irritando o diretor com atrasos, falta de concentra\u00e7\u00e3o e dificuldade em decorar as falas. Mas Wilder sabia que Marilyn era a figura necess\u00e1ria para dar vida \u00e0 doce e sexual Sugar Kane, e soube manipular a atriz a fim de extrair dela o resultado esperado. Com isso, <em>Quanto Mais Quente Melhor<\/em> passou a ser considerada a com\u00e9dia mais engra\u00e7ada de todos os tempos e Marilyn Monroe levou o pr\u00eamio de melhor atriz de com\u00e9dia, no Globo de Ouro de 1960, sendo preterida sob protestos a uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar. Marilyn queria ser a maior das estrelas, mas passou a trabalhar para ser uma boa atriz tamb\u00e9m. Fez aulas com Lee Strasberg, no famoso Actors Studio em Nova York e teve Paula Strasberg como mentora nos \u00faltimos trabalhos que fez, sendo incapaz de dar um passo sequer sem a autoriza\u00e7\u00e3o de Paula (que era odiada nos sets de filmagem). Desse modo e com as confus\u00f5es emocionais derivadas de seus div\u00f3rcios, um de Joe DiMaggio (o maior dos jogadores de baseball), outro de Arthur Miller (o maior dos dramaturgos americanos), Marilyn tinha sua vida controlada por Paula Strasberg, nos filmes, por sua agente e por seus m\u00e9dicos. A atriz j\u00e1 havia se afastado do cinema por 1 ano, devido a seu estado emocional, depois de fazer <em>Os Desajustados<\/em>, segundo filme com John Huston e \u00faltimo inteiramente conclu\u00eddo, quando foi incentivada a estrelar <em>Something\u2019s Got To Give<\/em>, de George Cukor, que ficou inacabado depois de Monroe ter sido demitida devido aos sucessivos atrasos e desculpas de doen\u00e7a para n\u00e3o aparecer para filmar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O caos emocional tomou conta de Marilyn que, mesmo tentando retomar as grava\u00e7\u00f5es do filme de Cukor e deixar de lado a imagem que circulava na m\u00eddia de que era uma tola, n\u00e3o conseguia se manter est\u00e1vel por muito tempo e acabou tendo uma overdose de calmantes, poucos dias depois da decis\u00e3o do est\u00fadio de continuar com a produ\u00e7\u00e3o do filme. O legado de Marilyn Monroe residiu em sua imagem intocada de maior s\u00edmbolo sexual do cinema em todos os tempos, n\u00e3o manchada pelas confus\u00f5es de sua vida pessoal. Pois, como disse Billy Wilder, \u201cH\u00e1 uma certa semelhan\u00e7a entre Marilyn e a II Guerra Mundial: ambas foram infernais, mas valeram a pena\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><strong>Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder, 1959)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/img522.imageshack.us\/img522\/5508\/quantomaisru3.png\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"270\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cA comicidade \u00e9 a presci\u00eancia do espectador. Ele \u00e9 mais esperto que os personagens no filme, porque o filme o instrui sobre seus truques. (&#8230;) Mas t\u00e3o importante quanto isso \u00e9 que o espectador seja instru\u00eddo somente em parte sobre os truques do diretor (&#8230;). O espectador \u00e9 mais esperto que os personagens na tela, mas menos esperto que o diretor, que sempre est\u00e1 um passo adiante e sabe manter a surpresa.\u201d &#8211; <em>Billy Wilder<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mais que ningu\u00e9m, Billy Wilder soube trabalhar o elemento de prepara\u00e7\u00e3o de uma piada dentro de suas narrativas, com calma suficiente para saber solt\u00e1-la no momento certo. Em <em>Quanto Mais Quente Melhor<\/em>, mais que em qualquer outro filme, esse momento certo sempre aparece depois da sugest\u00e3o que nos induz ao erro, pois no filme absolutamente nada \u00e9 o que parece.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A primeira cena, logo ap\u00f3s os cr\u00e9ditos iniciais, mostra um carro f\u00fanebre e dentro dele homens s\u00e9rios e um caix\u00e3o. A m\u00fasica \u00e9 alegre, apesar de contrastar com a aparente solenidade da situa\u00e7\u00e3o. Logo em seguida, vemos um carro de pol\u00edcia seguindo o carro f\u00fanebre e que come\u00e7a atirar, para depois vermos os homens que est\u00e3o dentro do carro sacarem armas escondidas e um tiroteio tomar conta da tela. O caix\u00e3o \u00e9 acertado por algumas balas e de l\u00e1 vaza um l\u00edquido, que saberemos depois ser bebida contrabandeada. E um letreiro que nos situa em \u201cChicago, 1929\u201d. Em apenas 3 minutos, Billy Wilder constr\u00f3i a base inicial fundamental de sua narrativa, que se passa na \u00e9poca da Lei Seca, \u00e9poca de g\u00e2ngsters e da Grande Depress\u00e3o, tudo isso sem nenhum di\u00e1logo sequer. E isso se seguir\u00e1 durante todo o filme, seja por meio da intera\u00e7\u00e3o dos atores com o cen\u00e1rio que os rodeia, seja pelo enquadramento da c\u00e2mera, seja pelos extraordin\u00e1rios di\u00e1logos de duplo sentido propostos pelo diretor, onde tudo que parece ser n\u00e3o \u00e9. O que a princ\u00edpio poderia ser um filme sobre a m\u00e1fia e a depress\u00e3o econ\u00f4mica se revela uma com\u00e9dia de erros, quando finalmente somos apresentados a Jerry (Jack Lemmon) e Joe (Tony Curtis), dois m\u00fasicos que tocam na banda que anima o bar dos mafiosos e que fogem de l\u00e1 quando ocorre a batida policial. Empenhado em conseguir dinheiro, Joe convence Jerry a apostar seus casacos (j\u00e1 que nem tinham mais dinheiro) em uma corrida de c\u00e3es e, depois de perd\u00ea-los, passam a vagar por uma Chicago fria, \u00e0 procura de trabalho. Eles buscam em uma ag\u00eancia de empregos por vagas para um contrabaixista e um saxofonista e s\u00f3 descobrem que uma banda feminina, que ir\u00e1 fazer shows na Fl\u00f3rida, precisa de duas garotas para as vagas. Depois de presenciarem por acidente uma chacina executada por um famoso mafioso, eles decidem se disfar\u00e7ar de mulheres e entrar na banda, para fugir da morte iminente \u2013 e do frio de Chicago, por tabela.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Toda essa introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para compreender a genialidade com que Wilder trabalha seus personagens, j\u00e1 que a constru\u00e7\u00e3o primeira os leva a encarar um problema (fugir da m\u00e1fia, afinal n\u00e3o \u00e9 de costume deixar testemunhas de assassinatos vivas para prestarem depoimentos), mas o problema os faz enfrentar o real drama da narrativa (que evidentemente ter\u00e1 o car\u00e1ter mais c\u00f4mico poss\u00edvel): os personagens ter\u00e3o que se travestir de mulher para manter o emprego na banda e salvarem suas vidas, e ainda por cima resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o que \u00e9 estar rodeado de mulheres bonitas, dentre elas Sugar Kane (Marilyn Monroe), a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o do ideal do pecado nas mentes masculinas. \u00c9 assim que, somente aos 25 minutos de filme, Wilder apresenta Monroe em cena, exuberante ao tentar pegar o trem. Os dois m\u00fasicos, agora travestidos de Josephine (Curtis) e Daphne (Lemmon), ficam impressionados com a beleza voluptuosa de Sugar, mas s\u00e3o obrigados a se controlar para que suas identidades verdadeiras n\u00e3o sejam reveladas. Mas Wilder, n\u00e3o pretendendo deixar passar desde a primeira apari\u00e7\u00e3o de Monroe o id\u00edlico teor sexual de sua figura, faz intervir em sua passagem uma fuma\u00e7a e dois apitos que saem do pr\u00f3prio vag\u00e3o do trem, uma alus\u00e3o ao que seriam os assobios que os dois m\u00fasicos dariam caso pudessem e uma breve apalpada em Monroe, que a faz desviar. \u00c9 o Lubitsch Touch que Wilder sempre fez quest\u00e3o de deixar presente em seus filmes, em rever\u00eancia a seu mestre maior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Munido da introdu\u00e7\u00e3o que caracteriza o drama de seus personagens e os problemas que seguir\u00e3o da\u00ed, Wilder estrutura o restante de sua narrativa a fim de n\u00e3o preservar em seus personagens nada intacto, o que os faz entrar em uma roda inst\u00e1vel de riscos. Para tanto, utiliza muito das pr\u00f3prias caracter\u00edsticas pessoais dos atores, Monroe principalmente. Sendo Sugar a tenta\u00e7\u00e3o a ser evitada \u2013 e nunca respeitada, j\u00e1 que logo ap\u00f3s Jerry\/Daphne arrastar suas asinhas para a mo\u00e7a, \u00e9 Joe\/Josephine que decide jogar encanto sobre ela, se disfar\u00e7ando como um milion\u00e1rio herdeiro de petr\u00f3leo -, Wilder trabalha na figura dela todo o caos pessoal que envolvia a pr\u00f3pria vida de Monroe. Mitificada ainda em vida e celebrada como a mais desejada das mulheres do planeta, Monroe era tida como burra e superficial, mas se valia de tais expectativas para criar um personagem, a pr\u00f3pria Marilyn Monroe. Mas Norma Jean (nome de batismo de Monroe) era uma mulher que buscava o amor e sofria com a exposi\u00e7\u00e3o de seus problemas e posterior descr\u00e9dito de sua estabilidade emocional. Tudo isso \u00e9 trabalhado em Sugar Kane, que se admite burra, por sempre voltar para o mesmo tipo de homem (saxofonistas s\u00e3o seu fraco, exatamente o que Joe \u00e9) e parece meio ing\u00eanua ao buscar t\u00e3o arduamente algu\u00e9m para se apaixonar. Mas ao mesmo tempo, Sugar compreende quando \u00e9 abandonada pelo \u201cmilion\u00e1rio\u201d a quem havia \u201cajudado\u201d e se entrega novamente ao v\u00edcio da bebida, na tentativa de mascarar sua dor, assim como Marilyn. E Wilder ainda ressalta essa transi\u00e7\u00e3o emocional de Sugar atrav\u00e9s dos dois momentos em que ela canta no hotel: no primeiro, ao entoar \u201cI Wanna Be Loved By You\u201d, vestindo um vestido claro e cheio de brilho, logo ap\u00f3s ter conhecido o \u201cmilion\u00e1rio\u201d; no segundo, ela canta \u201cI\u2019m Thru With Love\u201d, totalmente desolada e entregue \u00e0 melancolia ap\u00f3s ter sido deixada, vestindo um m\u00f3rbido vestido preto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">As cr\u00edticas sociais, presentes em todos os filmes de Wilder, s\u00e3o colocadas no modo sutil caracter\u00edstico do diretor, sempre disposto a se valer do duplo sentido para passar batido diante de eventuais censuras. E at\u00e9 mesmo as refer\u00eancias que faz s\u00e3o colocadas de maneira delicada, nunca muito expl\u00edcita, como quando o mafioso Spats (George Raft) chega ao hotel na Fl\u00f3rida para a \u201cConven\u00e7\u00e3o Anual dos Amigos da \u00d3pera Italiana\u201d e conversa com um capanga de outra fam\u00edlia de mafiosos, que joga uma moeda para cima. Spats pega a moeda do capanga e pergunta \u201conde ele aprendeu aquele tipo de truque barato\u201d, sendo esta uma refer\u00eancia sutil ao pr\u00f3prio tipo de personagem que George Raft fazia no in\u00edcio da carreira, como em <em>Scarface<\/em>, de Howard Hawks, onde Raft fazia um capanga que ficava jogando uma moeda para o alto. \u00c9 o estilo de Wilder presente, em sempre mostrar que pode haver mais alguma coisa em cena do que o que estamos vendo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>Quanto Mais Quente Melhor<\/em> \u00e9 considerada a mais engra\u00e7ada das com\u00e9dias, justamente por unir na narrativa enxuta e cheia de reviravoltas que Billy Wilder emprega as cr\u00edticas \u00e0 sociedade, \u00e0 m\u00fasica, \u00e0 ind\u00fastria, os jogos er\u00f3ticos explicitados em brincadeiras visuais (como a edi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es paralelas que ocorre enquanto Daphne dan\u00e7a com o milion\u00e1rio que est\u00e1 apaixonado por \u201cela\u201d e o beijos cada vez mais quentes entre Sugar Kane e o \u201cmilion\u00e1rio\u201d inventado por Joe) ou nas falas, sempre guardando uma segunda interpreta\u00e7\u00e3o. Assim, <em>Quanto Mais Quente Melhor<\/em> pode ser visto v\u00e1rias vezes, sempre compreendendo uma nova inten\u00e7\u00e3o do diretor, mas sempre revelando que nada \u00e9 o que parece, mesmo quando os personagens j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais o que esconder. Afinal, \u201cningu\u00e9m \u00e9 perfeito\u201d, somente Billy Wilder.<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/img217.imageshack.us\/img217\/5084\/boton1iu2hv3.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Thiago Mac\u00eado Correia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao se referir ao mito imposto no cinema pela figura de Greta Garbo, Paulo Em\u00edlio Salles Gomes disse que \u201c(&#8230;) podemos admitir que no teatro o ator passa e a personagem permanece, ao passo que no cinema sucede exatamente o &hellip; <a href=\"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/09\/28\/marilyn-monroe-especial-james-dean\/\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[330,2526,792,875,1023,1142,1410,1904,2153],"class_list":["post-1455","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-resenhas","tag-billy-wilder","tag-cinema","tag-especial","tag-filmes","tag-historia-do-cinema","tag-james-dean","tag-marilyn-monroe","tag-quanto-mais-quente-melhor","tag-some-like-it-hot"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1455","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1455"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1455\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1455"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1455"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1455"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}