{"id":1235,"date":"2008-09-03T18:35:43","date_gmt":"2008-09-03T20:35:43","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=1235"},"modified":"2008-09-03T18:35:43","modified_gmt":"2008-09-03T20:35:43","slug":"obrigado-a-matar-joseph-h-lewis-1955","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/09\/03\/obrigado-a-matar-joseph-h-lewis-1955\/","title":{"rendered":"Obrigado a Matar (Joseph H. Lewis, 1955)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"cursor:0;\" src=\"http:\/\/www.dvdbeaver.com\/film\/DVDReviews17\/a%20Joseph%20H.%20Lewis%20A%20Lawless%20Street%20Randolph%20Scott%20DVD%20Review\/a%20Joseph%20H.%20Lewis%20A%20Lawless%20Street%20Randolph%20Scott%20DVD%20Review%20PDVD_006.jpg\" alt=\"\/\/www.dvdbeaver.com\/film\/DVDReviews17\/a%20Joseph%20H.%20Lewis%20A%20Lawless%20Street%20Randolph%20Scott%20DVD%20Review\/a%20Joseph%20H.%20Lewis%20A%20Lawless%20Street%20Randolph%20Scott%20DVD%20Review%20PDVD_006.jpg\u201d cont\u00e9m erros e n\u00e3o pode ser exibida.\" width=\"425\" height=\"239\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Joseph H. Lewis ficou t\u00e3o na aba durante toda sua carreira que nem mesmo hoje consegue destaque no grupo de principais diretores de b-movies da antiga Hollywood \u2013 liderado por Nicholas Ray e Samuel Fuller. Como j\u00e1 havia dito \u2013 e se n\u00e3o havia, deveria \u2013 quando tratava sobre Imp\u00e9rio do Crime, um dos grandes policiais dos anos 50, os filme de Lewis s\u00e3o de uma secura bastante extraordin\u00e1ria &#8211; at\u00e9 mesmo Mortalmente Perigosa, no fundo uma hist\u00f3ria de amor -, ainda que tratem quase exclusivamente sobre sentimentos \u2013 do passado, do presente, do futuro \u2013 o que pode muitas vezes ocultar a delicadeza com que extrai todo potencial de cada situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Obrigado a Matar, embora produzido meramente como ve\u00edculo de Randolph Scott, produtor e astro do filme, traz grande parcela dos temas caros \u00e0 obra de Lewis \u2013 e ao pr\u00f3prio faroeste, enquanto g\u00eanero \u2013 em uma pequena representa\u00e7\u00e3o do microcosmo de Lei e ordem social do universo western, encontrando em alguns aspectos semelhan\u00e7as e subvers\u00f5es de um dos principais marcos do g\u00eanero nos anos 50, Matar ou Morrer, que, por bem ou por mal, provocou uma verdadeira ebuli\u00e7\u00e3o na estrutura dos velhos contos sobre a forma\u00e7\u00e3o da sociedade moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O princ\u00edpio \u00e9 basicamente o mesmo. Scott, xerife, recebe a visita de uma de suas desaven\u00e7as e, jurado de morte, precisa se defender. Ao contr\u00e1rio de Cooper no longa de Zinnemann, Scott \u00e9 auto-suficiente. O primeiro plano do filme e o que sucede \u00e9 que \u00e9 curioso. Depois de uma geral da cidadezinha, Lewis vai aproximando a c\u00e2mera do homem que, lentamente, provoca a troca de olhares de quem circula pela rua que desce \u2013 quem sabe de toda a hist\u00f3ria. Rolam os boatos, Scott vai fazer a barba, despreocupado \u2013 a grande subvers\u00e3o vive na falta de interesse com que parece lidar com a situa\u00e7\u00e3o. Com pouco mais de dez dos enxutos 78 minutos, h\u00e1 o embate. O homem \u00e9 morto, Scott respira e segue com sua rotina. Nada \u00e9pico, nada coreografado. Nada mais Lewis.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O restante trata especialmente de um embate entre maiorias e minorias, onde a minoria \u00e9 a Lei. \u00c9 um jogo de todos contra um especialmente frio e muito pouco calculado. H\u00e1 uma seq\u00fc\u00eancia extraordin\u00e1ria em que, com a suposta morte do xerife \u2013 grande jogo de falsidades e artimanhas, nada mais Lewis \u2013 a cidade fica aberta, \u00e0 merc\u00ea da desordem e do caos. \u00c9 o princ\u00edpio do fim, bandidagens de toda a esp\u00e9cie, mas o mundo em forma\u00e7\u00e3o permite at\u00e9 mesmo que a Lei minta, se necess\u00e1rio. \u00c9 o que ocorre pra se alcan\u00e7ar a ordem, afinal, n\u00e3o existe lenda constru\u00edda sem trapa\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">3\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Daniel Dalpizzolo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joseph H. 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