{"id":1096,"date":"2008-08-11T23:08:30","date_gmt":"2008-08-12T01:08:30","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?p=1096"},"modified":"2008-08-11T23:08:30","modified_gmt":"2008-08-12T01:08:30","slug":"wall-e-andrew-stanton-2008","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/2008\/08\/11\/wall-e-andrew-stanton-2008\/","title":{"rendered":"Wall-E (Andrew Stanton, 2008)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" style=\"margin-top:2px;margin-bottom:2px;border:2px solid black;\" src=\"http:\/\/multiplot.files.wordpress.com\/2010\/03\/wall.jpg?w=495&amp;h=213\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"213\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pelo menos uma vez na vida, quem gosta de cinema j\u00e1 foi confrontado pela seguinte pergunta: \u201cDe que tipo de filme voc\u00ea mais gosta?\u201d. E, tamb\u00e9m, pelo menos uma vez na vida, as pessoas que fazem essa pergunta ouvem a seguinte resposta: \u201cNenhum g\u00eanero em espec\u00edfico. Eu gosto de FILMES!\u201d. Ent\u00e3o&#8230; eu tamb\u00e9m gosto de filmes. Qualquer g\u00eanero, qualquer tem\u00e1tica, qualquer dura\u00e7\u00e3o, qualquer qualquer. Mas, pensando bem, filmes como Wall-E, o novo filme da Disney\/Pixar, \u00e9 justamente o \u201ctipo\u201d de filme que me ganha com mais facilidade.<\/p>\n<p>Antes de explicar o porqu\u00ea, gostaria de frisar que a Pixar, definitivamente, n\u00e3o erra (t\u00e1&#8230; eu ainda n\u00e3o vi Carros, mas mesmo que n\u00e3o venha a ser genial, tenho certeza de que n\u00e3o ser\u00e1 nenhuma bomba). Nesse sentido, eu at\u00e9 tenho um pouco de \u201cpena\u201d das outras produtoras. Mesmo que a DreamWorks fa\u00e7a mil Shreks, ela n\u00e3o ter\u00e1 somado tanto quanto a Pixar somou, desde que lan\u00e7ou o genial Toy Story, em 1995 (ali\u00e1s, ainda d\u00e1 pra voltar um pouco mais no tempo e lembrar do curta Knick Knack, de 1989). A Pixar vem, filme ap\u00f3s filme, galgando novos degraus no que diz respeito \u00e0 qualidade de anima\u00e7\u00e3o \u2013 tanto t\u00e9cnica quanto de conte\u00fado. E na minha n\u00e3o-t\u00e3o-humilde opini\u00e3o, 2008 (13 anos ap\u00f3s Toy Story) foi o ano em que a Pixar atingiu seu \u00e1pice. Wall-E \u00e9 o melhor filme lan\u00e7ado pelos est\u00fadios Pixar.<\/p>\n<p>Mesmo afirmando com tanta veem\u00eancia, eu concordo que \u00e9 bastante dif\u00edcil organizar um top Pixar (mas, quem ler essa resenha, organize o seu top, a\u00ed nos coment\u00e1rios&#8230; depois eu tento tamb\u00e9m). Mesmo os mais \u201cfraquinhos\u201d, como Vida de Inseto e Monstros S.A., s\u00e3o anima\u00e7\u00f5es excelentes, absolutamente dentro dos padr\u00f5es de qualidade da Pixar (ali\u00e1s&#8230; creio que as \u00fanicas anima\u00e7\u00f5es 3D de outros est\u00fadios pelas quais nutro algum \u201ccarinho\u201d sejam \u201cFormiguinhaz\u201d e o primeiro \u201cShrek\u201d). Mas, desde 2003, quando lan\u00e7ou Procurando Nemo, a Pixar instaurou um novo \u201critmo\u201d para as anima\u00e7\u00f5es. Agora, al\u00e9m delas n\u00e3o mais estarem limitadas \u00e0s crian\u00e7as, ainda conseguiam trazer temas \u201cde gente grande\u201d junto com seus personagens fofinhos. Foi assim com Procurando Nemo, Os Incr\u00edveis e Ratatouille&#8230; e \u00e9 assim com Wall-E. Portanto, vamos a ele.<\/p>\n<p>Embalados pela m\u00fasica \u201cPut On Your Sunday Clothes\u201d (de Michael Crawford), entramos no que sobrou do Planeta Terra, no futuro de Wall-E. O planeta est\u00e1, literalmente, um lixo. Tanto que, os seres humanos, h\u00e1 s\u00e9culos, embarcaram em espa\u00e7o-naves e foram viver, confortavelmente, no espa\u00e7o. Por\u00e9m, deixaram para tr\u00e1s pequenos rob\u00f4s, que cuidariam da limpeza do planeta para que, dentro de cinco anos os humanos pudessem regressar e retormar suas vidas em seu planeta natal. Por\u00e9m, mais de 700 anos se passaram e humano algum voltou. Os rob\u00f4s fizeram seu trabalho at\u00e9 onde deu, mas o tempo, somado \u00e0s cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas que passaram a assolar o planeta por causa da degrada\u00e7\u00e3o ambiental, destru\u00edram quase todos os rob\u00f4s. Todo exceto um. A esse um, chamamos de Wall-E (que, na verdade, \u00e9 a sigla da \u201ccompanhia\u201d que ficou respons\u00e1vel pela limpeza do planeta).<\/p>\n<p>O pequeno rob\u00f4 lixeiro \u201cacorda\u201d toda manh\u00e3, cal\u00e7a suas esteiras, pega sua lancheira e sair em busca de mais montes de lixo para transformar em cubos que ele empilha at\u00e9 formar imensos arranha-c\u00e9us. N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m no planeta com ele, al\u00e9m de uma barata. Como est\u00e1 (quase) absolutamente sozinho, a divers\u00e3o do rob\u00f4 \u00e9 catar do lixo \u201ccoisas legais\u201d que ele guarda em sua casa. Sendo assim, Wall-E \u00e9 um trabalhador comum. Acordo \u00e0s 6, trabalha como condenado o dia todo e volta \u00e0s 18 para relaxar vendo seu filme preferido (o musical \u201cOl\u00e1, Dolly!\u201d). Ali\u00e1s, \u00e9 desse filme que Wall-E extrai todas as refer\u00eancias que ele tem sobre a ra\u00e7a humana. Para ele, os humanos s\u00e3o seres que vivem todos juntos, cantam, dan\u00e7am e, por vezes,se d\u00e3o as m\u00e3os. Neste contexto devastador, solit\u00e1rio e frio, Wall-E \u201cviveu\u201d por sabe-se-l\u00e1-quanto-tempo. Entretanto, a chegada de uma nave trouxe a ele uma grande oportunidade.<\/p>\n<p>Assim que aterrissou, a nave liberou uma pequena sonda-rob\u00f4 que, imediatamente, passou a procurar vest\u00edgios de vida no planeta. Reconhecendo a tal sonda como um semelhante, Wall-E passa a persegu\u00ed-la com curiosidade, na esperan\u00e7a de conseguir alguma conviv\u00eancia com a rob\u00f4 rec\u00e9m-chegada. Inicialmente hostil, a sonda n\u00e3o se mostra muito interessada em Wall-E (afinal, ele n\u00e3o \u00e9 um ser vivo). Entretanto, ap\u00f3s uma estranha tempestade, os dois t\u00eam a oportunidade de \u201cse conhecer melhor\u201d. Ap\u00f3s descobrir que a sonda se chama EVA, Wall-E passa a mostrar a ela as coisas que juntou durante todos aqueles anos de solid\u00e3o. Apesar da novidade, EVA n\u00e3o se mostra exatamente muito interessada nas tralhas que Wall-E lhe apresenta. Por\u00e9m, quando este finalmente mostra uma pequena planta que havia encontrado anteriormente, EVA fica euf\u00f3rica. Recolhendo a planta para dentro de seu corpo, EVA entra em um estado de hiberna\u00e7\u00e3o, enquanto espera pela volta da nave. Quando esta enfim chega, Wall-E desespera-se ao ver que ser\u00e1 separado de sua amada e, ent\u00e3o, pendura-se na nave, come\u00e7ando sua aventura em busca de EVA e rumo \u00e0 Axion, o ref\u00fagio dos seres humanos.<\/p>\n<p>Ok, a introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 essa. Mas, enfim, o que h\u00e1 de t\u00e3o espetacular em Wall-E? Eu diria, sem pensar muito, que esse novo filme \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o mais profunda da hist\u00f3ria da Pixar. Al\u00e9m de toda essa profundidade (que fa\u00e7o quest\u00e3o de comentar daqui a pouco), o filme faz refer\u00eancias e homenagens a diversos outros filmes, estilos e diretores. Imposs\u00edvel n\u00e3o se encantar com a beleza \u201cquase muda\u201d dos 30 minutos iniciais, que remetem a Chaplin&#8230; \u00e0 cena da dan\u00e7a espacial, que homenageia \u201c2001, Uma Odiss\u00e9ia no Espa\u00e7o\u201d. O pr\u00f3prio Wall-E, como muitos alardearam antes do filme ser lan\u00e7ado, parece-se muito com o E.T, do Spielberg e com o \u201cN\u00famero 5\u201d, do \u201cfilme de Sess\u00e3o da Tarde\u201d, \u201cUm Rob\u00f4 em Curto-Circuito\u201d. Entretanto, eu n\u00e3o estou interessado com o que Wall-E parece&#8230; falemos sobre o que Wall-E \u00c9!<\/p>\n<p>Primeiramente, \u00e9 necess\u00e1rio saber que Wall-E versa sobre duas tem\u00e1ticas principais: uma delas \u00e9 bastante cr\u00edtica e incisiva, pois trata-se de uma vis\u00e3o quase apocal\u00edptica para o futuro do planeta, no que tange \u00e0 quest\u00e3o ambiental. Al\u00e9m da Terra abandonada e corrompida vemos, na \u201csegunda parte\u201d do filme, uma humanidade destru\u00edda pelo completo \u00f3cio e pela publicidade massiva que serve apenas como ferramenta de controle de uma popula\u00e7\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o tem muito lugar para onde \u201cfugir\u201d. Mas, por mais forte que essa cr\u00edtica seja e por mais que ela seja a tem\u00e1tica mais \u201cvis\u00edvel\u201d do filme (a ponto das pessoas sa\u00edrem da sala de cinema dizendo coisas como \u201cbonito, n\u00e9? Mostra direitinho como o mundo vai ficar se o homem continuar fazendo merda\u201d), a verdadeira tem\u00e1tica de Wall-E \u00e9 bem mais \u201csimples\u201d e comum do que se esperava. Wall-E fala sobre amor. E \u00e9 sob essa tem\u00e1tica que \u00e9 poss\u00edvel extrair o maior n\u00famero de significa\u00e7\u00f5es do filme.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, Wall-E \u00e9 apenas a \u00faltima criatura nesse mundo. Sozinho, no meio dos detritos, ele tem aquela vis\u00e3o sobre rela\u00e7\u00f5es humanas comentada anteriormente. E ele deseja esse tipo de rela\u00e7\u00e3o para ele. Afinal, o que mais algu\u00e9m pode querer, al\u00e9m da companhia de um semelhante para pegar na m\u00e3o? Vendo e revendo \u201cOl\u00e1, Dolly!\u201d, Wall-E chega at\u00e9 mesmo a decorar a dan\u00e7a que o protagonista faz e, em determinado momento, ao ver pelo trocent\u00e9sima vez o filme, ele segura a pr\u00f3pria m\u00e3o, compreendendo-se completamente sozinho. Por\u00e9m, com a chegada de EVA, a chance de realizar seu \u201csonho\u201d se torna palp\u00e1vel. Ao \u201cir \u00e0 luta\u201d, Wall-E descobre que EVA possui, assim como ele, uma diretriz. Mas, ao contr\u00e1rio dele, ela n\u00e3o fazia simples cubos de lixo para serem empilhados. Classificada como \u201csigilosa\u201d, a diretriz de EVA era t\u00e3o imperativa para ela que n\u00e3o a permitiria perder tempo com um rob\u00f4 velho e sujo do planeta Terra. Por isso, quando Wall-E desvela sua vida, EVA at\u00e9 acha gra\u00e7a, mas n\u00e3o consegue compreender o que leva o rob\u00f4 a guardar tanta tralha ou a dar tanto valor a passos de dan\u00e7a e m\u00e3os dadas. Wall-E, por outro lado, est\u00e1 fascinado: EVA, al\u00e9m de ser uma semelhante, consegue fazer coisas extraordin\u00e1rias, que ele jamais poderia fazer. Ela voa, ela \u00e9 forte, ela tem uma arma que faz uma rocha imensa em peda\u00e7os. Mas essa seq\u00fc\u00eancia, onde Wall-E mostra o que ele tem para EVA, duas partes em especial me chamaram a aten\u00e7\u00e3o. Em certo momento, ele mostra a ela um cubo m\u00e1gico e, enquanto ele busca uma l\u00e2mpada ela, facilmente, resolve o complexo brinquedo. Impressionado, ele entrega a l\u00e2mpada a EVA. Quando esta segura a l\u00e2mpada, ela se acende. Intrigado, Wall-E pega novamente a l\u00e2mpada&#8230; e ela se apaga. Devolve-a para EVA e a l\u00e2mpada torna a se acender. Parav Wall-E, esses dois pequenos fatos s\u00e3o a confirma\u00e7\u00e3o de duas coisas: para EVA, a vida dele \u00e9 simples demais&#8230; f\u00e1cil demais de se entender. E, ao mesmo tempo, ela tem a capacidade de fazer algo na vida dele, que ele mesmo n\u00e3o pode fazer. Fascinado, Wall-E mostra a dan\u00e7a do musical e tenta pegar na m\u00e3o de EVA. Mas, como ela n\u00e3o se mostra interessada, ele mostra-lhe a planta. A planta \u00e9 a diretriz de EVA. A planta \u00e9 o motivo dela existir. Encerrada a miss\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 motivo para ficar gastando energia. Ela se fecha e Wall-E passa a tentar compreender o que aconteceu. Quando a nave vem buscar EVA, ele resolve segu\u00ed-la, pois agora tem a certeza de que \u00e9 ela quem ir\u00e1 tir\u00e1-lo da solid\u00e3o a qual foi submetido por tanto tempo.<\/p>\n<p>Uma vez dentro da Axiom, Wall-E e EVA se reencontram mas, para ela, ele \u00e9 apenas um problema. N\u00e3o compreendendo como ele acabou entrando na nave, ela tenta tir\u00e1-lo dali ao mesmo tempo em que procura resolver sua diretriz. Wall-E ent\u00e3o entende que EVA tem \u201calgo maior\u201d para fazer. Se ele quiser continuar ao lado dela, ter\u00e1 que adaptar-se a isso e ajud\u00e1-la a cumprir tal miss\u00e3o. Ali\u00e1s, nesse momento do filme, comecei a pensar na forma como o pr\u00f3prio Andrew Stanton (que criou a hist\u00f3ria original \u2013 depois transformada em roteiro por ele, Pete Docter e Jim Reardon) v\u00ea o amor. Se nos prestarmos a humanizar a rela\u00e7\u00e3o de Wall-E e EVA a partir desse ponto, podemos dizer que Wall-E decide simplesmente doar-se a EVA, suprimindo o m\u00e1ximo poss\u00edvel seu ego, pelo privil\u00e9gio de poder estar por perto. Assim, pouco a pouco, o objetivo de EVA vai tornando-se, tamb\u00e9m, o objetivo de Wall-E. Sem querer, eles j\u00e1 compartilham uma \u201cvida\u201d. Compartilham algo pelo que lutar, embora os objetivos sejam, inicialmente, diferentes. Inicialmente, pois, a doa\u00e7\u00e3o de Wall-E \u00e9 t\u00e3o grande que, em pouco tempo, ele est\u00e1 ajudando EVA (a n\u00edveis extremos) pelo simples \u201cprazer\u201d de ajudar a \u201crob\u00f4 que ele ama\u201d.<\/p>\n<p>Dessa forma, eu retomo o primeiro par\u00e1grafo dessa resenha para explicar o porqu\u00ea deste ser o \u201ctipo\u201d de filme que me pega com facilidade. Tecnicamente, Wall-E \u00e9 s\u00f3 mais uma anima\u00e7\u00e3o 3D \u201cpara crian\u00e7as\u201d. Embora, como aconteceu com Ratatouille, a divulga\u00e7\u00e3o tenha sido um tanto mais \u201cfraca\u201d do que em compara\u00e7\u00e3o com outras anima\u00e7\u00f5es da Pixar (pelo menos a n\u00edvel de Brasil), Wall-E foi vendido de uma forma muito errada por aqui. Quem mora em Curitiba talvez tenha visto os outdoors de divulga\u00e7\u00e3o de um certo shopping, onde lia-se \u201co bom de ter um rob\u00f4 como amigo \u00e9 que ele nunca se cansa de brincar\u201d. A\u00ed voc\u00ea vai l\u00e1, v\u00ea o filme e percebe que o Wall-E n\u00e3o parece estar muito disposto para \u201cbrincar\u201d. Ele tem uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande para se dar ao luxo de brincar. Mesmo que o filme tenha suas cenas engra\u00e7adinhas (que funcionam muito bem), ele \u00e9, essencialmente, um filme bastante s\u00f3brio, profundo e, at\u00e9 mesmo, triste. Wall-E n\u00e3o somente me surpreendeu, como tamb\u00e9m \u201cconversou\u201d comigo. Em pouco tempo, percebi que compartilh\u00e1vamos alguns pontos de vista e, ao final da sess\u00e3o, mesmo com os olhos vermelhos e a cara um pouco inchada, eu sa\u00ed da sala com uma sensa\u00e7\u00e3o reconfortante no peito. Enfim, talvez seja isso que faz a Pixar t\u00e3o magn\u00e2nima quando o assunto \u00e9 anima\u00e7\u00f5es. Dificilmente se sai indiferente ap\u00f3s apreciar um de seus filmes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">P.S.: Agradecimentos \u00e0 Gabrielle Staniszewski que foi de grande ajuda nas interpreta\u00e7\u00f5es deste filme.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Murilo Lopes de Oliveira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos uma vez na vida, quem gosta de cinema j\u00e1 foi confrontado pela seguinte pergunta: \u201cDe que tipo de filme voc\u00ea mais gosta?\u201d. 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