{"id":762,"date":"2008-07-23T00:43:50","date_gmt":"2008-07-23T02:43:50","guid":{"rendered":"http:\/\/multiplot.wordpress.com\/?page_id=762"},"modified":"2008-07-23T00:43:50","modified_gmt":"2008-07-23T02:43:50","slug":"3%c2%ba-caio-lucas","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/multiplotcinema.com.br\/antigo\/3%c2%ba-caio-lucas\/","title":{"rendered":"3\u00ba &#8211; Caio Lucas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">Avalia\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Luis Henrique Boaventura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Narrativa extremamente irritante, n\u00e3o sei bem por que. Talvez por essa adjetiva\u00e7\u00e3o meio infantil, dessa estrutura de texto de vinheta, \u201cpergunta \u2013 resposta\u201d, sei l\u00e1. E outra coisa:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cO l\u00f3gico se alterna com o il\u00f3gico durante o desenrolar do roteiro, mbrecendo um caresenrolar do roteiro\u00e7sas mentes ,perto de diante delesrocidade e qual o futuro que terdando um car\u00e1ter amb\u00edguo que deixa o espectador decidir sobre seu significado.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Isso \u00e9 uma tentativa canhestra de metalinguagem ou voc\u00ea bebeu mesmo? Se disser que bebeu, t\u00e1 perfeito. Escrever b\u00eabado \u00e9 o que liga, hahahahaha<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><span style=\"color:#ff0000;\">1\/10<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Daniel Dalpizzolo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em alguns momentos parece bem inseguro, n\u00e3o h\u00e1 progresso no discurso e uma frase tenta justificar a outra. E tem algumas imposi\u00e7\u00f5es exageradas. Apesar disso, consegue se sustentar at\u00e9 o final.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><span style=\"color:#ff0000;\">4\/10<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Daniel Costa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Melhor texto de todos. Exp\u00f5e toda a paix\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o pelo filme, levantando suas quest\u00f5es sem entrar nos detalhes s\u00f3rdidos do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><span style=\"color:#ff0000;\">8\/10<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Vin\u00edcius Veloso Garcia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8220;&#8230;mbrecendo um caresenrolar do roteiro\u00e7sas mentes ,perto de diante delesrocidade e qual o futuro que terdando um car\u00e1ter amb\u00edguo que deixa o espectador decidir sobre seu significado&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Que raios vc quis dizer nessa frase toda?\u00a0\u00a0 &#8230;t\u00e3o confuso quanto essa frase est\u00e1 esse seu texto todo, confesso q me perdi a\u00ed no meio, como fa\u00e7o pra chegar at\u00e9 a porta de sa\u00edda?\u00a0huahuahua<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas como toda confus\u00e3o tem l\u00e1 sua raz\u00e3o, vou me reservar ao direito de ficar em cima do muro, assim n\u00e3o est\u00e1 nem p\u00e9ssimo nem \u00f3timo, simplesmente n\u00e3o entendi, mas vai saber se o burro n\u00e3o sou eu, hahaha&#8230; ent\u00e3o na d\u00favida a minha nota \u00e9:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><span style=\"color:#ff0000;\">5\/10<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Cassius Abreu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Desculpe-me, Caio, mas o texto n\u00e3o agradou o velho aqui n\u00e3o. Chatinho de dar sono. Vamos por partes: quando Kubrick fez \u201cDr. Fant\u00e1stico\u201d, a Guerra Fria N\u00c3O tinha acabado, como est\u00e1 no texto \u2013 as aspas para mundo feliz n\u00e3o merecem coment\u00e1rios. Confesso que n\u00e3o entendi exatamente sua posi\u00e7\u00e3o sobre \u201ccomo devemos\u201d assistir \u00e0 obra: situando-se nela ou ficando de fora? Releia estas frases com calma e perceba minha d\u00favida: \u201cse voc\u00ea penetrar na hist\u00f3ria, fizer de si um personagem, uma v\u00edtima do que poderia vir a acontecer. Porque se n\u00e3o, ver\u00e1 esse como um filme apenas delicioso.\u201d O quarto par\u00e1grafo \u00e9 incompreens\u00edvel, da sintaxe \u00e0 sem\u00e2ntica (pode ter sido problema de digita\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias palavras, s\u00f3 que uma revis\u00e3o at\u00e9 o prazo n\u00e3o faria mal). \u201cSarcasmos perspicazes\u201d soou-me meio for\u00e7ado, para tentar convencer por um termo algo a ser desenvolvido com calma. O Dr. Fant\u00e1stico \u00e9 riqu\u00edssimo tamb\u00e9m, e parece que voc\u00ea percebe isso mais do que os que escreveram sobre \u201cLaranja\u201d; chega a tentar falar de algo, s\u00f3 que acaba se derramando em elogios adjetivados e sem muita funcionalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">H\u00e1 um ou outro errinho de portugu\u00eas, nada de abismal, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do quarto par\u00e1grafo, e \u00e9 um texto ralo, mas parece que voc\u00ea tem potencial, s\u00f3 n\u00e3o soube traduzir de maneira legal para o filme que tanto idolatra \u2013 ta\u00ed, seu texto surge como uma idolatria meio gratuita para quem ler de primeira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><span style=\"color:#ff0000;\">3\/10<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Total: <span style=\"color:#ff0000;\">21 pontos<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Texto:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Dr. Fant\u00e1stico (Stanley Kubrick, 1964)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Kubrick j\u00e1 se consagrara antes de \u201cDr. Fant\u00e1stico\u201d, mas este daria status de mestre a um g\u00eanio em ascens\u00e3o. Seu potencial em adaptar obras liter\u00e1rias para as telas era devastador. Mas se arriscar nessa aventura\/fic\u00e7\u00e3o\/com\u00e9dia \u00e9 que definiu os tra\u00e7os que marcariam o resto de sua carreira, a maneira insana de dirigir filmes aparentemente inconvenientes, e \u201cpior\u201d, fazer de cada um deles uma obra-prima. O cineasta mostrava per\u00edcia em traduzir livros inc\u00f3gnitos aos roteiros de cinema. E a hist\u00f3ria escolhida causaria realmente um tremendo impacto desta vez, numa \u00e9poca em que as contas deveriam ser acertadas entre os governantes, mas com cada um receando a vontade do outro. O que Kubrick fez? Satirizou um assunto pouco admiss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Guerra Fria. Com o seu desfecho, o mundo estava mais \u201cfeliz\u201d, sabendo que a probabilidade de um novo conflito (pelo menos durante algum tempo) era quase nula. Por\u00e9m, o que dizer de uma na\u00e7\u00e3o socialista armazenar contigo uma m\u00e1quina de poderio incalcul\u00e1vel? Nada, caso a tal m\u00e1quina, denominada \u201cdo Ju\u00edzo Final\u201d, n\u00e3o fosse utilizada. E por outro motivo tamb\u00e9m, se o seu grande rival (economicamente, em influ\u00eancia b\u00e9lica, etc) soubesse que tal m\u00e1quina existisse. E por causa de um dia, e de um erro, ela n\u00e3o seria apresentada aos inimigos com formalidade. Tudo porque um comandante maluco se deu ao luxo de atacar despreparadamente e imprevisivelmente seu antagonista por que os flu\u00eddos do corpo humano se alteraram durante os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O enredo \u00e9 mais ou menos esse. Humor-negro como este nunca mais habitaria as telas. Vemos o medo por parte dos pol\u00edticos de uma forma t\u00e3o natural, que nem percebemos que somos o alvo dos atos errantes de nossos \u201csuperiores\u201d. Isso \u00e9, se voc\u00ea penetrar na hist\u00f3ria, fizer de si um personagem, uma v\u00edtima do que poderia vir a acontecer. Porque se n\u00e3o, ver\u00e1 esse como um filme apenas delicioso. \u00c9 importante fazer-se parte da narrativa, recear o futuro da humanidade. Kubrick reveste tudo isso com uma cr\u00edtica sagaz as autoridades, mostrando quem somos realmente diante deles e o que podemos fazer para evitarmos certos \u201cequ\u00edvocos\u201d (nada!). Nossos representantes irrespons\u00e1veis perdem as r\u00e9deas da confian\u00e7a e se desunem rumo a um ep\u00edlogo doloroso, angustiante e mordaz.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas quem \u00e9 \u201cDr. Strangelove\u201d? Bem, essa pergunta \u00e9 respondida no fim, onde mais sarcasmos perspicazes resumem o que o ser humano deve fazer para readaptar ao ciclo normal de vida, numa das seq\u00fc\u00eancias mais expressivas e aut\u00eanticas j\u00e1 contempladas por n\u00f3s. E esse \u201cDr. Strangelove\u201d d\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o prov\u00e1vel e aceit\u00e1vel (o que \u00e9 mais horr\u00edvel e interessante, na mesma propor\u00e7\u00e3o) para o problema, elevando tudo a perfei\u00e7\u00e3o conclusiva. Entretanto o ato final deixa um buraco em nossas mentes, n\u00e3o se d\u00e1 uma interpreta\u00e7\u00e3o correta do que sucedeu. O l\u00f3gico se alterna com o il\u00f3gico durante o desenrolar do roteiro, mbrecendo um caresenrolar do roteiro\u00e7sas mentes ,perto de diante delesrocidade e qual o futuro que terdando um car\u00e1ter amb\u00edguo que deixa o espectador decidir sobre seu significado. Nada melhor que se deleitar com um filme que te d\u00e1 a capacidade de cogitar qualquer decorr\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em torno de toda essa tem\u00e1tica gira um Peter Sellers irrepreens\u00edvel, encarando um desafio singular de interpretar tr\u00eas personagens. Mito da com\u00e9dia que \u00e9, em \u201cDr. Fant\u00e1stico\u201d ele n\u00e3o esbo\u00e7a um sorriso sequer, tentando transmitir seriedade como deve ser realmente abordado o assunto. Exceto quando ele representa o cientista louco e hil\u00e1rio, que enxerga tudo com uma perspectiva otimista. Sterling Hayden brilha como nunca, num papel alucinante que \u00e9 simplesmente o personagem-chave da hist\u00f3ria. E uma excelente exibi\u00e7\u00e3o de George C. Scott, que brinca com o gestual \u00e0 vontade, completa o pacote. Claro que tecnicamente o trabalho n\u00e3o \u00e9 muito bem elaborado, talvez pela pr\u00f3pria falta de recursos, mas quem liga quando o que est\u00e1 em jogo \u00e9 uma vis\u00e3o ampla da \u00e9tica entre as os povos?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Esse seria o \u00e1pice da carreira de um cineasta que como ningu\u00e9m soube simular o futuro, dando dramaticidade em tudo que pode haver de aterrorizante e propagando uma leitura duvidosa dos conceitos de humanidade. \u201cDr. Fant\u00e1stico\u201d buli com coisa s\u00e9ria, indesej\u00e1vel e improv\u00e1vel. Uma bel\u00edssima parodia que deve ser observada do ponto de vista \u00e9pico, do momento hist\u00f3rico que foi a Guerra Fria e o seu desenlace. Esse \u00e9 um dos marcos inalcan\u00e7\u00e1veis da s\u00e9tima arte, uma aula em com\u00e9dia realista e o momento mais acentuado da filmografia de um g\u00eanio apocal\u00edptico em tudo que desempenhava. Em outras palavras, o Kubrick mais astuto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">4\/4<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avalia\u00e7\u00f5es: Luis Henrique Boaventura Narrativa extremamente irritante, n\u00e3o sei bem por que. Talvez por essa adjetiva\u00e7\u00e3o meio infantil, dessa estrutura de texto de vinheta, \u201cpergunta \u2013 resposta\u201d, sei l\u00e1. 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